Novos Sons, Novas Práticas- Ensemble DME & Conservatório de Música das Caldas da Rainha
Novos Sons, Novas Práticas
Ensemble DME & Alunos do Conservatório de Música das Caldas da Rainha
Conservatório de Música das Caldas da Rainha & Centro Cultural das Caldas da Rainha ABR-JUN 2026
O Projecto DME, em parceria com o Conservatório das Caldas da Rainha e com o Centro Cultural das Caldas da Rainha, irá desenvolver uma atividade para os alunos do Conservatório de Música das Caldas da Rainha em colaboração com o Ensemble DME, dedicada à introdução à música eletroacústica e à interpretação de música mista. O projeto consiste num conjunto de várias sessões de trabalho orientadas pelo maestro Pedro Pinto Figueiredo e pela equipa DME, culminando em dois concertos finais: no dia 12 de junho, no Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha, e no dia 13 de junho, em Lisboa.
A atividade tem início no dia 17 de abril e decorrerá ao longo dos meses seguintes, proporcionando aos alunos um primeiro contacto com a música mista, através de workshops, ensaios e prática de ensemble. O foco principal será o trabalho em torno da peça A.B.C.D. Flexible, do compositor Nuno da Rocha, para ensemble de 4 vozes flexível e eletrónica, encomendada pelo Projecto DME, e um exercício sobre a peça de Christopher Bochmann Aleafonia Concertante.
Os concertos finais contarão com o Ensemble DME (formato quinteto) sob direção do maestro Pedro Pinto Figueiredo. O resultado final refletirá o trabalho desenvolvido ao longo das várias sessões de trabalho.
Sessões
17 ABR
8 de MAI
22 de MAI
29 de MAI
11 JUN| workshop final c/ Ensemble DME
Apresentações Públicas
12 JUN, 21H30 - Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha
13 JUN, 17h00- Escola Superior de Música de Lisboa
Programa
Nuno da Rocha: A.B.C.D Flexible*
Luís Tinoco: Alepo
Lula Romero: Autonomous Realities
Julien Malaussena: Déséquilibre Ambigu
Christopher Bochmann: Improvisação Sobre Aleafonia Concertante (Arranjo Pedro Figueiredo e alunos do CCR)
* Encomenda Projecto DME
Ensemble DME:
Pedro Pinto Figueiredo (maestro)Alex Waite (Piano)
Ângela Carneiro (Violoncelo)
Beatriz Costa (Violino)
Carlos Silva (Clarinete)
Mafalda Carvalho (Flauta)
Alunos CCR:
Afonso Trindade – Trombone
Carolina Caetano – Vibrafone e Glockenspiel
Carolina Pronto – Violoncelo
Constança Oliveira – Piano
Daniel Mesquita – Trombone
Diogo Gomes – Guitarra Clássica
Eduardo Lúcio – Guitarra Clássica
Inês Sousa – Flauta Transversal
Lara Borges – Viola d’arco
Margarida Oliveira – Fagote
Martin Teixeira – Piano
Nicole Rina Shirkey – Violino
Simão Vieira – Viola d’arco
Informações de bilheteira
12 JUN, 21h30 - CCC das Caldas da Rainha
5€
Bilhetes disponíveis aqui.
13 JUN, 17h00 - Escola Superior de Música de Lisboa
Entrada gratuita
Pedro Pinto Figueiredo
Pedro Pinto Figueiredo (maestro e compositor) nasceu em Lisboa. Depois de terminar o Curso Geral de Composição da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, concluiu o bacharelato em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com o professor e compositor Christopher Bochmann. Trabalhou com o compositor Emmanuel Nunes, em Paris, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Na mesma cidade, realizou paralelamente diversos cursos no IRCAM.
Da sua produção musical, salientam-se obras como Germinal, para octeto de sopros e piano, Wake, para clarinete, Myshi, para flauta solo e Scindite, para clarinete baixo, contralto e orquestra de cordas. Teve como prioridade na sua pesquisa musical a utilização das novas tecnologias, principalmente no âmbito do tratamento do som em tempo real e da sua espacialização. Estreou em 2002 a obra Ser, para orquestra de cordas, no Festival de Música Contemporânea de Dunquerque, com a Orquestra Lírica de Paris.
Fundou a Associação Portuguesa de Compositores em 2017, sendo neste momento presidente da direcção da mesma.
