Vozes de Revolução | Avenidas

 



Arte e Liberdade - Vozes de Revolução

Conversa + Concerto

25 Abril, 15h | Avenidas-Um Teatro em Cada Bairro


“Arte e Liberdade - Vozes de Revolução” é um evento em formato conversa-concerto, que parte de obras musicais para criar um diálogo sobre a liberdade em períodos marcantes de opressão.

O espetáculo toma como ponto de partida peças que evocam questões identitárias, com uma peça da compositora ucraniana Alla Zagaykevych que faz uso de melodias tradicionais da região, e a questão da memória, com duas peças do compositor Carlos Marecos, inspiradas na sua vivência durante o período do pós 25 de Abril de 1974.

Para além disso, conta com uma instalação sonora (foyer) inspirada na vivência do compositor Carlos Marecos durante o período do pós 25 de Abril de 1974 (Processo Revolucionário em Curso - PREC) que inclui gravações que o próprio realizou das emissões radiofónicas da ocupação da rádio renascença em 1975, bem como excertos de canções de intervenção. Algumas destas gravações constituem documentação potencialmente única em si mesma, na medida que se trata de gravações realizadas ao vivo aquando da tomada da RR e das quais não temos registo que haja mais gravações daqueles momentos em que se escutam as vozes tumultuosas, mas por vezes trémulas, com momentos de pontuais inseguranças no discurso dos soldados que claramente não podiam assegurar as consequências dos seus actos. 

A entrada é livre, sujeita à lotação da sala. 

Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes e Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril.


Programa:

Carlos Marecos: A Casa do Cravo (2019)
versão vídeo-instalação de estudantes da Licenciatura em Artes Plásticas - Multimédia da Universidade de Évora, sob a orientação de Teresa Furtado e Miguel Soares

Alla ZagaykevychMithe IV: KS (2011)
para violino, electrónica em tempo real

Carlos MarecosMadrigais de Atlântico (2013)
para duas vozes e electrónica

José Afonso / Carlos MarecosCanção de Embalar (1999)
para duas vozes e electrónica


Ficha artística:

Margarida Ribeiro, soprano
Eduarda Dias, soprano
Beatriz Costa, violino
Jaime Reis, direção artística
Carlos Marecos, composição e electrónica
Mariana Vieira, produção
Cristóvão Almeida, apoio técnico e à produção




Margarida Ribeiro, nasceu a 23 de dezembro de 2003, em Provesende, Sabrosa, Vila Real. Iniciou os seus estudos musicais na escola de música da A.R.C.M.S.
Banda de Música de Sabrosa. Em 2013, iniciou os estudos no regime supletivo do Conservatório Regional de Música de Vila Real, no instrumento de fagote com Joaquim Teixeira. Posteriormente, em 2017, começou os estudos em canto lírico na classe de Mónica Lacerda Pais. Em 2019, ingressou no regime integrado do Conservatório de Música do Porto, na classe de fagote do professor Paulo Martins, onde terminou os estudos do ensino obrigatório. Atualmente estuda canto lírico na Escola Superior de Artes Aplicadas, sob orientação das professoras Elisabete Matos e Dora Rodrigues. 




Eduarda Dias iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Castelo Branco. Em 2021 conclui o curso secundário de canto, na classe da professora Nélia Gonçalves. Enquanto solista já realizou várias actuações, assim como actuações de coro e música de câmara. Trabalhou com vários professores conceituados, tais como: Rafaela Albuquerque, Ramon Theobald, Eleonora Pacetti, Jorge Balça, entre outros. Atualmente, estuda na Escola Superior de Artes Aplicadas, onde frequenta o 2º ano da Licenciatura em canto na classe das professoras Dora Rodrigues e Elisabete Matos. 





