Lá nas Árvores Ciclo II: Levantar voo / Cycle II: Take-Off | Évora27 – Capital Europeia da Cultura
em actualização
Lá nas Árvores
Ciclo II: Levantar Voo / Cycle II: Take Off
Évora_27 – Capital Europeia da Cultura
Abril/April 9-12
[PT]"Lá nas Árvores" é um projecto de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura, liderado pela Universidade de Évora, em parceria com o Projecto DME e a Associação Lisboa Incomum, com direção artística de Ana Telles. Durante quatro dias, de 9 a 12 de abril de 2026, Évora transforma-se num espaço de escuta e descoberta, através de workshops, concertos, recital, ópera comunitária, performances e outras propostas artísticas, explorando a relação entre a música, o território e a paisagem sonora.
[EN]"Lá nas Árvores" is a project of Évora_27 – European Capital of Culture, led by the University of Évora, in partnership with the DME Project and the Lisboa Incomum Association, with artistic direction by Ana Telles. Over four days, from April 9 to 12, 2026, Évora will transform into a space of listening and discovery, through workshops, concerts, recitals, community opera, performances, and other artistic proposals, exploring the relationship between music, the territory, and the soundscape.
Programa completo // Full Schedule
9 de abril (Quinta-Feira) / 9th of April (Thursday)21:00 / 9:00 pmLocal/Location: Salão Central EborenseEntrada livre/ Free entry
10 de abril (Sexta-Feira) / 10th of April (Friday)10:00 & 11:30 / 10:00 am & 11:30 amConcerto para famíliasLocal/Location: Salão Central EborenseEntrada livre/ Free entry
21:00 / 9:00 pmRecital Ana Telles e João RabaçaLocal: Salão Central Eborense
11 de abril (Sábado) / 11th of April (Saturday)10:00 / 10:00 amLocal/Location: Coreto do Jardim Público de ÉvoraEntrada livre, mediante inscrição
10:00-12:00 & 14:00-16:00 / 10:00 am-12:00 pm & 2:00 pm-4:00 pmLocal: Salão Central EborenseEntrada livre, mediante inscrição
18:00 / 6:00 pmLocal: Salão Central EborenseEntrada livre/ Free entry
12 de abril (Domingo) / 12th of April (Sunday)10:00 / 10:00 amLocal/Location: Colégio dos Regentes Agrícolas, campus da Universidade de Évora da Mitra (Valverde)Entrada livre, mediante inscrição
18:00 / 6:00 pmLocal: Salão Central EborenseEntrada livre/ Free entry
11 de abril (Sábado)-12 de abril (Domingo) / 11th of April (Saturday)-12th of April (Sunday)14:00-17:00/ 2:00 pm-5:00 pmLocal: Coreto do Jardim Público de ÉvoraEntrada livre/ Free entry
Informação detalhada/Detailed information
Coro dos Pequenos Cidadãos
9 de Abril | 21h00 | Salão Central Eborense
Lá nas Árvores, projeto integrado em Évora_27 – Capital Europeia da Cultura, promoveu a constituição de um Coro Participativo, através de convite dirigido à comunidade e a todos os interessados na prática coral, com vista à interpretação da obra Coro dos Pequenos Cidadãos, de Mariana Vieira.
Neste enquadramento, o coro que apresentará a referida obra configura-se como um coro comunitário de natureza intergeracional, composto por cidadãos da cidade de Évora. A direcção musical estará a cargo do maestro Pedro Nascimento.
Ao compor as canções para o Coro dos Pequenos Cidadãos, procurei acima de tudo entrar no imaginário que foi inventado e organizado em pequenos textos pelos alunos da Escola Básica de Alumieira...
Mariana Vieira, sobre a obra Coro dos Pequenos Cidadãos
A apresentação da presente obra contará igualmente com a participação dos alunos da Escola de Artes da Universidade de Évora, em particular dos Departamentos de Música e de Produção Audiovisual.
Ficha técnica e artísticaMariana Vieira - compositora | professora UÉ
Pedro Nascimento - direcção musical
Teresa Furtado - professora DAVD/EA/UÉ
Hugo Marques - professor DAVD/EA/UÉ
João Proença - desenho de somGuilherme Franco- assistência técnicaAntónio Girão Fonseca- assistência técnica
Interlúdios Electroacústicos DMUS/EA/UÉ
Elisabete Ramos, Francisco Castelhano, Gil Franco, Inês Cardina, João Cintra, João Parreira, Pedro Correia, Rosa Queiroz, Rosebel Rodrigues.
Videoartistas / Estudantes do DAVD/EA/UÉ
Amelie Sanchez, Ana Rita Lote, Camila Vasquez, Carolina Thomaz Martins, Catarina Pereira (Catatiel), Cheyenne Kramer, Constança Cheis, Érica Barroso, Hao Zheng, Lara Campanela, Leonor Barros, Luna Santos, Mafalda Camoesas, Maria Dolores, Marta Almeida.
Coro Comunitário
Alexandra Silva, Alice Pereira, Alina, Ana Barreto, Ana Nobre, Ana Pereira, Antónia Rodrigues, Beatriz Quitério, Carla Fernandes Malheiro, Cecília Monteiro, Clara Madureira, Constantina Coias, Fátima Fernandes, Fátima Godinho, Helena Aleixo, Helena Cambezes, Inácio Barrambana, Inês de Matos Gomes, Isabel Baião, José Courinha, Lisete Matos, Manuela Soares, Margarida Maria Belchior Pereira Lopes, Maria José Espadeiro, Maria Margarida Sofio, Maria Adelina, Maria da Graça Carneiro, Maria de Lourdes, Maria Emília Pontes dos Santos, Maria Grenha, Pedro S. Mata, Romaine van Krimpen, Teresa Faria, Zulmira Ferreira
Mariana Vieira
Mariana Vieira (Sintra, 1997) completou a licenciatura em composição e o mestrado em ensino de música na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), sob orientação de Jaime Reis.
O seu catálogo inclui música acusmática, mista e instrumental, para formações de música de câmara, ensemble, orquestra e a solo, bem como obras didácticas.
A sua música foi apresentada em festivais como Young Euro Classic e BachFest (Alemanha), L’Espace du Son (Bélgica), Crossroads e Echoes Around Me (Áustria), Monaco Electroacoustique (Mónaco), Aveiro_Síntese e Música Viva (Portugal).
Foi premiada com o “European Composer Award” (Alemanha), em 2017, com a sua peça Raiz, escrita para a Jovem Orquestra Portuguesa (JOP), o “Electronic Music Composition Contest” da revista Musicworks (Canadá), em 2021, e o concurso “Young Lion*ess of Acousmatic Music”, promovido pelo “The Acousmatic Project” (Áustria), em 2022.
Além da sua produção composicional, tem trabalhado em estruturas artísticas como o Projecto DME, o espaço Lisboa Incomum e a associação EMSCAN.
Enquanto bolseira da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, frequenta actualmente o Doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento (especialização em Composição), na FBAUL (Universidade de Lisboa), em colaboração com o IPL/ESML, sob a orientação de Carlos Caires e de António Sousa Dias. É Professora Assistente Convidada na Escola de Artes da Universidade de Évora desde 2025.
mariana-vieira.net
Pedro Nascimento
Natural do Porto, iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música da mesma cidade, prosseguindo depois na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa. Concluiu a Licenciatura em Canto na Escola Superior de Música de Lisboa, onde também frequentou o Mestrado em Canto, cujo segundo ano se realizou no Conservatório Licínio Refice de Frosinone, em Itália.
Como coralista, colaborou com várias instituições de renome, incluindo o Círculo Portuense de Ópera, o Estúdio de Ópera da Casa da Música (Porto), a Companhia Portuguesa de Ópera, a Orquestra do Norte, a Orquestra do Algarve e o grupo Voces Caelestes. Entre 2005 e 2011, integrou o coro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Actualmente dirige os coros: CorUÉ - Coro da Universidade de Évora, Coral Évora, Coro de Câmara de Montargil, o coro da ASSP, o Coro da Sociedade Filarmónica de São Pedro do Corval e o Orfeão de Estremoz Tomaz Alcaide.
Teresa Veiga Furtado
Nasceu em 1967 e reside e trabalha entre Lisboa e Évora. É artista, Professora Associada com Agregação e Diretora do Mestrado em Práticas Artísticas em Artes Visuais, no Departamento de Artes Visuais e Design da Escola de Artes da Universidade de Évora (DAVD/EA/UÉ), integrando o Centro de História de Arte e Investigação Artística (CHAIA/UÉ).
As suas linhas de investigação centram-se na arte multimédia, nos estudos de género e na arte social. A sua prática artística combina diferentes meios e suportes, desde a pintura e a gravura à media art.
Teresa Veiga Furtado
Hugo Marques
Nasceu em 1973 e vive e trabalha em Évora. É artista e Assistente Convidado no Departamento de Artes Visuais e Design da Escola de Artes da Universidade de Évora (DAVD/EA/UÉ), integrando o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve (CIAC/UAL).
É atualmente doutorando em Média-Arte Digital na Universidade do Algarve, desenvolvendo investigação centrada nas interseções entre arte, tecnologia e comunicação digital.
Hugo Marques
Pedro Nascimento - direcção musical
Teresa Furtado - professora DAVD/EA/UÉ
Hugo Marques - professor DAVD/EA/UÉ
João Proença - desenho de som
Elisabete Ramos, Francisco Castelhano, Gil Franco, Inês Cardina, João Cintra, João Parreira, Pedro Correia, Rosa Queiroz, Rosebel Rodrigues.
Amelie Sanchez, Ana Rita Lote, Camila Vasquez, Carolina Thomaz Martins, Catarina Pereira (Catatiel), Cheyenne Kramer, Constança Cheis, Érica Barroso, Hao Zheng, Lara Campanela, Leonor Barros, Luna Santos, Mafalda Camoesas, Maria Dolores, Marta Almeida.
Alexandra Silva, Alice Pereira, Alina, Ana Barreto, Ana Nobre, Ana Pereira, Antónia Rodrigues, Beatriz Quitério, Carla Fernandes Malheiro, Cecília Monteiro, Clara Madureira, Constantina Coias, Fátima Fernandes, Fátima Godinho, Helena Aleixo, Helena Cambezes, Inácio Barrambana, Inês de Matos Gomes, Isabel Baião, José Courinha, Lisete Matos, Manuela Soares, Margarida Maria Belchior Pereira Lopes, Maria José Espadeiro, Maria Margarida Sofio, Maria Adelina, Maria da Graça Carneiro, Maria de Lourdes, Maria Emília Pontes dos Santos, Maria Grenha, Pedro S. Mata, Romaine van Krimpen, Teresa Faria, Zulmira Ferreira

Mariana Vieira (Sintra, 1997) completou a licenciatura em composição e o mestrado em ensino de música na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), sob orientação de Jaime Reis.
O seu catálogo inclui música acusmática, mista e instrumental, para formações de música de câmara, ensemble, orquestra e a solo, bem como obras didácticas.
A sua música foi apresentada em festivais como Young Euro Classic e BachFest (Alemanha), L’Espace du Son (Bélgica), Crossroads e Echoes Around Me (Áustria), Monaco Electroacoustique (Mónaco), Aveiro_Síntese e Música Viva (Portugal).
Foi premiada com o “European Composer Award” (Alemanha), em 2017, com a sua peça Raiz, escrita para a Jovem Orquestra Portuguesa (JOP), o “Electronic Music Composition Contest” da revista Musicworks (Canadá), em 2021, e o concurso “Young Lion*ess of Acousmatic Music”, promovido pelo “The Acousmatic Project” (Áustria), em 2022.
Além da sua produção composicional, tem trabalhado em estruturas artísticas como o Projecto DME, o espaço Lisboa Incomum e a associação EMSCAN.
Enquanto bolseira da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, frequenta actualmente o Doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento (especialização em Composição), na FBAUL (Universidade de Lisboa), em colaboração com o IPL/ESML, sob a orientação de Carlos Caires e de António Sousa Dias. É Professora Assistente Convidada na Escola de Artes da Universidade de Évora desde 2025.
mariana-vieira.net

Como coralista, colaborou com várias instituições de renome, incluindo o Círculo Portuense de Ópera, o Estúdio de Ópera da Casa da Música (Porto), a Companhia Portuguesa de Ópera, a Orquestra do Norte, a Orquestra do Algarve e o grupo Voces Caelestes. Entre 2005 e 2011, integrou o coro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Actualmente dirige os coros: CorUÉ - Coro da Universidade de Évora, Coral Évora, Coro de Câmara de Montargil, o coro da ASSP, o Coro da Sociedade Filarmónica de São Pedro do Corval e o Orfeão de Estremoz Tomaz Alcaide.

As suas linhas de investigação centram-se na arte multimédia, nos estudos de género e na arte social. A sua prática artística combina diferentes meios e suportes, desde a pintura e a gravura à media art.
Teresa Veiga Furtado

É atualmente doutorando em Média-Arte Digital na Universidade do Algarve, desenvolvendo investigação centrada nas interseções entre arte, tecnologia e comunicação digital.
Hugo Marques
Pássaros e Cogumelos - Joana Gama
Concerto para famílias
10 de Abril | 10h00 & 11h30 | Salão Central Eborense
"Tudo está em tudo", disse o filósofo grego Anaxágoras. Por isso, falar em árvores é falar em pessoas, e falar em pessoas, é falar em árvores. As árvores, seres aparentemente silenciosos e imóveis, estabelecem muitas relações, sem as quais não viveriam e sem as quais nós não poderíamos viver. Também ajudam os pássaros e os cogumelos e, através deles, expandem-se por quilómetros e quilómetros, de uma forma difícil de imaginar.
Ficha artística e técnica
Joana Gama - Criação e interpretação
João Godinho - Música original
Francisco Eduardo - Ilustrações e cenárioJaime Reis- Técnico SomAntónio Girão Fonseca- Assistência Técnica
Joana Gama
Braga, 1983, é uma pianista portuguesa que se desdobra em múltiplos projetos quer a solo, quer em colaborações nas áreas do cinema, da dança, do teatro, da fotografia e da música.
Doutorada pela Universidade de Évora, prossegue as suas investigações enquanto membro do CESEM.
A sua discografia está presente nas editoras Shhpuma, Room40, mpmp, Pianola, Grand Piano, Boca/Douda Correria e Holuzam. Esta é a sua terceira criação para o público mais jovem, depois de "Nocturno" e "Eu gosto muito do Senhor Satie".