Em 1997, iniciou os estudos de Direcção de Orquestra no Conservatório de Dijon, na classe do Maestro Jean-Sébastien Béreau, tendo conquistado, em 2002, a medalha de ouro do concurso de finalistas do respectivo conservatório. Trabalhou também com o Maestro Peter Rundel e Emílio Pomarico, na área da direcção de música contemporânea, e colaborou com o primeiro na gravação de Duktus e Epures de la serpen vert, bem como na ópera Das Märchen, de Emmanuel Nunes. Em 2009, estreou na Casa da Música, como maestro assistente, a obra La Douce, de Emmanuel Nunes.
Foi Maestro da Orquestra do Conservatório da Metropolitana, tendo dirigido também a Orquestra Sinfónica Juvenil e a Orquestra Jovens Músicos; foi responsável por um Estágio de Direcção de Orquestra na ESART e foi fundador e responsável pela direcção do Estágio Internacional de Orquestra de Leiria.
Tem leccionado em vários conservatórios a disciplina de Análise e Técnicas de Composição. Foi docente na Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), onde leccionou Análise e Orquestração, tendo pertencido ao seu Conselho Directivo. Actualmente é Director Pedagógico da Escola de Música Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-velha, onde dirige um Atelier de Música Contemporânea.
Em 2002, iniciou os projectos Orquestra A2M – Arquivo da Memória Musical e, em 2003, o grupo de música contemporânea Lisbon Ensemble 20/21.
Em 2003, estreia-se em Portugal com a Orquestra Filarmonia das Beiras, tendo desde então dirigido vários agrupamentos e orquestras, no pais e no estrangeiro, de que se salientam a Orquestra do Algarve, Orquestra de Câmara de Almada, a OrquestrUtópica, o Grupo de Musica Contemporânea de Lisboa, a Orquestra Gulbenkian e o Remix Ensemble Casa da Música.
Da sua produção musical, salientam-se obras como Germinal, para octeto de sopros e piano, Wake, para clarinete, Myshi, para flauta solo e Scindite, para clarinete baixo, contralto e orquestra de cordas. Teve como prioridade na sua pesquisa musical a utilização das novas tecnologias, principalmente no âmbito do tratamento do som em tempo real e da sua espacialização. Estreou em 2002 a obra Ser, para orquestra de cordas, no Festival de Música Contemporânea de Dunquerque, com a Orquestra Lírica de Paris.
Fundou a Associação Portuguesa de Compositores em 2017, sendo neste momento presidente da direcção da mesma.
Em 1997, iniciou os estudos de Direcção de Orquestra no Conservatório de Dijon, na classe do Maestro Jean-Sébastien Béreau, tendo conquistado, em 2002, a medalha de ouro do concurso de finalistas do respectivo conservatório. Trabalhou também com o Maestro Peter Rundel e Emílio Pomarico, na área da direcção de música contemporânea, e colaborou com o primeiro na gravação de Duktus e Epures de la serpen vert, bem como na ópera Das Märchen, de Emmanuel Nunes. Em 2009, estreou na Casa da Música, como maestro assistente, a obra La Douce, de Emmanuel Nunes.
Foi Maestro da Orquestra do Conservatório da Metropolitana, tendo dirigido também a Orquestra Sinfónica Juvenil e a Orquestra Jovens Músicos; foi responsável por um Estágio de Direcção de Orquestra na ESART e foi fundador e responsável pela direcção do Estágio Internacional de Orquestra de Leiria.
Tem leccionado em vários conservatórios a disciplina de Análise e Técnicas de Composição. Foi docente na Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), onde leccionou Análise e Orquestração, tendo pertencido ao seu Conselho Directivo. Actualmente é Director Pedagógico da Escola de Música Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-velha, onde dirige um Atelier de Música Contemporânea.
Em 2002, iniciou os projectos Orquestra A2M – Arquivo da Memória Musical e, em 2003, o grupo de música contemporânea Lisbon Ensemble 20/21.
Em 2003, estreia-se em Portugal com a Orquestra Filarmonia das Beiras, tendo desde então dirigido vários agrupamentos e orquestras, no pais e no estrangeiro, de que se salientam a Orquestra do Algarve, Orquestra de Câmara de Almada, a OrquestrUtópica, o Grupo de Musica Contemporânea de Lisboa, a Orquestra Gulbenkian e o Remix Ensemble Casa da Música.