Beatriz Costa (1996) é uma violinista portuguesa que se tem vindo a dedicar às práticas da música erudita contemporânea.
Tendo terminado o mestrado em Perfomance Musical no Conservatório Real de Bruxelas (Bélgica), realizou o curso secundário (violino) no Conservatório Nacional (Lisboa) e a licenciatura (violino) na ESART (Castelo Branco). Participou em estágios com o Ensemble Modern (Alemanha), Ensemble Fractales (Bélgica) e o Ensemble Horizonte (Alemanha).  Com a contrabaixista Mariana Fernandes, integra o C O N T I N U U M D U O, selecionado pelo Divertimento Ensemble (Itália) para integrar o projeto “Young Performers in Digital Stage” e atualmente num projeto de criação e encomendas apoiado pelo Ministério da Cultura - Governo de Portugal. Desde 2021, é a violinista do Ensemble DME. Integra a equipa de produção do Projecto DME e Lisboa Incomum, fazendo ainda parte da Associação EMSCAN com a qual desenvolve diferentes projectos artísticos e pedagógicos. Recentemente, foi-lhe atribuída a Bolsa Jovens Criadores 2021, pelo Centro Nacional de Cultura.


Hugo Xavier Almeida começou os seus estudos musicais em 2010 no conservatório de música de Sintra (CMS), no curso de trompete; Em 2016 mudou para a Escola de Música Nossa Senhora-do-cabo (EMNSC) onde estudou trompete, e composição na classe do professor e compositor Jaime Reis. Ao longo do seu percurso como estudante de composição já fez workshops, assistiu a palestras e contactou com compositores como: Dimitris Androkopoulos, Barry Truax, John Chowning, Agustin Castilla-Ávila, Cândido Lima, Nuno Henriques, Sara Carvalho, Evguine Zoudilkine, Sérgio Abdalla, Ake Parmerud, François Bayle, Francis Dhomont, Annette Vande Gorne, Mario Mary entre outros.
Enquanto compositor já obteve peças tocadas tanto em território nacional em cidades como, Viana do castelo, Braga, Porto, Évora, Aveiro, Lisboa e no estrangeiro, nomeadamente, Mónaco e Buenos-Aires. Participando então em diversos festivais destacando-se BoCa- Bienal de Artes contemporâneas, Aveiro Síntese, Festival DME, Mônaco Eletroacustique e Atemporanea.
Hugo Xavier Almeida concluiu o 2o ano de Licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa no curso de Composição e orgulha-se de ter sido o primeiro estudante de composição socio da Associação Portuguesa de Compositores (APC).



Carlos Marecos
Nasceu em Lisboa em 1963. Licenciou-se em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou, entre outros, com Eurico Carrapatoso, António Pinho Vargas e Christopher Bochmann.
Doutorado em Música pela Universidade de Aveiro, sob a orientação de João Pedro Oliveira e Christopher Bochmann, como bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Foi-lhe atribuído o Prémio Lopes Graça de Composição por duas vezes, nas edições de 1999 e de 2000.
É director musical do “Ensemble Portátil” com os quais tem desenvolvido um trabalho na área da música contemporânea e na harmonização de música tradicional portuguesa.
Tem recebido encomendas de diversas entidades como a Culturgest, o Serviço Acarte da Fundação Calouste Gulbenkian, a Expo 98 de Lisboa, OrchestrUtopica, Festival Internacional de Música do Estoril, entre outras.
Tem escrito regularmente música para teatro, para encenadores como João Brites, Raul Atalaia e Luís Miguel Cintra.
Desde 2002 tem desenvolvido um trabalho regular com peças encenadas com uma equipa de artistas como a soprano Margarida Marecos, o actor e encenador Paulo Lages e o actor Guilherme Filipe com os quais já apresentou duas óperas (obras subsidiadas pelo MC/IA) e uma peça de teatro musical (encomenda da Culturgest).
A sua música tem sido apresentada em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Dinamarca, Colômbia e EUA. Foi recentemente lançada no mercado discográfico a edição em CD da sua ópera de câmara “O FIM – Ópera Íntima”.
Lecciona actualmente na Escola Superior de Música de Lisboa.




Alla Zagaykevych (n. 1966), compositora ucraniana de música erudita contemporânea, artista performativa, curadora de projectos de música electroacústica e musicóloga. Licenciou-se na Academia Nacional de Música de Kiev, Ucrânia. Em 1995-1996, frequentou o curso anual de composição e música computorizada no Instituto IRCAM (Paris).
Desde 1997, é professora no Departamento de Composição da Academia Nacional de Música de Kiev, onde fundou o Estúdio de Música Eletrónica com o apoio da International Renaissance Foundation). A lista de obras de Alla Zagaykevych inclui música sinfónica, instrumental e vocal de câmara, composições electroacústicas, instalações e performances multimédia, óperas e música para filmes.







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