Em 2022, estreou "Pássaros & Cogumelos", o segundo capítulo do trabalho começado com "As árvores não têm pernas para andar". O terceiro capítulo intitula-se "E as flores?" e estreou em Junho de 2025 no Festival de Sintra.
Joana Gama - Criação e interpretação
João Godinho - Música original
Francisco Eduardo - Ilustrações e cenário

Doutorada pela Universidade de Évora, prossegue as suas investigações enquanto membro do CESEM.
A sua discografia está presente nas editoras Shhpuma, Room40, mpmp, Pianola, Grand Piano, Boca/Douda Correria e Holuzam. Esta é a sua terceira criação para o público mais jovem, depois de "Nocturno" e "Eu gosto muito do Senhor Satie".
Em 2022, estreou "Pássaros & Cogumelos", o segundo capítulo do trabalho começado com "As árvores não têm pernas para andar". O terceiro capítulo intitula-se "E as flores?" e estreou em Junho de 2025 no Festival de Sintra.
Aves do Alentejo em Música
Concerto comentado por Ana Telles e João Rabaça
10 de Abril | 21h00 | Salão Central Eborense
Na continuidade de uma colaboração que já vem de longe — construída ao longo dos anos, através da preparação e apresentação de recitais comentados, programas de rádio e conteúdos digitais dedicados à música inspirada nas aves e no seu canto —, Ana Telles e João Eduardo Rabaça apresentam Aves do Alentejo em Música, no âmbito do Ciclo Levantar Voo (2026) do projeto Lá nas Árvores, integrado na programação artística de Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura.
O programa deste recital, colaborativamente comentado (incluindo informações de cariz musicológico e ornitológico), segue uma lógica sazonal: ao longo das estações do ano, sucedem-se aves residentes no Alentejo e migrantes de passagem por esse vasto território, cada uma delas evocada por uma obra musical específica. O repertório selecionado abrange obras para piano solo escritas entre o século XVIII e o tempo presente, incluindo duas estreias absolutas escritas para Ana Telles e a ela dedicadas: Os pássaros da Ana, de João Francisco Nascimento, e Abetarda, de Amílcar Vasques-Dias, ambos compositores residentes no Alentejo que têm colocado a evocação simbólica dessa região no âmago da sua produção musical.
Programa
François Couperin, Les coucous bénévoles, de Pièces de clavecin – 13 èmeOrdre, 3 ème Livre - Les Folies Françaises, ou Les Dominos
Amílcar Vasques-Dias, Abetarda, para a Ana Telles (estreia absoluta)
João Francisco Nascimento, Papa-figos e Rolieiro (de Os Pássaros da Ana,estreia absoluta)
François Couperin, La Linotte effarouchée, Pièces de clavecin – 14 ème Ordre,3 ème Livre)
Olivier Messiaen, L’Alouette lulu, de Catalogue d’Oiseaux
João Francisco Nascimento, Poupa e Gaio (de Os Pássaros da Ana, estreiaabsoluta)W.A. Mozart, Oiseaux, si tous les ans K. 307/K. 284d], com Ana Serro Ferreira(soprano convidada)
Sofia Gubaidulina, The Little Tit (de Musical Toys)
Sofia Gubaidulina, The Woodpecker (de Musical Toys)
João Francisco Nascimento, Abelharuco e Gaio (de Os Pássaros da Ana,estreia absoluta)
François Couperin, Les Fauvettes plaintives, de Pièces de Clavecin – 14 èmeOrdre, 3 ème Livre
F. Liszt, Légendes, S. 175: I. St François d'Assise: La prédication aux oiseaux
Ana Serro Ferreira, Soprano (artista convidada) Jaime Reis - Técnico Som
António Girão Fonseca - Assistência Técnica
Ana Telles
Estudou em Lisboa, Nova Iorque e Paris, tendo-se doutorado na Universidade de Paris IV - Sorbonne (França). Mantém intensa actividade concertística, na Europa, na Ásia e nas Américas, tendo sido solista com diversas orquestras nacionais e internacionais. A sua discografia conta actualmente com mais de vinte e cinco títulos.
Enquanto investigadora integrada do CESEM, desenvolve investigação nos domínios da Música dos sécs. XX e XXI, Música Portuguesa - Períodos Moderno/Contemporâneo, Música para Piano. É autora de um número significativo de capítulos de livros, artigos em revistas indexadas e edições musicais, incluindo uma edição crítica dos Prelúdios para piano de Luís de Freitas Branco.
Ana Telles é Professora Catedrática e Vice-Reitora para a Cultura e Comunidade da Universidade de Évora.
João Eduardo Rabaça
Professor Associado com Agregação da Universidade de Évora. Biólogo de formação, tem desenvolvido a sua actividade nos domínios da biologia da conservação e ornitologia.
Criou e coordena o LabOr-Laboratório de Ornitologia onde desenvolve a sua actividade científica e tem leccionado diversas unidades curriculares aos níveis de licenciatura e mestrado.
Publicou dezenas de artigos em revistas científicas com arbitragem por pares, é autor e co-autor de livros e capítulos de livros, e tem publicado artigos de opinião e de difusão da cultura científica. Tem proferido palestras em diversas universidades europeias no Reino Unido, Hungria, Itália e França.
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Enquanto investigadora integrada do CESEM, desenvolve investigação nos domínios da Música dos sécs. XX e XXI, Música Portuguesa - Períodos Moderno/Contemporâneo, Música para Piano. É autora de um número significativo de capítulos de livros, artigos em revistas indexadas e edições musicais, incluindo uma edição crítica dos Prelúdios para piano de Luís de Freitas Branco.
Ana Telles é Professora Catedrática e Vice-Reitora para a Cultura e Comunidade da Universidade de Évora.

Criou e coordena o LabOr-Laboratório de Ornitologia onde desenvolve a sua actividade científica e tem leccionado diversas unidades curriculares aos níveis de licenciatura e mestrado.
Publicou dezenas de artigos em revistas científicas com arbitragem por pares, é autor e co-autor de livros e capítulos de livros, e tem publicado artigos de opinião e de difusão da cultura científica. Tem proferido palestras em diversas universidades europeias no Reino Unido, Hungria, Itália e França.
Ana Sêrro
Nasceu em Lisboa, onde começou os seus estudos musicais aos 4 anos na Academia de Amadores de Música de Lisboa. Mais tarde, ingressou na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa onde frequentou o Curso de Canto na classe da Prof.ª Maria Cristina de Castro. Estudou ainda com a Prof.ª Maria Helena Pina Manique, Prof.ª Liliana Bizineche e com a Prof.ª Elena Dumitrescu Nentwig.
É membro efectivo do Coro do Teatro Nacional São Carlos desde 1999. Foi também membro do Coro de Câmara “Camerata Vocal de Lisboa”. Como solista tem cantado várias peças de oratória e realizado alguns recitais e concertos, nomeadamente a “Missa Brevis em Si menor” de Mozart, o “Gloria” de Vivaldi, “As Sete Palavras de Cristo na Cruz” de Heinrich Schütz. No âmbito do Estúdio de Ópera do Conservatório Nacional, estreou-se no C.C.B. no papel de Pamina da Ópera “A Flauta Mágica” de W.A. Mozart, e ainda Colombina da peça “Pequena Harlequinada” de A.Salieri. Participou como solista na ópera “Street Scenes” de Kurt Weil, levada a cena no Teatro Nacional de São Carlos, na “Petite Messe Solenelle” de Rossini, na Fantasia Coral de Beethoven, na Ópera “Peter Grimes” de Britten e participou no quarteto solístico da obra “Chichester Psalms” de Leonard Bernstein. Com o Quarteto Intempore fez vários concertos, destacando-se “As Noites da TECAUTO” em Torres Vedras.
Actuou com a Banda de Alenquer sob a direcção do Maestro Vasco Flamino, com a Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da G.N.R. sob a direcção do Maestro Capitão João Cerqueira. Participou num concerto na Academia das Ciências de Lisboa, dirigido pelo Maestro Jean Sébastien Béreau. Também cantou em vários Concertos de Bandas na Arruda dos Vinhos, em Samora Correia e em Montemor-o Novo. Participou no Concerto de Natal da Sinfonieta de Ponta Delgada em 2018, dirigida pelo Maestro Marco Ferreira e no Concerto de Abertura de Temporada 2024/25 “Sonho de uma Noite de Verão” de Mendelssohn, no papel de Primeiro Elfo, dirigido pelo Maestro Amâncio Cabral.
Workshop com João Rabaça: Escutar as Aves e Árvores
11 de Abril | 10h00 | Coreto do Jardim Público de Évora
O voo é o meio de locomoção principal utilizado pela maioria das aves. Esta exigente capacidade em controlar o corpo no ar implicou mudanças espantosas do ponto de vista evolutivo, as quais conferiram às aves um domínio absoluto da arte de voar.
Neste Workshop iremos explorar algumas dimensões à volta das aves. Levantaremos voo com elas – em sentido figurado, bem entendido – pelo prazer das descobertas. Procuraremos vê-las, ouvi-las e escutá-las atentamente, lá nas árvores onde vivem, nos céus que cruzam ou noutros lugares.
Entrada livre, mediante inscrição
Workshop Corpos Sonoros com Abdul Moimême
11 Abril | 10h00-12h00 & 14h00-16h00 | Salão Central Eborense
Performance pelos artistas | 18h00
O workshop, orientado pelo improvisador Abdul Moimême e pelo compositor Jaime Reis, organiza-se em três módulos e propõe uma experiência imersiva na criação musical contemporânea, com foco na improvisação livre coletiva.
Etapa I: Apresentação dos formadores e das suas abordagens à composição, improvisação, escuta e construção de instrumentos.Etapa II: Breve concerto pelos formadores, seguido de uma sessão prática com os participantes.Etapa III: Desenvolvimento de pequenas performances pelos participantes, culminando numa apresentação final coletiva.
A participação é limitada a 10 participantes. Entrada livre, mediante inscrição.
Abdul Moimême
Nome artístico de Rui Horta Santos é um músico, produtor e engenheiro de som português, cuja prática se afirma no campo da música experimental e da improvisação livre contemporânea.
A sua obra destaca-se pela forma como reconfigura a guitarra eléctrica através de práticas performativas alargadas, encarando o instrumento como um objecto sonoro e não como um dispositivo primordialmente melódico ou harmónico.
A sua discografia compreende mais de 60 edições, incluindo diversos trabalhos a solo e em co-liderança. Integrou múltiplos ensembles e projectos, entre os quais IKB (PT), Suspensão (PT) e a Variable Geometry Orchestra (PT), bem como a Insub Meta Orchestra (Suíça). Foi nomeado por diversas ocasiões para o Annual International Critics Poll for Jazz. É licenciado em Arquitectura pela Universidade de Lisboa (UTL).
Jaime Reis
Estudou Composição e Música Electroacústica com João Pedro Oliveira, Emmanuel Nunes e K. Stockhausen. Continuou os seus estudos de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa em Etnomusicologia.O pensamento musical de Jaime Reis é informado pelo seu grande interesse pela investigação em ciências naturais e pela sua permanente atenção às tradições musicais - e, de facto, espirituais - asiáticas.
Um dos seus focos é a dinâmica das formas, forças e fluxos em música. Explora percursos polifónicos espaciais através de sistemas de som imersivos em forma de cúpula.
Outra característica marcante da sua música é a presença de conceitos complexos que sustentam a construção das suas peças, muito embora não distraindo o ouvinte da sua beleza sensível. As ideias funcionam como funções ocultas que, apesar do seu rigor intelectual, geram formas musicais voluptuosas.
Jaime Reis é professor de Composição e Música Electroacústica na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) e investigador no Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa. É director artístico do Festival DME e do Lisboa Incomum, que desenvolvem uma intensa actividade de investigação e criação de música erudita contemporânea.
A sua música foi tocada em todo o mundo por ensembles e músicos como Christophe Desjardins, Pierre-Yves Artaud, Aida-Carmen Soanea, Ana Telles, ensemble Fractales, Ensemble Horizonte, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Machina Lírica, Orchestre de Flûtes Français e Aleph Gitarrenquartett.

A sua obra destaca-se pela forma como reconfigura a guitarra eléctrica através de práticas performativas alargadas, encarando o instrumento como um objecto sonoro e não como um dispositivo primordialmente melódico ou harmónico.
A sua discografia compreende mais de 60 edições, incluindo diversos trabalhos a solo e em co-liderança. Integrou múltiplos ensembles e projectos, entre os quais IKB (PT), Suspensão (PT) e a Variable Geometry Orchestra (PT), bem como a Insub Meta Orchestra (Suíça). Foi nomeado por diversas ocasiões para o Annual International Critics Poll for Jazz. É licenciado em Arquitectura pela Universidade de Lisboa (UTL).
A Flauta de Tamborileiro no Alentejo - Associação Pé de Xumbo
12 de Abril | Colégio dos Regentes Agrícolas, campus da Universidade de Évora da Mitra (Valverde) | 10h00
No dia 12 de abril, na serenidade da Herdade da Mitra, o som da flauta tamborileiro entrelaça-se com o murmúrio do vento e o passo ritmado da caminhada. Será uma manhã de atividade que convida à partilha e à descoberta: uma conversa em movimento pelas paisagens alentejanas, onde teremos a oportunidade de conhecer mais sobre a flauta de tamborileiro e os bailes tradicionais do Alentejo.
Entrada livre, mediante inscrição
PédeXumbo, Associação para Promoção de Música e Dança
A PédeXumbo trabalha desde 1998 na promoção da música e dança de raiz tradicional. Uma equipa profissional dedica-se à recuperação destas práticas culturais, através de registos, coproduções, criação artística, investigação, formação de formadores e ensino informal destinado a todas as idades.
Mais do que perpetuar relíquias, a PédeXumbo propõe-se a reavivar hábitos sociais de viver a música, reproduzindo bailes tradicionais participados por novas gerações que vão beber em práticas antigas.
No seu próprio espaço, em Évora, programa regularmente oficinas de dança, música, concertos, bailes e tertúlias para vários públicos. Organiza festivais em todo o país, tendo especial notoriedade o Andanças.
Gustavo Portela
Nascido em Lisboa, mas com raízes transmontanas e minhotas, desde tenra idade se interessou por tudo o que envolvia a cultura portuguesa nas suas vertentes de etnografia, dança e música.
Durante 6 anos foi um dos responsáveis da programação do festival Andanças e no ano de 2005 fundou a associação Tradballs. Em 2008 realizou o curso de Flauta de Tamborileiro. Desde de 2015 é professor de Flauta de Tamborileiro na Associação Gaita-de-Foles.
