O Canto das Sementes IV




O Canto das Sementes” é um projecto que reúne 4 jovens compositores em formação ou recém formados pelas quatro instituições de ensino superior, com curso de composição em Portugal (ESMAE - Porto, ESML - Lisboa, Universidade de Aveiro e Universidade de Évora): Jeovan Barbosa, Bruna Santander, Nuno D'Eça e Aarón Esteve.

Estes artistas emergentes estão, no presente momento, a ser orientados pelo compositor Jaime Reis, para a criação de obras musicais que irão ser estreadas pelo Ensemble Orbis. Desta forma, os alunos têm a oportunidade de contactar com músicos profissionais e de excelência com um vasto reconhecimento no panorama musical internacional. Pretende-se fomentar o germinar das novas gerações de criadores através de uma plataforma que propaga a sua projecção internacional, passando estes a ter o seu repertório em contacto com um grupo internacional, que realiza concertos regulares e que procura novas peças para a sua formação instrumental.

O Ensemble Orbis estará em residência artística, em Seia, entre os dias 29 de junho e 13 de julho, onde terá a oportunidade de trabalhar em proximidade com os jovens compositores. 


Concertos
7 Julho | Casa Municipal da Cultura de Seia
8 Julho | Casa Municipal da Cultura de Seia
11 Julho | Escola Superior de Música de Lisboa
12 Julho | Escola Superior de Música de Lisboa

Ensemble Orbis
Thomas Garrigue (Flauta)
⁠Salvatore Miceli ((Saxofone)
Lisa Heute (Acordeão)
Louis Quiles (Percussão)
Rocío Cano Valiño (Eletrónica)
Demian Rudel Rey (Direção musical)



Nuno D'Eça

Inicia os seus estudos musicais aos 7 anos, no Conservatório de Música Sons e Compassos, em Sintra. Em 2015, ingressa na Universidade Lusíada de Lisboa no curso de Jazz e Música Moderna, tendo tido aula com professores como Mário Delgado, Ricardo Pinheiro e Desidério Lázaro. Terminada a sua licenciatura (2018), tem aulas particulares com Vasco Mendonça, ingressando no ano seguinte na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) no curso de Composição, onde teve aulas com Luís Tinoco e Carlos Caires. Encontra-se de momento a realizar o Mestrado em Ensino da Música na ESML, tendo aulas com Jaime Reis e Ana Seara. Destaca-se a sua peça “I’m Sorry Dave”, escolhida para integrar o festival da CIME/ICME de 2020.














Jeovan Barbosa

Jeovan da Silva Barbosa Junior nasceu a 12 de agosto de 1986, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, e reside em Portugal desde 2017. Músico, compositor, professor, produtor, realizador e artista visual, possui formação académica e experiência profissional em diversas áreas do campo da cultura e das artes do som e da imagem.

Em 2025, Jeovan Barbosa concluiu a licenciatura em Música, variante de Composição, pela Universidade de Évora, Portugal, na classe do professor Pedro Amaral. Durante a sua formação académica, foi também aluno e frequentou masterclasses com os compositores Silvio Ferraz, Carlos Marecos e Christopher Bochmann.

Conquistou o 2.º Prémio do Concurso Internacional de Composição de Leiria de 2025 — Categoria Música Erudita, com a peça linha d’água, estreada pelo Ensemble de Sopros da Associação das Filarmónicas do Concelho de Leiria a 23/02/2025, no Teatro José Lúcio da Silva, como parte da programação do III Festival Leiria Cidade Criativa da Música, sob a direção do maestro Alberto Roque (link para vídeo). Foi também distinguido com uma menção honrosa, pela composição da obra equinócio, atribuída pelo júri constituído pelo compositor Nelson Jesus, pelo maestro André Granjo e pelo major Alexandre Coelho, Chefe da Banda do Exército, no âmbito do 12.º Concurso de Composição para Orquestra de Sopros, promovido e organizado pela Fundação INATEL em parceria com a Banda Sinfónica do Exército, cuja estreia da obra teve lugar a 26/06/2025 (link para vídeo).

Atualmente, frequenta o Mestrado em Ensino de Música, na área de Composição, na Universidade de Évora, no qual desenvolve um projeto de criação relacionado com a composição de uma ópera cómica baseada numa história publicada em folheto de cordel, bem como um projeto de investigação científica sobre a relação texto-música, a partir do repertório coral luterano composto por J. S. Bach.


Bruna Santander 

"Bruna Santander (1992), compositora brasileira residente em Portugal, foi aluna de Eugénio Amorim, Nuno Peixoto e Sara Carvalho. Atualmente frequenta o último ano da Licenciatura em Música – Composição da Universidade de Aveiro, sob orientação de Isabel Soveral. A sua obra tem sido apresentada em contextos nacionais e internacionais, com estreias no Brasil, Portugal e Estados Unidos. Entre os seus trabalhos, destacam-se Três Miniaturas para Clarinete (2021), Ego(s) (2022), para duas flautas; Som do que já houve (2023), para guitarra e eletrônica; e Orosunung (2024), para quarteto vocal feminino e ensemble instrumental."