O Ensemble DME foi criado em 2013 no âmbito do Projecto DME, uma iniciativa fundada pelo compositor Jaime Reis para promover a prática da música contemporânea e electroacústica. Tem trabalhado com maestros como Jean-Philippe Wurtz, Jean-Sébastien Béreau, Pedro Figueiredo, Rita Castro Blanco, Valerio Sannicandro, entre outros.
Mais recentemente, o ensemble tem realizado projectos multidisciplinares, onde se destaca a estreia do espetáculo “Geometrias do Inelidível”, de Jaime Reis, produzido pela EMSCAN em 2022, o concerto co-organizado com o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, “Esplorazioni”, dedicado à relação entre espaço e som, com o compositor e maestro italiano Valerio Sannicandro, assim como colaborações com o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em torno de Iannis Xenakis e Mieko Shiomi, uma das fundadoras do movimento Fluxus.
O ensemble já lançou oito edições fonográficas.
O ensemble tem tocado em vários palcos e festivais, incluíndo a Logos Foundation (Ghent, Bélgica), Palladium (Malmö, Sweden), digressões no Brasil (2015, 2023), Auditorio Santa María (Plasencia, Espanha), Casa da Música (Porto), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), Palácio Foz (Lisboa), o Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa), e o Loop Festival
(Bruxelas, Bélgica).
Desenvolve ainda vários projectos didáticos e pedagógicos com o intuito de se aproximar das camadas mais jovens de artistas, proporcionando experiências formativas em contexto performativo, oportunidades de criação colaborativa e contacto directo com a linguagem e estética da música contemporânea.
Nuno da Rocha
Nuno da Rocha (n. 1986) estudou Composição com Vasco Mendonça, Carlos Marecos, Luís Tinoco, Carlos Caires e António Pinho Vargas.
Em 2009, participou na “19th internationale sommerakademie 09”, na Áustria, tendo trabalhado com o compositor Nigel Osborne, com o maestro Michael Wendeberg e com o reconhecido grupo de música contemporânea klangforum wien.
Em 2010, marcou presença no “16th young composers meeting” em Apeldoorn (Holanda), com a Orquestra de ereprijs. O encontro foi dirigido pelos compositores Louis Andriessen, Richard Ayres, Martijn Padding, Jan van de Putte, Micheal Smetanin e Helena Tulve.
Encomenda para o Prémio Jovens Músicos 2012 (Antena 2/RTP) da peça obrigatória para a categoria de Canto (nível superior) – “Quatro Últimas Canções, quatro personagens a partir do romance de Vasco Graça Moura”.
Ganhou o 3.º Prémio do Concurso de Composição da SPA / RTP (Setembro 2012) com a peça “O que será do rio without John Cage?” para Orquestra Barroca. Essa peça estreada pelos Divino Sospiro (dir. Massimo Mazzeo) no Festival Jovens Músicos 2012.
Foi selecionado para o TENSO Young Composers Workshop 2014, na Bélgica. Neste workshop trabalhou com o coro Danish Radio VokalEnsemblet, com o maestro/compositor James Wood e com o compositor Leo Samama. Foi finalista do TENSO Award 2014 em Copenhaga (Dinamarca). Foi selecionado para o workshop “Composing for Voice” da rede ENOA, dirigido pelo compositor Magnus Lindberg e pela soprano Barbara Hannigan.
Deste workshop resultou a estreia da sua peça “I could not think of thee as piecèd rot” (Setembro 2014), pela Orquestra Gulbenkian e pela soprano Inês Simões, sob a direção de Magnus Lindberg.
Em Junho/Julho de 2015 participou no workshop “Opera Creation – Reflection” da rede ENOA, em Aix-en-Provence (França). Este workshop, dirigido pelo compositor Fabio Vacchi, contou com a presença de criadores de relevo internacional no mundo da Ópera, tais como Martin Crimp, Peter Sellars e Katie Mitchell.
Encomenda da peça “RESTART” para a Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian; concerto inaugural da temporada Gulbenkian 2015-16 (8 e 9 Outubro 2015). Em 2015, Nuno da Rocha foi o Jovem Compositor em Residência na Casa da Música (Porto). Em Junho de 2016 foi, um dos compositores residentes na “Song and Creation Residency”, promovido pela Academia do Festival de Aix-en-Provence (França). Durante esta residência foi estreada a sua peça “ECCE PUER”, para mezzo-soprano, barítono e piano preparado.