Em 2018, coordenou o livro Cancioneiro de Gaita-de-Foles, que contém 100 temas da tradição gaiteira.

Mais do que perpetuar relíquias, a PédeXumbo propõe-se a reavivar hábitos sociais de viver a música, reproduzindo bailes tradicionais participados por novas gerações que vão beber em práticas antigas.
No seu próprio espaço, em Évora, programa regularmente oficinas de dança, música, concertos, bailes e tertúlias para vários públicos. Organiza festivais em todo o país, tendo especial notoriedade o Andanças.

Durante 6 anos foi um dos responsáveis da programação do festival Andanças e no ano de 2005 fundou a associação Tradballs. Em 2008 realizou o curso de Flauta de Tamborileiro. Desde de 2015 é professor de Flauta de Tamborileiro na Associação Gaita-de-Foles.
Em 2018, coordenou o livro Cancioneiro de Gaita-de-Foles, que contém 100 temas da tradição gaiteira.
Instalação Sonora
11 e 12 de Abril | 14h-17h | Coreto do Jardim Público de Évora
Durante o fim-de-semana do festival, o coreto da cidade de Évora volta a soar. Ao passear pelo Jardim Público da cidade ouvirão sons a esvoaçar. Subam as escadas do coreto e descubram uma instalação sonora com obras de diferentes artistas portugueses e não só. Fechem os olhos e deixem que os sons electroacústicos se misturem com os sons dos pavões, da água a correr e das pessoas a caminhar.
Programa
senalpriA - Tae Hong Park (2020)
Tekstil - Nayaka Farrell | Welderahmat (2026)
Entomology#2 | Tettix-A' - Thanos Polymeneas - Liontiris (2025 | 2022)
Intermezzo, like an upturn'd gem - Yuko Katori (2023)
Wichman(2,3) - Tom Bruges (2025)
Bolt - Elena Ghigas (2025)
Naiad - Jiajing Zhao (2025)
CLIMATE EXPRESSION 3 - Luigi Morleo (2025)
Noctivox (Arcana) - VorticeX (2025)
THREE FRAMES (ePWsM 15 - 19 - 21) - Marco Molteni (2024)
Babel Towel - Barry Yuk Bun Wan (2023)
An Aria for the Mallard - Jorge Ramos (2025)
haunted ground; tendrils burn like fuchsia - Darcy Copeland (2025)
« gê » Part 1 - Jean Voguet (2023)
Fuoco - Orestis Karamanlis (2026)
FAKE - Phivos-Angelos Kollias (2024)
Electropoem No. 12 - Ali Balighi (2025)
37.473686,14.075105 - Cristian Gabriele Argento (2025)
Reverence - Paul Francis (2026)
Makuta - Felipe Otondo (2025)
Transient Beauty - Dimitris Maronidis (2015)
Encircled - Adam Stanović (2025)
"Interlúdio Onírico" ("Messaggio") - Pedro Carneiro (2021)
Birds - Andrés Lewin-Richter (2025)
An Interrupted Memory - Mike McFerron (2010)
Vientos Peregrinos - Iracema de Andrade (2025)
A Distant Wind - hommage à Ravel - Yuhang Li (2025)
L´oraculo di Melqart - Enrique Busto (2022)
Merging open and closed world - Nicola Fumo Frattegiani (2025)
Rabot Pulses - Kristof Lauwers (2024)
Quadri degli elementi - Marco Dibeltulu (2019)
Symplegades - Angelos Thomas Karelias (2024)
Sui generis - Shai Cohen (2020)
Lucid Dream (in Memoriam E. D.) - Alessandro Ratoci (2018)
Estoult - Antonio Luigi La Spina (2025)
Low Earth Orbit - Ensemble Ex Materia - Strotter Inst., Tessa Brinckman, Johanna Sandels, Jérôme Descamps, Peter Vukmirovic Stevens (2024)
Vulnerable - Alireza Seyedi (2025)
Unheard Of (i) - Chelidon Frame (2026)
Flake - Samuele Giulio Ferrari (2025)
Interlude - Hector Bravo Benard (2022)
Gelb - Daria Baiocchi (2026)
Gravação de Campo - João Farelo (2020)
Wild Fruits 2: Like a jagged flock, like pulverised jade - James Harley (2006)
Take Me Back to Indonesia - Boyi Bai (2025)
Introspezioni Immaginarie - Francesco Sottile (2025)
doorframes covered in masking tape - Mattia Benedetti (2024)
Hi, my name was... or the silence when the children are gone - Leonie Roessler (2025)
Corium II - Mathieu Lacroix (2025)
Terrazza - Nicola Cappelletti (2024)
Factor two - Scott (2026)
Insektarion - Lidia Zielinska (2016)
PEACE WIND - Domenico De Simone (2022)
Aspen - Petri Kuljuntausta (2026)
Olivier's Birds: a journey to the mountain - Joshua Tomlinson (2019)
A Brief History of The Future - Marko Vesić (2025)
V2 - Deniz Nurhat (2025)
Daylesford Naturalix - Martin K. Koszolko (2025)
Absent in Cold Air - Darren Copeland (2026)
Openings - Liann J. Kang (2022)
diary of a steel mill - Yixiao Wang (2024)
doubt V / Keros - Taxiarchis Diamantopoulos (2026)
STRIGIFORMES - Wiktor Mastela (2024)
I wish I was a Drag on fly - Dimitris Barnias (2024)
Fractured Circuit - Iliya Shahbazi (2026)
On the Tarantulas for electroacoustic layer - Andrzej Ojczenasz (2022)
iNature - Thanasis Epitideios (2024)
Gebet in Blau - Maria Pelekanou (2023)
Deboyu: Prelude - Jaime Cuervo Gómez (2026)
Estuary 2 - Irvign Kinnersley (2023)
Fragments - Tanid Sintaratana (2023)
Pirapitinga Vaz'A Baril - Eduardo Azevedo Prudente (2025)
Trioxia - Girilal Baars (2024)
Mixed Signals - Georgia Kalodiki (2026)
T.I.N.A.B.Y.B.T.I.N.S. - Nikos Baskozos (2024)
Disquiet City - Libby Fabricatore (2025)
Hollow Point - Kasey Pocius (2024)
António Girão Fonseca- Assistência Técnica
senalpriA - Tae Hong Park (2020)
Tekstil - Nayaka Farrell | Welderahmat (2026)
Entomology#2 | Tettix-A' - Thanos Polymeneas - Liontiris (2025 | 2022)
Intermezzo, like an upturn'd gem - Yuko Katori (2023)
Wichman(2,3) - Tom Bruges (2025)
Bolt - Elena Ghigas (2025)
Naiad - Jiajing Zhao (2025)
CLIMATE EXPRESSION 3 - Luigi Morleo (2025)
Noctivox (Arcana) - VorticeX (2025)
THREE FRAMES (ePWsM 15 - 19 - 21) - Marco Molteni (2024)
Babel Towel - Barry Yuk Bun Wan (2023)
An Aria for the Mallard - Jorge Ramos (2025)
haunted ground; tendrils burn like fuchsia - Darcy Copeland (2025)
« gê » Part 1 - Jean Voguet (2023)
Fuoco - Orestis Karamanlis (2026)
FAKE - Phivos-Angelos Kollias (2024)
Electropoem No. 12 - Ali Balighi (2025)
37.473686,14.075105 - Cristian Gabriele Argento (2025)
Reverence - Paul Francis (2026)
Makuta - Felipe Otondo (2025)
Transient Beauty - Dimitris Maronidis (2015)
Encircled - Adam Stanović (2025)
"Interlúdio Onírico" ("Messaggio") - Pedro Carneiro (2021)
Birds - Andrés Lewin-Richter (2025)
An Interrupted Memory - Mike McFerron (2010)
Vientos Peregrinos - Iracema de Andrade (2025)
A Distant Wind - hommage à Ravel - Yuhang Li (2025)
L´oraculo di Melqart - Enrique Busto (2022)
Merging open and closed world - Nicola Fumo Frattegiani (2025)
Rabot Pulses - Kristof Lauwers (2024)
Quadri degli elementi - Marco Dibeltulu (2019)
Symplegades - Angelos Thomas Karelias (2024)
Sui generis - Shai Cohen (2020)
Lucid Dream (in Memoriam E. D.) - Alessandro Ratoci (2018)
Estoult - Antonio Luigi La Spina (2025)
Low Earth Orbit - Ensemble Ex Materia - Strotter Inst., Tessa Brinckman, Johanna Sandels, Jérôme Descamps, Peter Vukmirovic Stevens (2024)
Vulnerable - Alireza Seyedi (2025)
Unheard Of (i) - Chelidon Frame (2026)
Flake - Samuele Giulio Ferrari (2025)
Interlude - Hector Bravo Benard (2022)
Gelb - Daria Baiocchi (2026)
Gravação de Campo - João Farelo (2020)
Wild Fruits 2: Like a jagged flock, like pulverised jade - James Harley (2006)
Take Me Back to Indonesia - Boyi Bai (2025)
Introspezioni Immaginarie - Francesco Sottile (2025)
doorframes covered in masking tape - Mattia Benedetti (2024)
Hi, my name was... or the silence when the children are gone - Leonie Roessler (2025)
Corium II - Mathieu Lacroix (2025)
Terrazza - Nicola Cappelletti (2024)
Factor two - Scott (2026)
Insektarion - Lidia Zielinska (2016)
PEACE WIND - Domenico De Simone (2022)
Aspen - Petri Kuljuntausta (2026)
Olivier's Birds: a journey to the mountain - Joshua Tomlinson (2019)
A Brief History of The Future - Marko Vesić (2025)
V2 - Deniz Nurhat (2025)
Daylesford Naturalix - Martin K. Koszolko (2025)
Absent in Cold Air - Darren Copeland (2026)
Openings - Liann J. Kang (2022)
diary of a steel mill - Yixiao Wang (2024)
doubt V / Keros - Taxiarchis Diamantopoulos (2026)
STRIGIFORMES - Wiktor Mastela (2024)
I wish I was a Drag on fly - Dimitris Barnias (2024)
Fractured Circuit - Iliya Shahbazi (2026)
On the Tarantulas for electroacoustic layer - Andrzej Ojczenasz (2022)
iNature - Thanasis Epitideios (2024)
Gebet in Blau - Maria Pelekanou (2023)
Deboyu: Prelude - Jaime Cuervo Gómez (2026)
Estuary 2 - Irvign Kinnersley (2023)
Fragments - Tanid Sintaratana (2023)
Pirapitinga Vaz'A Baril - Eduardo Azevedo Prudente (2025)
Trioxia - Girilal Baars (2024)
Mixed Signals - Georgia Kalodiki (2026)
T.I.N.A.B.Y.B.T.I.N.S. - Nikos Baskozos (2024)
Disquiet City - Libby Fabricatore (2025)
Hollow Point - Kasey Pocius (2024)
António Girão Fonseca- Assistência Técnica
Concerto Acusmático
12 de Abril | 18h00 | Salão Central Eborense
Concerto acusmático com a participação da compositora belga Annette Vande Gorne, figura incontornável da música acusmática. O programa reúne ainda obras dos compositores Panayiotis Kokoras, Giovanni Crovetto, Valentin Sismann e João Pedro Oliveira selecionadas através de uma call for music internacional que recebeu mais de uma centena de submissões, provenientes de dezenas de países e uma peça do compositor canadiano Barry Truax.
Programa
Barry Truax: Rainforest Raven (2020) (10’)
Annette Vande Gorne: Vox Alia V — Vox naturæ (08:18)
Panayiotis Kokoras: Sound Forest (6:40)
Werner Lambersy, Annette Vande Gorne: Le ginkgo (14:52)
João Pedro Oliveira: La Mer Émeraude (10:00)
Giovanni Crovetto: Comfortable Distance (8:26)
Valentin Sismann: Erosia, Part I (7'14)
Annette Vande Gorne: Haïkus, 2. Printemps (8:00)
Ficha Técnica
Annette Vande Gorne- Espacialização Sonora
Jaime Reis, João Proença e Mariana Vieira- Desenho de som
Guilherme Franco- Assistência Técnica
Annette Vande Gorne: Vox Alia V — Vox naturæ (08:18)
Panayiotis Kokoras: Sound Forest (6:40)
Werner Lambersy, Annette Vande Gorne: Le ginkgo (14:52)
João Pedro Oliveira: La Mer Émeraude (10:00)
Giovanni Crovetto: Comfortable Distance (8:26)
Valentin Sismann: Erosia, Part I (7'14)
Annette Vande Gorne: Haïkus, 2. Printemps (8:00)
Barry Truax: Rainforest Raven (2020) (10’)
Esta composição em paisagem sonora leva-nos numa viagem através de uma floresta húmida da Costa Oeste, começando com a água a pingar das saliências rochosas à beira da floresta. Guiados por um corvo, a trajetória emocional global para o ouvinte vai de alegre a muito sombria, e finalmente emergimos (como esperamos que todos nós emerjamos deste tempo sombrio que atravessamos) para um dia mais luminoso.
Annette Vande Gorne: Vox Alia V — Vox naturæ (08:18)
Não se trata da natureza objetivizada, como hoje é afirmada por uma acumulação de catástrofes climáticas, mas da voz animal, subjetivizada através de um certo grau de antropomorfismo. O mundo animal tem os seus próprios códigos linguísticos que exprimem necessidades primárias que nos concernem a todos: amor, fome, medo. Quando ouvidos, estes sinais agrupam-se de acordo com três comportamentos dinâmicos: flexões, iterações e perfis melódicos, que são, portanto, objeto de estudo nesta quinta e última obra do ciclo Vox Alia. O espaço, seja pontilhista, em movimento ou ambiofónico, é aqui mais simbólico.
Vox Alia V — Vox naturæ foi realizado em 2024 no estúdio Métamorphoses d’Orphée da Musiques & Recherches em Ohain (Bélgica) e estreado a 20 de outubro de 2024, como parte do festival L’Espace du son no Théâtre Marni em Bruxelas (Bélgica). A obra foi realizada com o apoio da Fédération Wallonie-Bruxelles (Service de la musique classique et contemporaine do Service de la Création artistique).
Panayiotis Kokoras: Sound Forest (6:40)
Sound Forest foi composta em 2007 utilizando material sonoro exclusivamente de gravações de campo em alta fidelidade realizadas durante o projeto de pesquisa sonora “Antinioti” na ilha de Corfu, Grécia. Estas gravações capturam o rico ambiente acústico da Lagoa Antinioti durante os meses de verão, abrangendo fontes naturais, antropogénicas, rurais e urbanas que, em conjunto, formam a ecologia auditiva distinta da região.