Aarón Esteve Gandia

Aarón Esteve (1997) é compositor e maestro, natural de L’Alcúdia de Crespins (Valência, Espanha). Iniciou a sua formação musical em trompete no Conservatório Profissional de Música Mestre Vert de Carcaixent, onde obteve o Prémio Extraordinário na área de Fundamentos de Composição. Posteriormente, estudou Composição no Conservatório de Música Joaquín Rodrigo de Valência, trabalhando com Voro García, Marc García Vitoria, José Luis Escrivà, Héctor Oltra e Carlos Foncuberta, ao mesmo tempo que desenvolveu estudos em Direção.

Atualmente, frequenta o mestrado em Composição no Porto. A sua atividade como compositor inclui a participação em cursos e workshops como MIXTUR e ENSEMS, onde trabalhou com compositores como Agustí Charles, Georges Aperghis, Luis Naón, Murilo Cacciatore, José Manuel López López e Joan Magrané. As suas obras foram apresentadas em diversos espaços e festivais, entre os quais o Auditorio Reina Sofía (Madrid), o Palau de la Música de València, o Espacio Turina (Sevilha), os Teatros del Canal (Madrid) e o Teatro Helena Sá e Costa (Porto).


Jaime Reis

Jaime Reis (n. 1983) é um compositor português.

Estudou Composição e Música Electroacústica com João Pedro Oliveira, Emmanuel Nunes e K. Stockhausen. Continuou os seus estudos de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa em Etnomusicologia. O pensamento musical de Jaime Reis é informado pelo seu grande interesse pela investigação em ciências naturais e pela sua permanente atenção às tradições musicais - e, de facto, espirituais - asiáticas.

Um dos seus focos é a dinâmica das formas, forças e fluxos em música. Explora percursos polifónicos espaciais através de sistemas de som imersivos em forma de cúpula.
Outra característica marcante da sua música é a presença de conceitos complexos que sustentam a construção das suas peças, muito embora não distraindo o ouvinte da sua beleza sensível. As ideias funcionam como funções ocultas que, apesar do seu rigor intelectual, geram formas musicais voluptuosas.

Jaime Reis é professor de Composição e Música Electroacústica na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) e investigador no Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa. É director artístico do Festival DME e do Lisboa Incomum, que desenvolvem uma intensa actividade de investigação e criação de música erudita contemporânea.

A sua música foi tocada em todo o mundo por ensembles e músicos como Christophe Desjardins, Pierre-Yves Artaud, Aida-Carmen Soanea, Ana Telles, ensemble Fractales, Ensemble Horizonte, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Machina Lírica, Orchestre de Flûtes Français e Aleph Gitarrenquartett.

Monika Streitová, flautista e Professora na Universidade de Évora
in jaimereis.pt; última actualização: Maio 2020


Orbis Ensemble

O Ensemble Orbis é especializado na criação musical. Orbis significa «bússola» em latim e carrega um simbolismo particularmente inspirador para o Ensemble, em busca perpétua de um ponto cardinal utópico, de uma viagem imaginária rumo a um mundo sonoro construído pelos desejos dos compositores.
Sob a direção artística e musical de Demian Rudel Rey e a coordenação artística de Rocío Cano Valiño, o conjunto dedica-se ativamente a encomendas e residências, realizando inúmeras estreias de obras de artistas vivos. O Ensemble destaca-se pela pluralidade de estéticas representadas e pelo desejo de desenvolver projetos multidisciplinares. Partindo de um instrumentário inovador: flauta, saxofone, acordeão, percussão, eletrónica e maestro, o Ensemble desenvolve uma lógica de geometria variável, multiplicando as possibilidades sonoras e integrando-se num repertório contemporâneo dinâmico e criativo. O trabalho com a eletrónica está no cerne da sua identidade sonora. O Ensemble desenvolve espetáculos com vídeo, imagem, dança e teatro, dedicando especial atenção à cenografia e à forma do espetáculo.
Sediado em Lyon, o Ensemble tem como objetivo apoiar projetos de mediação cultural e artística numa lógica de parceria com as diversas instituições do território regional, nacionais e internacionais. Financiado por Demian Rudel Rey, Rocío Cano Valiño, Lisa Heute e Louis Quiles. O conjunto conta com a orientação artística de Franck Bedrossian.
O Ensemble Orbis realizou inúmeras encomendas de vários compositores. A forte convicção de trabalhar com artistas de todo o mundo levou ao lançamento de projetos internacionais como o Festival DME (Portugal), o Rainy Days Festival (Luxemburgo) e o Delphi Theater (Alemanha), entre outros. Além disso, o conjunto desenvolve espetáculos em França em locais como o Périscope, a Embaixada da Argentina em Paris, o OPUS 24.1 Rocher de Palmer (área metropolitana de Bordéus), o Théâtre Le Dôme (Albertville) e o Théâtre de la Renaissance (Oullins), no âmbito do B!ME 2024 da GRAME…
O Ensemble Orbis e o Grame CNCM são parceiros nas temporadas de 2022/2023 e 2023/2024.
Durante 2024, 2025 e 2026, o Ensemble Orbis conta com o apoio da Caisse des Dépôts, o seu principal patrocinador.






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