Em Novembro de 2016 lançou o seu primeiro álbum monográfico (“Mesmo que faça frio”), que reúne todas as suas obras para vozes brancas. Foi um dos compositores nomeados para o TOTEM (Théâtre Opéra Texte et Écriture musicale) 2017-18, organizado pelo Festival d’Avignon (França), onde trabalhou em dois novos projetos de ópera com o reconhecido grupo de música contemporânea ASKO|Schönberg (Holanda).
Em 2018 estreou a sua peça “RECORDED CONCERTO” – Concerto for Recorder and Baroque Orchestra – no Festival Jovens Músicos 2019. O flautista António Carrilho foi o solista, acompanhado pela orquestra barroca Divino Sospiro, dirigidos pelo maestro Massimo Mazzeo.
No ano seguinte, foi lançado o seu segundo álbum monográfico (“O que será do rio”) com todas as suas obras para orquestra barroca (Divino Sospiro, Massimo Mazzeo – editora mpmp). Este trabalho teve o apoio da fundação GDA.
Nesse mesmo ano, a sua peça “RESTART” recebeu o 1.º Prémio do Concurso de Composição da Arts Society – London.
Em Janeiro de 2020 foi estreada a sua peça “INFERNO”, para Coro, Orquestra e Multi-instrumentista. A obra foi uma encomenda da Fundação Calouste Gulbenkian e da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Nuno da Rocha é doutorando em Composição pela Royal Academy of Music, Londres- – 2018-2022.
Luís Tinoco [n. Lisboa, 1969] licenciou-se na Escola Superior de Música de Lisboa. Mais tarde, no Reino Unido, concluiu um mestrado em composição na Royal Academy of Music, em Londres, e um doutoramento em investigação musical na Universidade de York.
Desde 2000, trabalha como autor e produtor freelancer de programas de rádio de música contemporânea para a Antena 2/RTP. Nesta mesma rádio, Tinoco é o diretor artístico do Prémio e Festival Jovens Músicos.
Ensina também na Escola Superior de Música de Lisboa.
O catálogo de Tinoco inclui obras vocais e cénicas como “Search Songs” (2007) – para soprano e orquestra, com textos de Alexander Search; “From the Depth of Distance” (2008) – para soprano e orquestra, com textos de Walt Whitman e Álvaro de Campos; “Evil Machines” (2008), um projeto de teatro musical com libreto e direção de palco do Monty Python Terry Jones; “Paint Me” (2010), uma ópera de câmara com libreto de Stephen Plaice e direção de palco de Rui Horta; “Wanderings of a Solitary Dreamer” (2011), uma cantata com texto de Almeida Faria; “Lídia” (2014), um ballet com coreografia de Paulo Ribeiro; e “Work Songs”, para voz e orquestra - escrita para a cantora brasileira Lívia Nestrovski.
As obras orquestrais incluem “Cercle Intérieur” (2012), estreada pela Radio France Philharmonic na Cité de La Musique; “Concerto para Trompa” (2013), estreado por Abel Pereira no 45º Simpósio Internacional de Trompa (Memphis, EUA); “Frisland” (2014) – estreada pela Orquestra Sinfónica de Seattle no Benaroya Hall; “Incipit” (2015) estreado pela Orquestra Sinfónica Brasileira em junho de 2015 (Rio de Janeiro); “The Blue Voice of The Water“, obra co-encomendada pela Orquestra Gulbenkian e Orquestra Sinfónica de São Paulo (2015), “Concerto para Violoncelo”, estreada por Filipe Quaresma e pela Sinfónica Portuguesa; "Entre Silêncios - Concerto para Clarinete", estreada por Horácio Ferreira e Orquestra Gulbenkian; “Kokyuu - Concerto para Saxofone”, estreado por João Pedro Silva e Orquestra Metropolitana de Lisboa; e “Concerto para Acordeão”, estreado por João Barradas e Orquestra Metropolitana de Lisboa.
De 2016 a 2018 Luís Tinoco foi Compositor Residente do Teatro de São Carlos – Ópera Nacional Portuguesa. Em 2017 foi Artista Associado da Casa da Música (Porto).