Na peça, a paisagem sonora original serve como ponto de partida para o processo composicional. A realidade é amplificada, expandida e transformada: sons concrètes evoluem em objetos sonoros abstratos, e texturas complexas dão origem a mundos sonoros imaginados, moldados por gestos vívidos e perspetivas mutáveis. Padrões ecológicos, desde insetos e aves até chuva, vento e subtis flutuações ambientais, informam o desenho estrutural da obra e tornam-se catalisadores para o desenvolvimento sonoro adicional.
Trabalhar com estas paisagens sonoras delicadas representou um desafio artístico e ético. A sua fragilidade intensificou a minha consciência sobre a necessidade urgente de sensibilidade ambiental e coexistência sustentável. Através de uma análise detalhada do ambiente gravado, identifiquei e classifiquei variações espaciais e temporais na origem do som, intensidade e comportamento. Estes padrões foram então re-sintetizados e re-contextualizados dentro da composição.
O objetivo mais amplo do projeto foi examinar características dominantes da paisagem sonora em escalas sazonais e temporais e explorar como a configuração da paisagem influencia os padrões acústicos. Ao transformar estas gravações numa nova forma musical, Sound Forest reflete tanto a beleza quanto a vulnerabilidade do ambiente de onde se origina, convidando o ouvinte a uma experiência intensificada do lugar, ecologia e ressonância.
Werner Lambersy, Annette Vande Gorne: Le ginkgo (14:52)
À minha mãe, in memoriam
Um homem parte à descoberta de si mesmo…: do vazio, seguro e unívoco, da eternidade sem futuro até à floração de uma vida apaixonada, efémera, com um futuro incerto, não obstante que “a sua coluna em espiral me leva irresistivelmente a um amor…”
O poeta conduz-nos numa viagem interior, a de uma vida inteira, na qual cada um de nós se pode imaginar, reconhecer e identificar com o narrador. O conto, linear e estruturado, parece ser a forma ideal para esta progressão do eu. Assim, extraí frases-chave da história original representando cada etapa da viagem e, para conservar o formato linear, utilizei a parte da simples leitura, com monocórdio no início e tornando-se mais animado à medida que avança.
A forma musical deriva das palavras e da estrutura do texto ao longo de três eixos: tempo, espaço e movimento. O eixo do tempo, ignorado durante séculos, fixo, exterior ao Homem, adquire um ‘aqui e agora’, depois passa a incluir passado e futuro, acelera, encurta… até ao momento em que o ciclo do tempo o devolve à eternidade. O eixo do espaço, que se abre a partir dos limites do ‘círculo mágico’ até às extensões do deserto, onde se encontram ‘distâncias que nunca diminuem’, situando-se finalmente naquele lugar de ‘nascimento e morte’. O eixo do movimento, acima de tudo, imóvel no início da história, é movido pelo ligeiro tremor das folhas do Ginkgo (testemunha ancestral da origem do planeta), tornando-se mais animado ao longo de ‘caminhos inexoráveis’ e linhas, círculos e espirais previsíveis, movimentando-se por um mundo em constante mudança até ao fim: uma coluna em espiral que o leva irresistivelmente a um Amor…
“Le ginkgo” foi realizado a partir de material sonoro, em grande parte vocal, manipulado num SYTER no Groupe de musique expérimentale de Marseille (GMEM, França). A obra foi realizada em fevereiro e março de 1994 no estúdio Métamorphoses d’Orphée da Musiques & Recherches em Ohain (Bélgica) e apresentada a 26 de abril de 1994 em Louvain-la-Neuve (Bélgica), durante o festival “L’Année nouvelle”. Narrador: Vincent Smetana. “Le ginkgo” foi encomendado por L’Année nouvelle (Université catholique de Louvain-la-Neuve) e Vincent Engel. Agradecimentos a Christian Calon e Raphaël de Vivo do GMEM pela generosa hospitalidade e a Vincent Engel cuja energia dinâmica trouxe esta obra e este disco à conclusão. O conto “Le ginkgo” foi publicado na coleção “L’Année nouvelle” pela Canevas (Dole, França), Les éperonniers (Bruxelas, Bélgica), L’instant même (Quebec) e Phi (Echternach, Luxemburgo) em 1993.
João Pedro Oliveira: La Mer Émeraude (10:00)
Imaginemos um pequeno mundo inventado, um micro-universo onde tudo existe… matéria, energia, espírito, movimentos telúricos, mistérios, forças naturais e sobrenaturais. Este mundo é completo e, visto de longe, quem observa vê-o como um oceano vivo.
Esta obra foi composta no estúdio Musiques-Recherches e é dedicada a Annette Vande Gorne e Francis Dhomont. Recebeu o segundo prémio no Concurso SIME 2019, o primeiro prémio no Concurso Cittá di Udine 2020, o primeiro prémio no Concurso Destellos 2020 e o primeiro prémio no Concurso Chicago Composers Consortium.
Giovanni Crovetto: Comfortable Distance (8:26)
Comfortable Distance emerge de uma posição perceptual moldada pela mediação e distanciamento. A peça reflete sobre como guerras distantes, mediadas por imagens, ecrãs e informação fragmentada, são experienciadas à distância, produzindo um sentido de suspensão emocional em vez de envolvimento.
Esta condição é expressa através de estados opostos de afastamento e intimidade, previsibilidade e ruptura. Massas sonoras distantes e veladas são interrompidas por gestos próximos, produzindo alterações de perspetiva que resistem à continuidade e à identificação.
A obra foca-se no espaço entre exposição e compreensão, onde a escuta se torna metáfora de uma condição mais ampla de observação protegida. Comfortable Distance reflete uma condição ocidental, o sentido de conforto derivado de observar catástrofes à distância, protegido por uma geografia de privilégio.
Valentin Sismann: Erosia, Part I (7'14)
Debaixo dos penhascos, o mar crepita. Vida secreta das ondas, do vento, sem ninguém, existindo. Lá fora, uma tempestade de maquinaria e corpos. Consumo. Uma pseudo-incorporação do vivo.
Duas impressões do mesmo espetáculo. Erosão, escuma. Autofagia é fantástica. Especialmente na música: l'art se nique.
Annette Vande Gorne: Haïkus, 2. Printemps (8:00)
Haïkus de Annette Vande Gorne
Inspirado pela brevidade do tempo e pela longa ressonância imaginativa do haiku, esta peça evoca universos contrastantes das quatro estações e do dia do ano, num espaço envolvente dividido em 16 canais.
A natureza, o ciclo das estações e as atividades humanas relacionadas constituem um terreno ideal para a paisagem sonora, género peculiar do acousmatic, que abordo desde 1986 (paisagem / velocidades). Aqui, uma série por estação de pequenas “pinturas” desperta em cada ouvinte, a partir de uma seleção de haikus clássicos e contemporâneos japoneses, imagens imaginárias, memórias e emoções.
A qualidade primordial de um haiku, segundo os discípulos de Bashô: invariância e fluidez, responde ao par "permanência e variação" da tipologia de Schaeffer, que caracteriza qualquer estilo apolíneo “onde tudo é apenas ordem e beleza” (Baudelaire).
“Haiku: Primavera”: a primavera é evocada por uma série de três haikus: Jogos de pássaros, jogos de água, jogos de crianças. Estas três “tabelas” comparam fragmentos do repertório clássico - shakuhachi, Messiaen, Murray Shafer, Ravel, Debussy - e Paisagens compostas de som.
“Haiku: Primavera” foi realizado em 2016 no estúdio “Métamorphoses d’Orphée“ da Musiques & Recherches e criado a 9 de outubro no Centre Wallonie-Bruxelles de Paris, durante o festival Ars Musica.
Annette Vande Gorne
Fundadora e directora do Centro ''Musique & Recherches'' e dos Estúdios "Metámorphoses d'Orphée'', criados em 1982, em Ohain, Bélgica. Organizadora do 1º Festival Internacional de Música Acusmática de Bruxelas em 1984 e de numerosos concertos desde então. É editora da publicação Lien.
É professora de Composição Electroacústica nos Conservatórios de Liège, Bruxelas e Mons, desenvolvendo trabalho de investigação na área da espacialização da música electroacústica sobre suporte.
Protagoniza concertos na Bélgica e internacionalmente. Desde 1999, começou a organizar um curso internacional de Verão em Espacialização e, desde 1987, em Composição Electroacústica. As suas obras podem ser escutadas em festivais e programas de rádio que apresentam eletrónica em suporte fixo.
Os seus interesses relacionam-se com: a busca de arquétipos energéticos que relacionem a sua obra; as relações com a palavra, som, e significado proporcionados pela tecnologia electroacústica; a composição do espaço enquanto parâmetro musical e a sua relação com os outros quatro parâmetros (timbre, duração, altura e amplitude) e possíveis arquétipos que relacionem estes elementos. O seu trabalho é centrado na prática musical acusmática, incluindo a suite TAO e Ce qu’a vu le vent d’Est, que renova os laços da música electroacústica com o passado, com algumas intercepções com outras formas artísticas, incluindo teatro, dança, escultura, etc.
Barry Truax
Barry Truax é Professor Emérito na School of Communication e (anteriormente) na School for the Contemporary Arts da Simon Fraser University, onde leccionou disciplinas de comunicação acústica e composição eletroacústica, especializando-se em composição de paisagens sonoras.
Truax trabalhou no World Soundscape Project, editando o seu Handbook for Acoustic Ecology, e publicou o livro Acoustic Communication, que aborda todos os aspetos do som e da tecnologia.Como compositor, é mais conhecido pelo seu trabalho com o sistema de música computacional PODX, utilizado em obras de fita solo, assim como em composições que combinam fita com performers ao vivo ou gráficos computacionais.
Uma selecção dessas obras pode ser ouvida nos álbuns Sequence of Earlier Heaven e nos CDs Digital Soundscapes, Pacific Rim, Song of Songs, Inside, Islands e Twin Souls, todos da Cambridge Street Records, bem como no CD duplo da ópera Powers of Two e nos CDs mais recentes, Spirit Journeys e The Elements and Beyond.
Em 1991, a sua obra Riverrun foi premiada com o Magisterium no Concurso Internacional de Música Eletroacústica de Bourges, França, uma categoria aberta apenas a compositores eletroacústicos com mais de 20 anos de experiência. Truax também recebeu, em 1999, um dos Prémios de Excelência de Ensino da Simon Fraser University.
Após a sua reforma da SFU em setembro de 2015, tornou-se Edgard Varèse Guest Professor na Universidade Técnica de Berlim (2015-16) e Guest Composer no BEAST Festival de 2016 em Birmingham, onde as suas composições de paisagens sonoras multicanal foram apresentadas, bem como em vários outros festivais europeus, na ISCM 2017 em Vancouver e no ICMC 2018 na Coreia, onde foi orador principal.
Truax é membro fundador da International Confederation of Electroacoustic Music (Bourges, França), do World Forum for Acoustic Ecology e da Canadian Electroacoustic Community (CEC), que o nomeou Membro Honorário e, em 2024, seu Patrono. É também Editor Correspondente da revista Organised Sound da Cambridge University Press e, em 1985, foi o organizador da International Computer Music Conference realizada em Vancouver.
Panayiotis Kokoras
Kokoras é um compositor premiado internacionalmente e inovador na área da música computacional, atualmente a exercer as funções de Professor Regente de Composição e Diretor do Centro de Música Experimental e Intermídia (CEMI) na Universidade do Norte do Texas. Nascido na Grécia, Kokoras estudou composição com I. Ioannidi, K. Varotsi e A. Kergomard, e guitarra clássica com E. Asimakopoulo em Atenas. Em 1999, mudou-se para Inglaterra para prosseguir estudos de pós-graduação na Universidade de York, concluindo o mestrado e o doutoramento em composição sob a orientação de T. Myatt, com o apoio financeiro do Conselho de Investigação em Artes e Humanidades (AHRB), de uma bolsa de estudo de música Aleksandra Trianti (Sociedade dos Amigos da Música), da Fundação Helénica para a Cultura, do Ministério da Cultura grego e de outras entidades. Como educador, Kokoras lecionou no Instituto Tecnológico e Educacional de Creta, na Universidade Aristóteles de Salónica e no Metropolitan College, entre outras instituições.
A música de Kokoras centra-se no som como único elemento de forma. Nas suas composições, desenvolve sistemas de classificação funcional e de correspondência sonora baseados naquilo a que chama «Textura Musical Holofónica». O seu conceito de «holofonia» descreve a sua abordagem, na qual cada som independente (phonos) contribui de forma igual para a síntese do todo (holos). A sua música transcende as noções tradicionais de melodia, harmonia e som instrumental, enfatizando um «virtuosismo do som» que destaca a precisão e a diversidade timbral. A sua produção criativa integra inovações em estratégias composicionais de Recuperação de Informação Musical (MIR), técnicas alargadas, som tátil, síntese sonora, robótica, som espacial e sinestesia.
O catálogo de Kokoras inclui 65 obras que abrangem peças a solo, para ensemble e orquestrais, bem como composições multimédia, de improvisação e com gravações. As suas obras foram encomendadas por instituições e festivais de renome, incluindo a Fromm Music Foundation (Harvard), o IRCAM (França), a MATA (Nova Iorque), o Gaudeamus (Países Baixos), o ZKM (Alemanha) e o IMEB (França). As suas composições foram apresentadas em mais de 1000 concertos em todo o mundo, selecionadas por júris em mais de 350 concursos internacionais de composição e conquistaram 97 prémios em concursos de prestígio. Entre estas distinções contam-se a Bolsa da Fundação Guggenheim (2022, EUA), o Métamorphoses (2024, 2014, 2010, 2000, Bélgica), os Prémios MA/IN (2020, 2019, 2016, Itália), os Prémios Giga-Hertz de Música (2019, 2009, Alemanha), Prémio Destellos (2018, 2014, 2011, Argentina), Prix Ars Electronica (2011, Áustria), Gaudeamus 2004 e 2003 (Holanda), Prémios Bourges (2009, 2008, 2004, França) e o Prémio de Composição Takemitsu (2002, Japão).