A música de Tinoco está disponível em CDs comerciais gravados com a Orquestra Gulbenkian (Naxos) e o Ensemble Lontano (Lorelt). Em 2018, a editora Odradek lançou um CD com gravações em estreia mundial de música orquestral de Tinoco, com atuações da Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica da Casa da Música, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Sinfónica de Seattle e o violoncelista Filipe Quaresma como solista. Mais recentemente, também pela Odradek, Tinoco lançou "Archipelago" - um álbum inteiramente dedicado às suas obras de percussão, interpretado pelos Drumming GP. "Archipelago" foi galardoado com o "Prémio Play" de melhor álbum de música clássica do ano de 2020.
Em 2022, a Artway Next lançou "Aleppo e outros silêncios", com obras de câmara de Tinoco escritas entre 1998 e 2021. Este álbum foi galardoado com o prémio "Sociedade Portuguesa de Autores" para melhor álbum de música clássica do ano.
Em 2016, Luís Tinoco foi nomeado Associado da Royal Academy of Music (ARAM) e em 2019 Tinoco foi agraciado com o Prémio DSCH - Shostakovich Ensemble 2019 para Compositores.
Em 2024 foi agraciado com o "Prémio Pessoa", uma prestigiada distinção que reconhece a atividade de relevo de personalidades portuguesas no âmbito cultural e científico do país.
A sua música é publicada pela Artway Editions e pela University of York Music Press.
Lula Romero
Lula Romero é compositora de música instrumental e electroacústica, radicada em Berlim. É licenciada em Composição, Piano e História da Arte. Concluiu o Mestrado em Composição no Royal Conservatoire de Haia, tendo estudado com Gilius van Bergeijk e Cornelis de Bondt, e, em 2021, terminou o Doutoramento Artístico na Doktoratsschule da Kunstuniversität Graz na Áustria, com a classificação máxima summa cum laude, sob a orientação de Clemens Gadenstätter e da Dra. Christa Brüstle.
Em 2019, o Deutscher Musikrat produziu o seu CD monográfico na coleção zeitgenössische Musik (WERGO). Foi distinguida com o GIGA-HERTZ Production Prize 2014 for Electronic Music, atribuído pelo ZKM e pelo SWR Experimentalstudio, bem como com as Bolsas de Composição (Kompositionsstipendium) de 2024, 2015 e 2012, e com o Prémio de Composição Berlim-Rheinsberg de 2011, ambos atribuídos pelo Departamento de Cultura de Berlim. Foi igualmente galardoada com o Prémio de Composição CDMC 2008 do Ministério da Cultura de Espanha e recebeu uma Menção Honrosa no Prémio Fundação Autor – CDMC 2010.
As suas obras foram interpretadas por diversos agrupamentos de música contemporânea, incluindo a Orquestra Sinfónica da SWR, o KNM Berlin, o Vertixe Sonora Ensemble, o Duo Hellqvist/Amaral, o Nieuw Ensemble, o Kairos Quartett, o Zafraan Ensemble e o RadaR Ensemble. A sua música foi apresentada em festivais internacionais de referência, como o Donaueschinger Musiktage (2020 e 2022), o MATA (Nova Iorque), o SPOR (Aarhus), o Mixtur (Barcelona) e o Sonification Festival (Berlim).
Desde 2023, Romero integra o grupo instrumental suíço Ensemble Orbiter, onde actua como intérprete de sintetizador modular e electrónica.
Julien Malaussena
Julien Malaussena considera que o prisma da sua composição é a energia sonora — não o timbre nem o tempo; não a dinâmica, a altura ou o espaço sonoro, mas antes um elemento que atravessa todos estes parâmetros, menos palpável e menos quantificável. Ao criar um conjunto de entidades que incorporam diferentes estados dessa energia, concentra-se na direcionalidade — ou na ausência dela — inerente a cada entidade. Com base nesta concepção de direcionalidade, articula essas entidades e as relações entre elas numa forma musical em que estas interagem, quer através de uma estrutura dialéctica de tensão e resolução, quer através de um sistema gerado por subtis gradações de tensão. O seu trabalho mais recente tem incidido na investigação da relação entre a forma (esta dialéctica) e o material (as entidades sonoras articuladas).
Julien Malaussena estudou composição com Jean-Luc Hervé e orquestração com Pierre Farago. Frequentou ainda cursos de composição electroacústica e assistida por computador na classe de Yan Maresz, programação em MaxMSP com Tom Mays e engenharia de som com François Latry. Paralelamente aos seus estudos de composição, concluiu um mestrado em Musicologia, especializando-se na análise das linguagens musicais contemporâneas, sob a orientação de Ivanka Stoianova.