Membro fundador da Associação Helénica de Compositores de Música Eletroacústica (HELMCA), Kokoras desempenhou as funções de membro do conselho de administração e presidente entre 2004 e 2012. Atualmente, é presidente da Confederação Internacional de Música Eletroacústica (CIME/ICEM), onde supervisiona o Concurso Internacional de Música Eletroacústica CIME PRIX. Desempenhou funções organizacionais de destaque, incluindo a de presidente da Conferência Internacional de Música Computacional (ICMC) de 2015, em Denton, Texas, e de presidente da secção de música na Conferência de Computação de Som e Música (SMC) de 2018, em Limassol, Chipre.
A música de Kokoras está presente em 57 compilações de álbuns lançadas por editoras como a Sub Rosa Records, a Miso Records, a SAN/CEC e a Independent Opposition Records, bem como em coleções de destaque da ICMC, da LOSS, da Musica Nova e do Computer Music Journal (MIT Press).
João Pedro Oliveira Iniciou os estudos de música como aluno do Centro de Estudos Gregorianos, tendo continuado o seu trabalho no Instituto Gregoriano de Lisboa, onde concluiu o curso superior de Órgão com Antoine Sibertin-Blanc.
Depois de iniciar sua carreira como organista a partir de 1978, dedicou-se igualmente à composição e, de 1985 a 1990, esteve nos Estados Unidos com uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian e da Comissão Cultural Luso-Americana. Aí frequentou o Brooklyn College e a Universidade de Nova Iorque, em Stony Brook, tendo concluído dois mestrados e um doutoramento em música.
Várias das suas obras têm recebido prémios nacionais e internacionais. Entre estes, salienta-se o primeiro prémio do Concurso Joly Braga Santos (1992, 1994 e 1995), o primeiro prémio do Concurso Internacional de Composição das Segundas Jornadas de Arte Contemporânea, o primeiro prémio no IV Concurso de Composição da Oficina Musical, o primeiro prémio do Concurso Nacional de Compositores de Música de Órgão e, mais recentemente, o primeiro prémio do Concurso Internacional Alea III e o primeiro prémio do Concurso Lopes-Graça.
A maioria das suas obras foram encomendadas por instituições nacionais e estrangeiras. Em 1993, as suas principais composições de música electrónica foram gravadas em CD, tendo-se assistido, a partir de então, à gravação e edição de várias das suas restantes obras.
Para além da sua actividade como compositor, João Pedro Oliveira prossegue igualmente a sua carreira como organista, tendo já dado concertos na Europa, nos Estados Unidos da América, na China e no Japão. Já efectuou duas gravações discográficas com obras para trompete e órgão. João Pedro Oliveira é Professor Associado na Universidade de Aveiro, onde lecciona as disciplinas de Composição e Música Electrónica.
Valentin Sismann
Annette Vande Gorne
É professora de Composição Electroacústica nos Conservatórios de Liège, Bruxelas e Mons, desenvolvendo trabalho de investigação na área da espacialização da música electroacústica sobre suporte.
Protagoniza concertos na Bélgica e internacionalmente. Desde 1999, começou a organizar um curso internacional de Verão em Espacialização e, desde 1987, em Composição Electroacústica. As suas obras podem ser escutadas em festivais e programas de rádio que apresentam eletrónica em suporte fixo.
Os seus interesses relacionam-se com: a busca de arquétipos energéticos que relacionem a sua obra; as relações com a palavra, som, e significado proporcionados pela tecnologia electroacústica; a composição do espaço enquanto parâmetro musical e a sua relação com os outros quatro parâmetros (timbre, duração, altura e amplitude) e possíveis arquétipos que relacionem estes elementos. O seu trabalho é centrado na prática musical acusmática, incluindo a suite TAO e Ce qu’a vu le vent d’Est, que renova os laços da música electroacústica com o passado, com algumas intercepções com outras formas artísticas, incluindo teatro, dança, escultura, etc.
Barry Truax
A música de Kokoras centra-se no som como único elemento de forma. Nas suas composições, desenvolve sistemas de classificação funcional e de correspondência sonora baseados naquilo a que chama «Textura Musical Holofónica». O seu conceito de «holofonia» descreve a sua abordagem, na qual cada som independente (phonos) contribui de forma igual para a síntese do todo (holos). A sua música transcende as noções tradicionais de melodia, harmonia e som instrumental, enfatizando um «virtuosismo do som» que destaca a precisão e a diversidade timbral. A sua produção criativa integra inovações em estratégias composicionais de Recuperação de Informação Musical (MIR), técnicas alargadas, som tátil, síntese sonora, robótica, som espacial e sinestesia.
O catálogo de Kokoras inclui 65 obras que abrangem peças a solo, para ensemble e orquestrais, bem como composições multimédia, de improvisação e com gravações. As suas obras foram encomendadas por instituições e festivais de renome, incluindo a Fromm Music Foundation (Harvard), o IRCAM (França), a MATA (Nova Iorque), o Gaudeamus (Países Baixos), o ZKM (Alemanha) e o IMEB (França). As suas composições foram apresentadas em mais de 1000 concertos em todo o mundo, selecionadas por júris em mais de 350 concursos internacionais de composição e conquistaram 97 prémios em concursos de prestígio. Entre estas distinções contam-se a Bolsa da Fundação Guggenheim (2022, EUA), o Métamorphoses (2024, 2014, 2010, 2000, Bélgica), os Prémios MA/IN (2020, 2019, 2016, Itália), os Prémios Giga-Hertz de Música (2019, 2009, Alemanha), Prémio Destellos (2018, 2014, 2011, Argentina), Prix Ars Electronica (2011, Áustria), Gaudeamus 2004 e 2003 (Holanda), Prémios Bourges (2009, 2008, 2004, França) e o Prémio de Composição Takemitsu (2002, Japão).
Membro fundador da Associação Helénica de Compositores de Música Eletroacústica (HELMCA), Kokoras desempenhou as funções de membro do conselho de administração e presidente entre 2004 e 2012. Atualmente, é presidente da Confederação Internacional de Música Eletroacústica (CIME/ICEM), onde supervisiona o Concurso Internacional de Música Eletroacústica CIME PRIX. Desempenhou funções organizacionais de destaque, incluindo a de presidente da Conferência Internacional de Música Computacional (ICMC) de 2015, em Denton, Texas, e de presidente da secção de música na Conferência de Computação de Som e Música (SMC) de 2018, em Limassol, Chipre.
A música de Kokoras está presente em 57 compilações de álbuns lançadas por editoras como a Sub Rosa Records, a Miso Records, a SAN/CEC e a Independent Opposition Records, bem como em coleções de destaque da ICMC, da LOSS, da Musica Nova e do Computer Music Journal (MIT Press).
Valentin Sismann (nasceu em 2002, França) desenvolve uma prática que combina composição acusmática e vídeo.
Ele explora a ideia de música expandida, em que o som e o visual são expressos de formas poéticas, narrativas ou conceptuais. As suas obras centram-se na nossa relação com a tecnologia, em particular com os suportes de gravação, que ele questiona e manipula em espaços críticos ou imaginários.
Werner Lambersy
Nascido na Antuérpia, em 1941, Werner Lambersy optou por escrever em francês, apesar de ser originário de um meio neerlandófono: um ato de resistência e antifascismo (em relação à sua história pessoal), afirma ele, cujo emblema inconsciente orienta toda a sua escrita.
Lambersy viveu e trabalhou maioritariamente em Paris, onde foi responsável pela promoção das letras belgas de língua francesa (Centro Valónia-Bruxelas). É, acima de tudo, poeta, um dos mais importantes da Bélgica francófona na atualidade. Embora variando em tom e forma, desde a extrema simplicidade até a ampla respiração, a sua poesia, ao longo de cerca de quarenta obras publicadas, prossegue uma meditação ininterrupta sobre a superação de si mesmo no amor (tanto carnal como místico) e na escrita.
A sua obra-prima até à data, Maîtres et maisons de thé (1979), é amplamente reconhecida como um dos picos da poesia francesa desde a guerra, pela força das suas imagens e pela profundidade da sua visão. Outro dos seus livros, Quoique mon cœur en gronde… (1985), foi publicado em versão bilingue no Canadá (Despite my Growling Heart, Guernica 1990, com tradução de Daniel De Bruycker). Ganhou inúmeros prémios em toda a francofonia.
Além disso, a sua obra foi traduzida para várias línguas (alemão, americano, inglês, bengali, chinês, japonês, hindi, italiano, macedónio, neerlandês, romeno, sueco, etc.), e o seu universo poético alcança um público cada vez mais vasto e cosmopolita. Descobrir a sua obra é entrar num território incontornável da poesia atual.
Werner Lambersy é, sem dúvida, um dos maiores poetas contemporâneos. As suas obras combinam abundância e amplitude. Livro após livro, soube afirmar uma palavra ao mesmo tempo ontológica, humanista e polifónica.
Recebeu o prémio da SGDL (Société des Gens de Lettres) em 2004.
Giovanni Crovetto
Giovanni Crovetto (Milão, 1991) é um compositor e educador italiano que trabalha nos campos da composição eletroacústica e algorítmica. Estudou Composição e Teoria Musical na Universidade de Música e Artes Performativas de Graz e Musicologia na Universidade de Milão. Prosseguiu também estudos em Música Eletrónica com Javier Torres Maldonado no Conservatório de Milão, onde atualmente continua os seus estudos em Composição sob a sua orientação. É atualmente doutorando em Composição e Performance Musical nos Conservatórios de Ferrara, Pescara, Trieste e Udine. O seu trabalho explora limiares percetivos entre complexidade, dramaturgia e memória, com particular atenção à escuta como prática artística e humana.
Giovanni Crovetto
Lá nas Árvores
Cycle II: Take Off
Évora_27 – European Capital of Culture
April 9-12
[EN]"Lá nas Árvores" is a project of Évora_27 – European Capital of Culture, led by the University of Évora, in partnership with the DME Project and the Lisboa Incomum Association, with artistic direction by Ana Telles. Over four days, from April 9 to 12, 2026, Évora will transform into a space of listening and discovery, through workshops, concerts, recitals, community opera, performances, and other artistic proposals, exploring the relationship between music, the territory, and the soundscape.
Full Schedule
9th of April (Thursday)9:00 pmLocation: Salão Central EborenseFree entry
10th of April (Friday)10:00 am & 11:30 amConcert for familiesLocation: Salão Central EborenseFree entry
9:00 pmAna Telles & João Rabaça RecitalLocation: Salão Central Eborense
11th of April (Saturday)10:00 amLocation: Évora Public GardenFree entry, upon registration
10:00 am-12:00 pm & 2:00 pm-4:00 pmLocation: Salão Central EborenseFree entry, upon registration
6:00 pmLocation: Salão Central EborenseFree entry
12th of April (Sunday)10:00 amLocation: Colégio dos Regentes Agrícolas, campus of University Évora da Mitra (Valverde)Free entry, upon registration
6:00 pmLocation: Salão Central EborenseFree entry
11th of April (Saturday)-12th of April (Sunday)2:00 pm-5:00 pmLocation: Évora Public GardenFree entry
Detailed information
Coro dos Pequenos Cidadãos
9th of April | 9:00 pm | Salão Central Eborense
Lá nas Árvores, a project forming part of Évora_27 – Capital Europeia da Cultura, organised a participatory choir by inviting members of the community, and anyone interested in choral singing, to take part with a view to performing Mariana Vieira's work Coro dos Pequenos Cidadãos.
In this context, the choir that will perform this work is an intergenerational community choir, made up of residents of the city of Évora. The musical direction will be in charge of conductor Pedro Nascimento.
"When composing the songs for the Coro dos Pequenos Cidadãos, I sought above all to immerse myself in the imaginary world that had been invented and organised into short texts by the pupils of Alumieira Primary School, and to use that as a starting point to create soundscapes that reflected it."
Mariana Vieira, on the work Coro dos Pequenos Cidadãos
The performance of this work will also feature students from the School of Arts at the University of Évora, in particular from the Departments of Music and Audiovisual Production.
Credits
Mariana Vieira – composer | lecturer at UÉ
Pedro Nascimento – musical director
Teresa Furtado – audiovisual artist | lecturer at UÉ
João Proença – sound designGuilherme Franco- Assistant Sound Technician
António Girão Fonseca- Assistant Sound Technician
Electroacustic Interludes- Students from DMUS/EA/UÉElisabete Ramos, Francisco Castelhano, Gil Franco, Inês Cardina, João Cintra, João Parreira, Pedro Correia, Rosa Queiroz, Rosebel Rodrigues.
Video artists / Students from DAVD/EA/UÉ
Érica Barroso, Ana Rita Lote, Marta Almeida, Constança Cheis, Catarina Pereira (Catatiel), Lara Campanela, Maria Dolores, Leonor Barros, Cheyenne Kramer, Camila Vasquez, Luna Santos, Carolina Thomaz Martins, Mafalda Camoesas, Hao Zheng, Amelie Sanchez
Community Choir
Alexandra Silva, Alice Pereira, Alina, Ana Barreto, Ana Nobre, Ana Pereira, Antónia Rodrigues, Beatriz Quitério, Carla Fernandes Malheiro, Cecília Monteiro, Clara Madureira, Constantina Coias, Fátima Fernandes, Fátima Godinho, Helena Aleixo, Helena Cambezes, Inácio Barrambana, Inês de Matos Gomes, Isabel Baião, José Courinha, Lisete Matos, Manuela Soares, Margarida Maria Belchior Pereira Lopes, Maria José Espadeiro, Margarida Sofio, Maria Adelina, Maria Augusta Bugalho, Maria da Graça Carneiro, Maria de Lourdes, Maria Emília Pontes dos Santos, Maria Grenha, Pedro S. Mata, Romaine van Krimpen, Teresa Faria, Zulmira Ferreira
→ Mariana Vieira biography | Pedro Nascimento biography | Teresa Veiga Furtado biography | Hugo Marques biography
Mariana Vieira – composer | lecturer at UÉ
Pedro Nascimento – musical director
Teresa Furtado – audiovisual artist | lecturer at UÉ
João Proença – sound design
António Girão Fonseca- Assistant Sound Technician
Érica Barroso, Ana Rita Lote, Marta Almeida, Constança Cheis, Catarina Pereira (Catatiel), Lara Campanela, Maria Dolores, Leonor Barros, Cheyenne Kramer, Camila Vasquez, Luna Santos, Carolina Thomaz Martins, Mafalda Camoesas, Hao Zheng, Amelie Sanchez
Alexandra Silva, Alice Pereira, Alina, Ana Barreto, Ana Nobre, Ana Pereira, Antónia Rodrigues, Beatriz Quitério, Carla Fernandes Malheiro, Cecília Monteiro, Clara Madureira, Constantina Coias, Fátima Fernandes, Fátima Godinho, Helena Aleixo, Helena Cambezes, Inácio Barrambana, Inês de Matos Gomes, Isabel Baião, José Courinha, Lisete Matos, Manuela Soares, Margarida Maria Belchior Pereira Lopes, Maria José Espadeiro, Margarida Sofio, Maria Adelina,
Pássaros e Cogumelos - Joana Gama
Concert for families
10th April | 10:00 & 11:30 am | Salão Central Eborense
"Everything is in everything", said the Greek philosopher Anaxagoras. That is why to speak of trees is to speak of people, and to speak of people is to speak of trees. Trees, seemingly silent and motionless beings, form many connections, without which they could not survive and without which we could not survive. They also help birds and mushrooms, and through them, they spread for miles and miles, in ways that are hard to imagine.
Credits
Joana Gama – Concept and performance
João Godinho – Original music
Francisco Eduardo – Illustrations and set designJaime Reis- Sound TechnicianAntónio Girão Fonseca- Assistant Sound Technician
Joana Gama – Concept and performance
João Godinho – Original music
Francisco Eduardo – Illustrations and set design
Aves do Alentejo em Música
Concert with commentary by Ana Telles and João Rabaça
10 April | 9.00 pm | Salão Central Eborense
Building on a long-standing collaboration, Ana Telles and João Eduardo Rabaça present 'Birds of the Alentejo in Music', as part of the Levantar Voo (2026) cycle of the Lá nas Árvores project, which forms part of the artistic programme for Évora 2027 – European Capital of Culture.
The programme for this recital, which features collaborative commentary (including musicological and ornithological insights), follows a seasonal structure. The selected repertoire comprises works for solo piano written between the 18th century and the present day, including two world premieres written for and dedicated to Ana Telles: Os pássaros da Ana, by João Francisco Nascimento, and Abetarda, by Amílcar Vasques-Dias.
Programme
François Couperin, Les coucous bénévoles, de Pièces de clavecin – 13ème Ordre, 3ème Livre
Amílcar Vasques-Dias, Abetarda, para a Ana Telles (world premiere)
João Francisco Nascimento, Papa-figos e Rolieiro (from Os Pássaros da Ana, world premiere)
François Couperin, La Linotte effarouchée, Pièces de clavecin – 14ème Ordre, 3ème Livre
Olivier Messiaen, L'Alouette lulu, de Catalogue d'Oiseaux
João Francisco Nascimento, Poupa e Gaio (from Os Pássaros da Ana, world premiere)
[W.A. Mozart, Oiseaux, si tous les ans K. 307/K. 284d - to be confirmed]
Sofia Gubaidulina, The Little Tit (from Musical Toys)
Sofia Gubaidulina, The Woodpecker (from Musical Toys)
João Francisco Nascimento, Abelharuco e Gaio (from Os Pássaros da Ana, world premiere)
François Couperin, Les Fauvettes plaintives, de Pièces de Clavecin – 14ème Ordre, 3ème Livre
F. Liszt, Légendes, S. 175: I. St François d'Assise: La prédication aux oiseaux
Ana Serro Ferreira - Soprano (Invited artist)Jaime Reis- Sound TechnicianAntónio Girão Fonseca- Assistant Sound Technician
Ana Telles
Studied in Lisbon, New York and Paris, and obtained her PhD from the University of Paris IV – Sorbonne (France). She maintains a busy concert schedule across Europe, Asia and the Americas, having performed as a soloist with various national and international orchestras.
Her discography currently comprises more than twenty-five titles, including monographic CDs, solo recordings with orchestra and chamber music recordings.
As a researcher at CESEM, she conducts research in the fields of 20th- and 21st-century music, Portuguese music (Modern/Contemporary periods) and piano music. She is the author of a significant number of book chapters, articles in indexed journals and musical editions, including a critical edition of Luís de Freitas Branco’s Preludes for piano.
Ana Telles is a Professor and Vice-Rector for Culture and Community at the University of Évora.
João Eduardo Rabaça
Is an Associate Professor with tenure at the University of Évora. A biologist by training, he has worked in the fields of conservation biology and ornithology.
He founded and coordinates LabOr – the Ornithology Laboratory – where he carries out his scientific work, and has taught various modules at undergraduate and postgraduate levels on courses run by the Department of Biology, to which he belongs.
He has published dozens of articles in peer-reviewed scientific journals, is the author and co-author of books and book chapters, and has published opinion pieces and articles promoting scientific culture. He has delivered lectures at various European universities in the United Kingdom, Hungary, Italy and France, and at Portuguese higher education institutions.
He conceived and supervised several lectures at the University of Évora, notably two initiatives promoted as part of the Master’s in Conservation Biology, a course he directed for several years: The Conservation Biology Conference, which brought internationally renowned scientists to Évora annually, and ‘Our Masters Return Home’, aimed at bringing back to the University alumni of the Master’s in Conservation Biology who had pursued their careers in various parts of the world and inviting them to share their experiences with current students.
Ana Sêrro
She was born in Lisbon, where she began her musical studies at the age of four at the Lisbon Academy of Amateur Music. She later enrolled at the Music School of the Lisbon National Conservatoire, where she studied singing in the class of Prof. Maria Cristina de Castro. She also studied with Prof. Maria Helena Pina Manique, Prof. Liliana Bizineche and Prof. Elena Dumitrescu Nentwig.She has been a member of the São Carlos National Theatre Choir since 1999. She was also a member of the chamber choir “Camerata Vocal de Lisboa”. As a soloist, she has performed in various oratorios and given several recitals and concerts, notably Mozart’s “Missa Brevis in B minor”, Vivaldi’s “Gloria”, and Heinrich Schütz’s “The Seven Last Words of Christ on the Cross”. As part of the National Conservatory’s Opera Studio, she made her debut at the C.C.B. in the role of Pamina in W.A. Mozart’s opera “The Magic Flute”, and also as Colombina in A. Salieri.
She appeared as a soloist in Kurt Weill’s opera “Street Scenes”, staged at the São Carlos National Theatre, in Rossini’s “Petite Messe Solennelle”, in Beethoven’s Choral Fantasy, in Britten’s opera “Peter Grimes”, and was part of the solo quartet in Leonard Bernstein’s “Chichester Psalms”. With the Intempore Quartet, she has performed in numerous concerts, notably “As Noites da TECAUTO” in Torres Vedras.
He performed with the Alenquer Band under the baton of Maestro Vasco Flamino, and with the G.N.R. Chamber Orchestra and Symphonic Band under the baton of Maestro Captain João Cerqueira. He took part in a concert at the Lisbon Academy of Sciences, conducted by Maestro Jean Sébastien Béreau. He has also sung in various band concerts in Arruda dos Vinhos, Samora Correia and Montemor-o-Novo. He took part in the Ponta Delgada Sinfonietta’s Christmas Concert in 2018, conducted by Maestro Marco Ferreira, and in the 2024/25 Season Opening Concert, Mendelssohn’s ‘A Midsummer Night’s Dream’, in the role of First Elf, conducted by Maestro Amâncio Cabral.
Ana Telles
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João Eduardo Rabaça
Is an Associate Professor with tenure at the University of Évora. A biologist by training, he has worked in the fields of conservation biology and ornithology.
He founded and coordinates LabOr – the Ornithology Laboratory – where he carries out his scientific work, and has taught various modules at undergraduate and postgraduate levels on courses run by the Department of Biology, to which he belongs.
He has published dozens of articles in peer-reviewed scientific journals, is the author and co-author of books and book chapters, and has published opinion pieces and articles promoting scientific culture. He has delivered lectures at various European universities in the United Kingdom, Hungary, Italy and France, and at Portuguese higher education institutions.
He conceived and supervised several lectures at the University of Évora, notably two initiatives promoted as part of the Master’s in Conservation Biology, a course he directed for several years: The Conservation Biology Conference, which brought internationally renowned scientists to Évora annually, and ‘Our Masters Return Home’, aimed at bringing back to the University alumni of the Master’s in Conservation Biology who had pursued their careers in various parts of the world and inviting them to share their experiences with current students.
She was born in Lisbon, where she began her musical studies at the age of four at the Lisbon Academy of Amateur Music. She later enrolled at the Music School of the Lisbon National Conservatoire, where she studied singing in the class of Prof. Maria Cristina de Castro. She also studied with Prof. Maria Helena Pina Manique, Prof. Liliana Bizineche and Prof. Elena Dumitrescu Nentwig.
She has been a member of the São Carlos National Theatre Choir since 1999. She was also a member of the chamber choir “Camerata Vocal de Lisboa”. As a soloist, she has performed in various oratorios and given several recitals and concerts, notably Mozart’s “Missa Brevis in B minor”, Vivaldi’s “Gloria”, and Heinrich Schütz’s “The Seven Last Words of Christ on the Cross”. As part of the National Conservatory’s Opera Studio, she made her debut at the C.C.B. in the role of Pamina in W.A. Mozart’s opera “The Magic Flute”, and also as Colombina in A. Salieri.
She appeared as a soloist in Kurt Weill’s opera “Street Scenes”, staged at the São Carlos National Theatre, in Rossini’s “Petite Messe Solennelle”, in Beethoven’s Choral Fantasy, in Britten’s opera “Peter Grimes”, and was part of the solo quartet in Leonard Bernstein’s “Chichester Psalms”. With the Intempore Quartet, she has performed in numerous concerts, notably “As Noites da TECAUTO” in Torres Vedras.
He performed with the Alenquer Band under the baton of Maestro Vasco Flamino, and with the G.N.R. Chamber Orchestra and Symphonic Band under the baton of Maestro Captain João Cerqueira. He took part in a concert at the Lisbon Academy of Sciences, conducted by Maestro Jean Sébastien Béreau. He has also sung in various band concerts in Arruda dos Vinhos, Samora Correia and Montemor-o-Novo. He took part in the Ponta Delgada Sinfonietta’s Christmas Concert in 2018, conducted by Maestro Marco Ferreira, and in the 2024/25 Season Opening Concert, Mendelssohn’s ‘A Midsummer Night’s Dream’, in the role of First Elf, conducted by Maestro Amâncio Cabral.
Workshop with João Rabaça: Listening to the Birds and Trees
11 April | 10.00 am | Bandstand in Évora Public Garden
Flight is the primary means of locomotion used by most birds. This demanding ability to control the body in the air has led to astonishing evolutionary changes, which have given birds complete mastery of the art of flight.
In this workshop, we will explore some aspects of birds. We will take flight with them – figuratively speaking, of course – for the sheer joy of discovery. We will seek to observe them, hear them and listen to them attentively, there in the trees where they live, in the skies they traverse or elsewhere.
Free admission, subject to registration
Workshop Corpos Sonoros with Abdul Moimême
11th April | 10:00-12:00 & 14:00-16:00 | Salão Central Eborense
Performance by artists | 18:00
The workshop, led by the improviser Abdul Moimême and the composer Jaime Reis, is organised into three modules and offers an immersive experience in contemporary music-making, with a focus on collective free improvisation. The facilitators invite participants to explore the use of found objects (such as metal springs, metal plates and small objects), as well as contact microphones and transducers, with the aim of creating small performance setups. The workshop concludes with a performance open to the public.
Stage I: Introduction to the trainers and their approaches to composition, improvisation, listening and instrument-making.Stage II: A short concert by the trainers, creating a live context for the ideas presented, followed by a practical session with the participants.Stage III: Development of short performances by the participants, in different combinations, culminating in a final collective presentation.
Participation is limited to 10 participants. Free admission, subject to registration.
Abdul Moimême
The stage name of Rui Horta Santos is a Portuguese musician, producer and sound engineer whose work is rooted in the fields of experimental music and contemporary free improvisation. His significance is evident within the artistic and cultural context of Portugal, but also on the international stage. His work stands out for the way it reconfigures the electric guitar through expanded performative practices, treating the instrument as a sound object rather than primarily as a melodic or harmonic device.
The use of prepared guitars — sometimes played simultaneously —, as well as extended techniques, places his practice in direct dialogue with European reductionism and electroacoustic improvisation, deliberately distancing himself from the traditional idioms of jazz guitar. Nevertheless, in recent years, he has collaborated and recorded with musicians from that world. This approach has contributed to the legitimisation of the electric guitar in the realm of non-idiomatic improvisation.
Moimême’s training in architecture – as well as her passion for cinema and literature – forms a central pillar of her musical thinking, decisively influencing her focus on space, structure, density, resonance and a distinctly narrative style. Her music prioritises processes of deep listening, economy of means and the emergence of sonic micro-events, aligning with broader European experimental aesthetics.
Throughout her career, she has engaged in extensive collaborative work with international improvisers, participating in numerous ensembles and ad hoc formations.
He has performed and recorded with a wide range of artists of recognised international standing, including Albert Cirera, Alvaro Rosso, Axel Dörner, Carlos Santos, Carlos Zíngaro, Ernesto Rodrigues, Eve Risser, Fred Lonberg-Holm, Lionel Marchetti, Mark Dresser, Patrick Brennan, Pedro Melo Alves, Thomas Rohrer, and Wade Matthews, amongst many others.
His discography comprises over 60 releases, including various solo and co-led works. He has been a member of numerous ensembles and projects, including IKB (PT), Suspensão (PT) and the Variable Geometry Orchestra (PT), as well as the Insub Meta Orchestra (Switzerland).
Abdul Moimême has performed across Europe, as well as in Brazil. In 2019, he was invited by the prestigious Jazz em Agosto festival, under the theme “Resistance”, to present a solo improvisational performance.
Since 1999, he has been regularly writing and offering critical reflections on jazz and improvised music, contributing to various Portuguese publications, including the magazines Flirt, All Jazz and Jazz.pt, as well as the newspaper Público.
He has been nominated on several occasions for the Annual International Critics Poll for Jazz, including in the most recent edition.
He holds a degree in Architecture from the University of Lisbon (UTL).
Jaime Reis
Jaime Reis is a Portuguese composer who studied with Karlheinz Stockhausen and with Emmanuel Nunes, after studying Composition and Electronic Music with J.P.Oliveira. He is the founder and artistic director of Projecto DME (since 2003) and of Lisboa Incomum (since 2017). His music, both instrumental and electroacoustic, has been performed in over 20 countries. He has worked with institutions/ensembles such as ZKM, IRCAM, Musik Fabrik, The Vienna Acousmatic Project, Aleph Guitar Quartet, Musiques & Recherches. He is a Professor of composition and electronic music at the Lisbon College of Music (ESML).