Após concluir a sua formação académica, foi particularmente influenciado pelo ensino de Chaya Czernowin e Pierluigi Billone. Participou també
m em masterclasses orientadas por Brian Ferneyhough, Raphaël Cendo, Alberto Posadas, Antoine Beuger, Dmitri Kourliandski, Georges Aperghis, Mark Andre, Beat Furrer, Franck Bedrossian, Rebecca Saunders e Ming Tsao. Foi seleccionado para o programa Voix Nouvelles da Fondation Royaumont, para a Composers Academy in Tchaikovsky City, para o Etchings Festival, para a Schloss Solitude SummerAcademy, para o Festival Tzlil Meudcan e para o Festival Sirga.
m em masterclasses orientadas por Brian Ferneyhough, Raphaël Cendo, Alberto Posadas, Antoine Beuger, Dmitri Kourliandski, Georges Aperghis, Mark Andre, Beat Furrer, Franck Bedrossian, Rebecca Saunders e Ming Tsao. Foi seleccionado para o programa Voix Nouvelles da Fondation Royaumont, para a Composers Academy in Tchaikovsky City, para o Etchings Festival, para a Schloss Solitude SummerAcademy, para o Festival Tzlil Meudcan e para o Festival Sirga.
As suas obras foram já interpretadas por agrupamentos como Court-Circuit, Xasax, Les Cris de Paris, 2E2M, L’Imaginaire, Nikel, Moscow Contemporary Music Ensemble, Ecce Ensemble, Les Solistes du Balcon, Ensemble Interface, Ensemble SurPlus e Duo XAMP (acordeões microtonais). A sua música foi apresentada em França, Israel, Suíça, Bélgica, Alemanha, Rússia, Áustria, Brasil, Estados Unidos da América, Turquia e Espanha.
Christopher Bochmann
Christopher Bochmann nasceu a 8 de Novembro de 1950. Cantou no coro de St. George’s Chapel, Castelo de Windsor, e depois continuou os estudos a Radley College. Estudou particularmente com Nadia Boulanger a Paris antes de entrar para New College, Universidade de Oxford, onde trabalhou com David Lumsden, Kenneth Leighton e Robert Sherlaw Johnson. Foi também aluno de Richard Rodney Bennett em Londres.
Leccionou na Inglaterra e no Brasil, e desde 1980 vive e trabalha em Lisboa, Portugal. Leccionou no Instituto Gregoriano de Lisboa, no Conservatório Nacional e na Universidade Nova. Foi professor da Escola Superior de Música de Lisboa de 1984 a 2006, tendo coordenado o curso de composição durante quase 20 anos e da qual foi Director de 1995 a 2001. Atualmente é Professor Catedrático da Universidade de Évora, tendo sido Diretor da Escola de Artes desta Universidade de 2009 a 2017.
Desde 1984, é Maestro Titular da Orquestra Sinfónica Juvenil com quem já dirigiu mais de 500 concertos, cobrindo a maior parte do reportório clássico para orquestra e muitas obras também do barroco, do romantismo e dos séculos XX e XXI. Ao longo dos anos, tem estreado várias obras suas com a orquestra, incluindo a gravação de três CD.
Como compositor, ganhou vários importantes prémios, entre outros o Prémio Lili Boulanger (duas vezes) e o Clements Memorial Prize. Em 1999, foi-lhe atribuído o grau de Doctor of Music, pela Universidade de Oxford.
As suas obras incluem música para quase todos os géneros, com uma predilecção especial para a música de câmara. O seu estilo musical tem passado por uma fase de considerável complexidade e tem experimentado muitas técnicas aleatórias. Em anos mais recentes, as suas obras simplificaram-se bastante, assim obedecendo a um aspecto da tendência pós-modernista sem recurso a neo-tonalidades.
Na sua música vocal, interessa-se especialmente pela exploração de aspectos tanto fonéticos como semânticos do texto. Toda a sua música demonstra uma preocupação com a relatividade dos critérios com que ouvimos e apreciamos o som. Para além de uma vasta lista de obras originais, tem realizado muitos arranjos e orquestrações.
Em 2004, foi condecorado com a Madalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura e em 2005 foi condecorado pela Rainha da Inglaterra com a distinção O. B. E. (Officer of the Order of the British Empire).








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