Bio. by Monika Streitová; retrieved from jaimereis.pt; last update: May 2020
Abdul Moimême
The stage name of Rui Horta Santos is a Portuguese musician, producer and sound engineer whose work is rooted in the fields of experimental music and contemporary free improvisation. His significance is evident within the artistic and cultural context of Portugal, but also on the international stage. His work stands out for the way it reconfigures the electric guitar through expanded performative practices, treating the instrument as a sound object rather than primarily as a melodic or harmonic device.
The use of prepared guitars — sometimes played simultaneously —, as well as extended techniques, places his practice in direct dialogue with European reductionism and electroacoustic improvisation, deliberately distancing himself from the traditional idioms of jazz guitar. Nevertheless, in recent years, he has collaborated and recorded with musicians from that world. This approach has contributed to the legitimisation of the electric guitar in the realm of non-idiomatic improvisation.
Moimême’s training in architecture – as well as her passion for cinema and literature – forms a central pillar of her musical thinking, decisively influencing her focus on space, structure, density, resonance and a distinctly narrative style. Her music prioritises processes of deep listening, economy of means and the emergence of sonic micro-events, aligning with broader European experimental aesthetics.
Throughout her career, she has engaged in extensive collaborative work with international improvisers, participating in numerous ensembles and ad hoc formations.
He has performed and recorded with a wide range of artists of recognised international standing, including Albert Cirera, Alvaro Rosso, Axel Dörner, Carlos Santos, Carlos Zíngaro, Ernesto Rodrigues, Eve Risser, Fred Lonberg-Holm, Lionel Marchetti, Mark Dresser, Patrick Brennan, Pedro Melo Alves, Thomas Rohrer, and Wade Matthews, amongst many others.
His discography comprises over 60 releases, including various solo and co-led works. He has been a member of numerous ensembles and projects, including IKB (PT), Suspensão (PT) and the Variable Geometry Orchestra (PT), as well as the Insub Meta Orchestra (Switzerland).
Abdul Moimême has performed across Europe, as well as in Brazil. In 2019, he was invited by the prestigious Jazz em Agosto festival, under the theme “Resistance”, to present a solo improvisational performance.
Since 1999, he has been regularly writing and offering critical reflections on jazz and improvised music, contributing to various Portuguese publications, including the magazines Flirt, All Jazz and Jazz.pt, as well as the newspaper Público.
He has been nominated on several occasions for the Annual International Critics Poll for Jazz, including in the most recent edition.
He holds a degree in Architecture from the University of Lisbon (UTL).
Jaime Reis
Jaime Reis is a Portuguese composer who studied with Karlheinz Stockhausen and with Emmanuel Nunes, after studying Composition and Electronic Music with J.P.Oliveira. He is the founder and artistic director of Projecto DME (since 2003) and of Lisboa Incomum (since 2017). His music, both instrumental and electroacoustic, has been performed in over 20 countries. He has worked with institutions/ensembles such as ZKM, IRCAM, Musik Fabrik, The Vienna Acousmatic Project, Aleph Guitar Quartet, Musiques & Recherches. He is a Professor of composition and electronic music at the Lisbon College of Music (ESML).
Bio. by Monika Streitová; retrieved from jaimereis.pt; last update: May 2020
A Flauta de Tamborileiro no Alentejo - Pé de Xumbo Association
12 April | Colégio dos Regentes Agrícolas, University of Évora campus in Mitra (Valverde) | 10.00 am
On 12 April, amidst the tranquillity of Herdade da Mitra, the sound of the tamborileiro flute blends with the whisper of the wind and the rhythmic footsteps of our walk. It will be a morning of activity that invites sharing and discovery: a conversation in motion through the Alentejo landscapes, where we will have the opportunity to learn more about the tamborileiro flute and the traditional dances of the Alentejo, at a time when music and dance emerge spontaneously.
Amidst paths, melodies and gestures, we celebrate togetherness and the rhythm of the land — a living encounter between tradition and nature in the heart of the Alentejo.
Sound Installation
11 and 12 April | 2pm–5pm | Évora Public Garden Bandstand
Over the festival weekend, the bandstand in Évora will once again come alive with sound. As you stroll through the city's Public Garden, you'll hear sounds drifting through the air. Climb the steps of the bandstand and discover a sound installation featuring works by various Portuguese artists and others. Close your eyes and let the electroacoustic sounds blend with the sounds of peacocks, running water and people walking.
Programme
senalpriA - Tae Hong Park (2020)
Tekstil - Nayaka Farrell | Welderahmat (2026)
Entomology#2 | Tettix-A' - Thanos Polymeneas - Liontiris (2025 | 2022)
Intermezzo, like an upturn'd gem - Yuko Katori (2023)
Wichman(2,3) - Tom Bruges (2025)
Bolt - Elena Ghigas (2025)
Naiad - Jiajing Zhao (2025)
CLIMATE EXPRESSION 3 - Luigi Morleo (2025)
Noctivox (Arcana) - VorticeX (2025)
THREE FRAMES (ePWsM 15 - 19 - 21) - Marco Molteni (2024)
Babel Towel - Barry Yuk Bun Wan (2023)
An Aria for the Mallard - Jorge Ramos (2025)
haunted ground; tendrils burn like fuchsia - Darcy Copeland (2025)
« gê » Part 1 - Jean Voguet (2023)
Fuoco - Orestis Karamanlis (2026)
FAKE - Phivos-Angelos Kollias (2024)
Electropoem No. 12 - Ali Balighi (2025)
37.473686,14.075105 - Cristian Gabriele Argento (2025)
Reverence - Paul Francis (2026)
Makuta - Felipe Otondo (2025)
Transient Beauty - Dimitris Maronidis (2015)
Encircled - Adam Stanović (2025)
"Interlúdio Onírico" ("Messaggio") - Pedro Carneiro (2021)
Birds - Andrés Lewin-Richter (2025)
An Interrupted Memory - Mike McFerron (2010)
Vientos Peregrinos - Iracema de Andrade (2025)
A Distant Wind - hommage à Ravel - Yuhang Li (2025)
L´oraculo di Melqart - Enrique Busto (2022)
Merging open and closed world - Nicola Fumo Frattegiani (2025)
Rabot Pulses - Kristof Lauwers (2024)
Quadri degli elementi - Marco Dibeltulu (2019)
Symplegades - Angelos Thomas Karelias (2024)
Sui generis - Shai Cohen (2020)
Lucid Dream (in Memoriam E. D.) - Alessandro Ratoci (2018)
Estoult - Antonio Luigi La Spina (2025)
Low Earth Orbit - Ensemble Ex Materia - Strotter Inst., Tessa Brinckman, Johanna Sandels, Jérôme Descamps, Peter Vukmirovic Stevens (2024)
Vulnerable - Alireza Seyedi (2025)
Unheard Of (i) - Chelidon Frame (2026)
Flake - Samuele Giulio Ferrari (2025)
Interlude - Hector Bravo Benard (2022)
Gelb - Daria Baiocchi (2026)
Gravação de Campo - João Farelo (2020)
Wild Fruits 2: Like a jagged flock, like pulverised jade - James Harley (2006)
Take Me Back to Indonesia - Boyi Bai (2025)
Introspezioni Immaginarie - Francesco Sottile (2025)
doorframes covered in masking tape - Mattia Benedetti (2024)
Hi, my name was... or the silence when the children are gone - Leonie Roessler (2025)
Corium II - Mathieu Lacroix (2025)
Terrazza - Nicola Cappelletti (2024)
Factor two - Scott (2026)
Insektarion - Lidia Zielinska (2016)
PEACE WIND - Domenico De Simone (2022)
Aspen - Petri Kuljuntausta (2026)
Olivier's Birds: a journey to the mountain - Joshua Tomlinson (2019)
A Brief History of The Future - Marko Vesić (2025)
V2 - Deniz Nurhat (2025)
Daylesford Naturalix - Martin K. Koszolko (2025)
Absent in Cold Air - Darren Copeland (2026)
Openings - Liann J. Kang (2022)
diary of a steel mill - Yixiao Wang (2024)
doubt V / Keros - Taxiarchis Diamantopoulos (2026)
STRIGIFORMES - Wiktor Mastela (2024)
I wish I was a Drag on fly - Dimitris Barnias (2024)
Fractured Circuit - Iliya Shahbazi (2026)
On the Tarantulas for electroacoustic layer - Andrzej Ojczenasz (2022)
iNature - Thanasis Epitideios (2024)
Gebet in Blau - Maria Pelekanou (2023)
Deboyu: Prelude - Jaime Cuervo Gómez (2026)
Estuary 2 - Irvign Kinnersley (2023)
Fragments - Tanid Sintaratana (2023)
Pirapitinga Vaz'A Baril - Eduardo Azevedo Prudente (2025)
Trioxia - Girilal Baars (2024)
Mixed Signals - Georgia Kalodiki (2026)
T.I.N.A.B.Y.B.T.I.N.S. - Nikos Baskozos (2024)
Disquiet City - Libby Fabricatore (2025)
Hollow Point - Kasey Pocius (2024)
António Girão Fonseca: Sound Technician
Acousmatic Concert
senalpriA - Tae Hong Park (2020)
Tekstil - Nayaka Farrell | Welderahmat (2026)
Entomology#2 | Tettix-A' - Thanos Polymeneas - Liontiris (2025 | 2022)
Intermezzo, like an upturn'd gem - Yuko Katori (2023)
Wichman(2,3) - Tom Bruges (2025)
Bolt - Elena Ghigas (2025)
Naiad - Jiajing Zhao (2025)
CLIMATE EXPRESSION 3 - Luigi Morleo (2025)
Noctivox (Arcana) - VorticeX (2025)
THREE FRAMES (ePWsM 15 - 19 - 21) - Marco Molteni (2024)
Babel Towel - Barry Yuk Bun Wan (2023)
An Aria for the Mallard - Jorge Ramos (2025)
haunted ground; tendrils burn like fuchsia - Darcy Copeland (2025)
« gê » Part 1 - Jean Voguet (2023)
Fuoco - Orestis Karamanlis (2026)
FAKE - Phivos-Angelos Kollias (2024)
Electropoem No. 12 - Ali Balighi (2025)
37.473686,14.075105 - Cristian Gabriele Argento (2025)
Reverence - Paul Francis (2026)
Makuta - Felipe Otondo (2025)
Transient Beauty - Dimitris Maronidis (2015)
Encircled - Adam Stanović (2025)
"Interlúdio Onírico" ("Messaggio") - Pedro Carneiro (2021)
Birds - Andrés Lewin-Richter (2025)
An Interrupted Memory - Mike McFerron (2010)
Vientos Peregrinos - Iracema de Andrade (2025)
A Distant Wind - hommage à Ravel - Yuhang Li (2025)
L´oraculo di Melqart - Enrique Busto (2022)
Merging open and closed world - Nicola Fumo Frattegiani (2025)
Rabot Pulses - Kristof Lauwers (2024)
Quadri degli elementi - Marco Dibeltulu (2019)
Symplegades - Angelos Thomas Karelias (2024)
Sui generis - Shai Cohen (2020)
Lucid Dream (in Memoriam E. D.) - Alessandro Ratoci (2018)
Estoult - Antonio Luigi La Spina (2025)
Low Earth Orbit - Ensemble Ex Materia - Strotter Inst., Tessa Brinckman, Johanna Sandels, Jérôme Descamps, Peter Vukmirovic Stevens (2024)
Vulnerable - Alireza Seyedi (2025)
Unheard Of (i) - Chelidon Frame (2026)
Flake - Samuele Giulio Ferrari (2025)
Interlude - Hector Bravo Benard (2022)
Gelb - Daria Baiocchi (2026)
Gravação de Campo - João Farelo (2020)
Wild Fruits 2: Like a jagged flock, like pulverised jade - James Harley (2006)
Take Me Back to Indonesia - Boyi Bai (2025)
Introspezioni Immaginarie - Francesco Sottile (2025)
doorframes covered in masking tape - Mattia Benedetti (2024)
Hi, my name was... or the silence when the children are gone - Leonie Roessler (2025)
Corium II - Mathieu Lacroix (2025)
Terrazza - Nicola Cappelletti (2024)
Factor two - Scott (2026)
Insektarion - Lidia Zielinska (2016)
PEACE WIND - Domenico De Simone (2022)
Aspen - Petri Kuljuntausta (2026)
Olivier's Birds: a journey to the mountain - Joshua Tomlinson (2019)
A Brief History of The Future - Marko Vesić (2025)
V2 - Deniz Nurhat (2025)
Daylesford Naturalix - Martin K. Koszolko (2025)
Absent in Cold Air - Darren Copeland (2026)
Openings - Liann J. Kang (2022)
diary of a steel mill - Yixiao Wang (2024)
doubt V / Keros - Taxiarchis Diamantopoulos (2026)
STRIGIFORMES - Wiktor Mastela (2024)
I wish I was a Drag on fly - Dimitris Barnias (2024)
Fractured Circuit - Iliya Shahbazi (2026)
On the Tarantulas for electroacoustic layer - Andrzej Ojczenasz (2022)
iNature - Thanasis Epitideios (2024)
Gebet in Blau - Maria Pelekanou (2023)
Deboyu: Prelude - Jaime Cuervo Gómez (2026)
Estuary 2 - Irvign Kinnersley (2023)
Fragments - Tanid Sintaratana (2023)
Pirapitinga Vaz'A Baril - Eduardo Azevedo Prudente (2025)
Trioxia - Girilal Baars (2024)
Mixed Signals - Georgia Kalodiki (2026)
T.I.N.A.B.Y.B.T.I.N.S. - Nikos Baskozos (2024)
Disquiet City - Libby Fabricatore (2025)
Hollow Point - Kasey Pocius (2024)
12 April | 6.00 pm | Salão Central Eborense
An acousmatic concert featuring the Belgian composer Annette Vande Gorne, a leading figure in acousmatic music. The programme also features works by the composers Panayiotis Kokoras, Giovanni Crovetto, Valentin Sismann and João Pedro Oliveira, selected through an international call for music that received over a hundred submissions from dozens of countries, as well as a piece by the Canadian composer Barry Truax.
Programme
Barry Truax: Rainforest Raven (2020) (10’)
Annette Vande Gorne: Vox Alia V — Vox naturæ (08:18)
Panayiotis Kokoras: Sound Forest (6:40)
Werner Lambersy, Annette Vande Gorne: Le ginkgo (14:52)
João Pedro Oliveira: La Mer Émeraude (10:00)
Giovanni Crovetto: Comfortable Distance (8:26)
Valentin Sismann: Erosia, Part I (7'14)
Annette Vande Gorne: Haïkus, 2. Printemps (8:00)
Annette Vande Gorne: Sound SpatializationJaime Reis, João Proença and Mariana Vieira: Sound DesignGuilherme Franco: Techical Assistant
Program notes
Barry Truax: Rainforest Raven (2020) (10’)
This soundscape composition takes you on a journey through a West Coast rainforest, starting with water dripping down the rock ledges at the edge of the forest. As guided by a raven, the overall emotional trajectory for the listener goes from joyful to very sombre, and finally we re-emerge (as hopefully we all will from this dark time we're going through) into a brighter day.
Annette Vande Gorne: Vox Alia V — Vox naturæ (08:18)
Not objectivized nature, which is asserted today by an accumulation of climatic catastrophes, but the animal voice, subjectivized through a certain degree of anthropomorphism. The animal world has its own language codes expressing the primary needs that concern us all: love, hunger, fear. When listened to, these signals are grouped according to three dynamic behaviours: flexions, iterations and melodic profiles, which are therefore the object of study in this fifth and final work of the Vox Alia cycle. Space, whether pointillist, movement or ambiophonic, is rather symbolic here.Vox Alia V — Vox naturæ was realized in 2024 at the Métamorphoses d’Orphée studio of Musiques & Recherches in Ohain (Belgium) and was premiered on October 20, 2024 as part of the festival L’Espace du son at Théâtre Marni in Brussels (Belgium). The work was realized with support from the Fédération Wallonie-Bruxelles (Service de la musique classique et contemporaine du Service de la Création artistique).
Panayiotis Kokoras: Sound Forest (6:40)
Sound Forest was composed in 2007 using sound material drawn exclusively from high-fidelity field recordings made during the “Antinioti” soundscape research project on Corfu Island, Greece. These recordings capture the rich acoustic environment of the Antinioti Lagoon during the summer months, encompassing natural, anthropogenic, rural, and urban sources that together form the region’s distinctive auditory ecology.
In the piece, the original soundscape serves as the point of departure for the compositional process. Reality is amplified, expanded, and transformed: concrète sounds evolve into abstract sonic objects, and complex textures give rise to imagined sound worlds shaped by vivid gestures and shifting perspectives. Ecological patterns, ranging from insects and birds to rain, wind, and subtle environmental fluctuations, inform the structural design of the work and become catalysts for further sonic development.
Working with these delicate soundscapes posed an artistic and ethical challenge. Their fragility heightened my awareness of the urgent need for environmental sensitivity and sustainable coexistence. Through detailed analysis of the recorded environment, I identified and classified spatial and temporal variations in sound origin, intensity, and behavior. These patterns were then re-synthesized and re-contextualized within the composition.
The broader goal of the project was to examine dominant soundscape characteristics across seasonal and temporal scales, and to explore how landscape configuration influences acoustic patterns. By transforming these recordings into a new musical form, Sound Forest reflects both the beauty and vulnerability of the environment from which it originates, inviting the listener into a heightened experience of place, ecology, and resonance.
Werner Lambersy, Annette Vande Gorne: Le ginkgo (14:52)
To my mother, in memoriam
A man journeys to the encounter with himself…: from the emptiness, both secure and univocal, of eternity with no future to the flowering of a passionate, ephemeral life with an uncertain future, notwithstanding that “its swirling pillar irresistibly carries me to a love…”
The Poet takes us on an interior voyage, that of a lifetime, in which each of us can imagine himself, can recognize himself, can identify with the narrator. The tale, linear and structured, seems to be the ideal form for this progression of the self. And so I excerpted key phrases from the original story representing each stage of the voyage and, to conserve the linear format, took the part of the simple reading, monochord at the beginning and becoming more animated as it goes on.
The musical form is derived from the words and the structure of the text along three axes: time, space and movement. The axis of time, ignored for ages, fixed, exterior to Man, acquires a ‘here and now,’ then takes on a past and a future, accelerates, grows shorter… up to the moment when the loop of time sends it back to eternity. The axis of space, which opens from the confines of the ‘magic circle’ to the reaches of the desert, where one finds ‘distances which never diminish’. To finally situate itself in that place of ‘birthing and dying’. The axis of movement above all, immobile at the beginning of the story, moved by the slight trembling of the Ginkgo leaves (that ages-old witness of the origin of our planet) becoming more animated along ‘inexorable paths’, and predictable lines, circles and spirals, moving through a constantly changing world to the end: a swirling spine which carries him irresistibly toward a Love…
“Le ginkgo” [The Ginkgo Tree] was realized from sound material for the most part vocal in origin, manipulated on a SYTER at the Groupe de musique expérimentale de Marseille (GMEM, France). The work was realized in February and March 1994 at the Métamorphoses d’Orphée studio of Musiques & Recherches in Ohain (Belgium) and was presented on April 26, 1994 in Louvain-la-Neuve (Belgium) during the “L’Année nouvelle” festival. Narrator: Vincent Smetana. “Le ginkgo” was commissioned by L’Année nouvelle (Université catholique de Louvain-la-Neuve) and Vincent Engel. Thanks to Christian Calon and Raphaël de Vivo of the GMEM for their generous hospitality and to Vincent Engel whose dynamic energy brought this work and this disc to completion. The short story “Le ginkgo” appeared in the collection entitled “L’Année nouvelle” published by Canevas (Dole, France), Les éperonniers (Bruxelles, Belgique), L’instant même (Québec) and Phi (Echternach, Luxembourg) in 1993.
João Pedro Oliveira: La Mer Émeraude (10:00)
Let us imagine a small invented world, a micro universe where everything exists... matter, energy, spirit, telluric movements, mysteries, natural and supernatural forces. That world is whole and from afar, whoever watches, sees it as a living ocean.This work was composed in the Musiques-Recherches studio and is dedicated to Annette Vande Gorne and Francis Dhomont. It received the second prize at SIME Competition 2019, the first Prize at Cittá di Udine Competition 2020, the first prize at Destellos Competition 2020 and the first prize at the Chicago Composers Consortium Competition.
Giovanni Crovetto: Comfortable Distance (8:26)
Comfortable Distance emerges from a perceptual position shaped by mediation and detachment. The piece reflects on how distant wars, mediated by images, screens, and fragmented information, are experienced at a remove, producing a sense of emotional suspension rather than involvement.This condition is expressed through opposing states of remoteness and intimacy, predictability and rupture. Veiled, distant sonic masses are interrupted by close-up gestures, producing shifts in perspective that resist continuity and identification.The work focuses on the space between exposure and understanding, where listening becomes a metaphor for a broader condition of protected observation. Comfortable Distance reflects on a Western condition, the sense of comfort that comes from watching catastrophes from afar, protected by a geography of privilege.
Valentin Sismann: Erosia, Part I (7'14)
Beneath the cliffs, the sea crackles. Secret life of the waves, of the wind, without anyone, existing. Outside, a shitstorm of machinery and bodies. Consuming. A pseudo-embodiment of the living.Two impressions of the same show. Erosion, scum. Autophagy is fantastic. Especially in music: l'art se nique.
Annette Vande Gorne: Vox Alia V — Vox naturæ (08:18)
Panayiotis Kokoras: Sound Forest (6:40)
Werner Lambersy, Annette Vande Gorne: Le ginkgo (14:52)
João Pedro Oliveira: La Mer Émeraude (10:00)
Giovanni Crovetto: Comfortable Distance (8:26)
Valentin Sismann: Erosia, Part I (7'14)
Annette Vande Gorne: Haïkus, 2. Printemps (8:00)
Annette Vande Gorne: Haïkus, 2. Printemps (8:00)
Haïkus by Annette Vande Gorne
Inspired by the shortness of time and the long imaginative resonance of the haiku, this piece evokes contrasting universes of the four seasons and the day of the year, in a divided surround space, in 16 channels.
Inspired by the shortness of time and the long imaginative resonance of the haiku, this piece evokes contrasting universes of the four seasons and the day of the year, in a divided surround space, in 16 channels.
Nature, its cycle of seasons and activities related human beings is a playground ideal for the soundscape, a genre peculiar to the acousmatic that I approached in 1986 (landscape /speeds). Here, a series by season of small paintings, arouses in each listener, from a selection of some classic and contemporary Japanese haiku, an imaginary, mental images, memories emotional.The primordial quality of a haiku according to the Bashô disciples: invariance and fluidity, responds to the couple "permanence and variation" of Schaeffer's typology, which characterizes any Apollonian style "where everything is only order and beauty" (Baudelaire).
"Haiku: Spring": the spring evoked by a series of three haiku: Bird’s games, water games, Children’s games. These three tables compare fragments of the classical repertoire -shakuhachi, Messiaen, Murray Shafer, Ravel, Debussy- and Landscapes compound sound."Haiku: Spring" was realized in 2016 at the studio “Metamorphoses d’Orphée“ of Musiques & Recherches and created on October 9 at the Wallonia Center Brussels of Paris, during the Ars Musica festival.
Biographies
Barry Truax is a Professor Emeritus in the School of Communication and (formerly) the School for the Contemporary Arts at Simon Fraser University where he taught courses in acoustic communication and electroacoustic composition, specializing in soundscape composition.
He has worked with the World Soundscape Project, editing its Handbook for Acoustic Ecology, and has published a book Acoustic Communication dealing with all aspects of sound and technology.As a composer, Truax is best known for his work with the PODX computer music system which he has used for tape solo works and those which combine tape with live performers or computer graphics.A selection of these pieces may be heard on the recording Sequence of Earlier Heaven, and the Compact Discs Digital Soundscapes, Pacific Rim, Song of Songs, Inside, Islands, and Twin Souls, all on the Cambridge Street Records label, as well as the double CD of the opera Powers of Two and the most recent CDs, Spirit Journies and The Elements and Beyond.
In 1991 his work, Riverrun, was awarded the Magisterium at the International Competition of Electroacoustic Music in Bourges, France, a category open only to electroacoustic composers of 20 or more years experience. He is also the recipient of one of the 1999 Awards for Teaching Excellence at Simon Fraser University.
Following his retirement from SFU (Sept. 2015), he became the Edgard Varèse Guest Professor at the Technical University in Berlin (2015-16), and Guest Composer at the 2016 BEAST Festival in Birmingham, where his multi-channel soundscape compositions have been performed, as well as at several other European festivals and ISCM 2017 in Vancouver, plus the 2018 ICMC in Korea where he was a keynote speaker.
Truax is a Founding Member of the International Confederation of Electroacoustic Music, Bourges, France, the World Forum for Acoustic Ecology, and the Canadian Electroacoustic Community (CEC) which has also appointed him an Honorary Member, and in 2024 its Patron. He is a Corresponding Editor for Organised Sound, Cambridge University Press, and in 1985 he was the conference organizer of the International Computer Music Conference held in Vancouver.www.sfu.ca/~truax
Annette Vande Gorne, founder and director of the ‘Musique & Recherches’ Centre and the ‘Metámorphoses d’Orphée’ Studios, established in 1982 in Ohain, Belgium. Organiser of the 1st Brussels International Acousmatic Music Festival in 1984 and of numerous concerts since then. She is the editor of the publication Lien.
She teaches Electroacoustic Composition at the Conservatoires of Liège, Brussels and Mons, conducting research into the spatialisation of recorded electroacoustic music. She performs in concerts in Belgium and internationally. Since 1999, she has organised an international summer course in Spatialisation and, since 1987, in Electroacoustic Composition. Her works can be heard at festivals and on radio programmes featuring recorded electronic music.
Her interests relate to: the search for energetic archetypes that underpin her work; the relationships between word, sound and meaning facilitated by electroacoustic technology; the composition of space as a musical parameter and its relationship with the other four parameters (timbre, duration, pitch and amplitude); and possible archetypes that connect these elements. Her work focuses on acousmatic musical practice, including the suite TAO and Ce qu’a vu le vent d’Est, which renews electroacoustic music’s ties with the past, with some intersections with other art forms, including theatre, dance, sculpture, etc.
Panayiotis Kokoras is an internationally award-winning composer and computer music innovator, currently Regents Professor and CEMI Director at the University of North Texas.Born in Greece (1974), he studied composition and classical guitar in Athens and later earned his MA and PhD from the University of York, UK. His concept of "Holophonic Musical Texture" focuses on sound as the primary element of form, integrating acoustic and electronic composition. Kokoras’s works have been performed in over 1,200 concerts worldwide, winning 98 awards and being selected in 350 international calls for music. He has received commissions from the Guggenheim Foundation, Fromm Music Foundation, IRCAM, and others. As Preside
nt of the International Confederation of Electroacoustic Music (ICEM), he advocates electroacoustic music globally. His research spans spatial sound, machine listening, and tactile sound. His compositions appear on 56 album compilations.More at www.panayiotiskokoras.com.
Composer João Pedro Oliveira holds the Corwin Endowed Chair in Composition for the University of California at Santa Barbara. He studied organ performance, composition and architecture in Lisbon. He completed a PhD in Music at the University of New York at Stony Brook. His music includes opera, orchestral compositions, chamber music, electroacoustic music and experimental video. He has received over 70 international prizes and awards for his works, including three Prizes at Bourges Electroacoustic Music Competition, the prestigious Magisterium Prize and Giga-Hertz Special Award, 1st Prize in Metamorphoses competition, 1st Prize in Yamaha-Visiones Sonoras Competition, 1st Prize in Musica Nova competition. He taught at Aveiro University (Portugal) and Federal University of Minas Gerais (Brazil). His publications include several articles in journals and a book on 20th century music theory.
Giovanni Crovetto (Milan, 1991) is an Italian composer and educator working in the fields of electroacoustic and algorithmic composition. He studied Composition and Music Theory at the University of Music and Performing Arts Graz and Musicology at the University of Milan. He also pursued studies in Electronic Music with Javier Torres Maldonado at the Milan Conservatory, where he is currently continuing his studies in Composition under his guidance. He is currently a PhD candidate in Composition and Musical Performance at the Conservatories of Ferrara, Pescara, Trieste, and Udine. His work explores perceptual thresholds between complexity, dramaturgy, and memory, with particular attention to listening as an artistic and human practice.
Valentin Sismann (born in 2002 in France) develops a practice that combines acousmatic composition and video. He explores the idea of expanded music, where sound and visuals are expressed in ways that are either poetic, narrative, or conceptual. His works focus on our relationship with technology, particularly recording media, which he questions and manipulates within critical or imaginary spaces.
nt of the International Confederation of Electroacoustic Music (ICEM), he advocates electroacoustic music globally. His research spans spatial sound, machine listening, and tactile sound. His compositions appear on 56 album compilations.
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