Pensar a Música Hoje | Ensemble DME










Pensar a Música Hoje

30 JAN - 2FEV 
GOETHE INSTITUT LISBOA & FUNDAÇÃO DE SERRALVES


Numa colaboração da Arte no Tempo com o Projecto DME,  de 30 de janeiro a 2 de fevereiro, iremos receber programadores de diferentes países e instituições para reflectirmos sobre a programação de música contemporânea.

O evento abre no dia 30 de Janeiro, com um encontro informal no Lisboa Incomum. No dia seguinte, 31 de Janeiro, encontramo-nos no Goethe Institut, pelas 14h30, para a partilha de diferentes pontos de vista e diferentes práticas em programação. À noite, também no Goethe Institut, assistimos a um concerto pelo Ensemble DME (21h00).

No dia seguinte, o encontro decorre no Porto, antes de um concerto pelo ars ad hoc, no Auditório de Serralves (1 de Fevereiro, 18h00).

Uma reflexão final conclui o encontro “Pensar a música hoje”, na manhã de 2 de Fevereiro, na Fundação de Serralves.

Este encontro é possível graças a um apoio a projectos - internacionalização da Direcção-Geral das Artes.


Programa

30 de janeiro | 18h | Lisboa Incomum – Cocktail de boas-vindas

31 de janeiro | 14h30-18h30 | Goethe-Institut Lisboa Diálogos sobre programação de música contemporânea

31 de janeiro | 21h00 | Goethe-Institut Lisboa Concerto Ensemble DME

1 de fevereiro | 18h00 | Museu de Serralves Concerto ars ad hoc

2 de fevereiro | 10h00 | Museu de Serralves – Reflexão final


Os eventos no Goethe Institut têm entrada livre, mediante reserva por email para lisboaincomum@gmail.com.

Apenas as atividades dos dias 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro são abertas ao público.


Dia  31 de janeiro (sábado) - Goethe Institut Lisboa

  • 14h30 - Painel - Diálogos sobre programação de música contemporânea
Convidados

- Anna Berit Asp Christensen | SPOR (DK)

- Johan Tallgren | Time of Music (FI)

- Sandro Gorli Rondó Ensemble Divertimento (IT)

- Eva Maria Müller | Klangspuren Schwaz (AT) 

- Ute Pinter | Open Music & Impuls (AT)

- Enrique Muñoz & Alejandro Moreno | AMCC / COMA (SP)

- Ramón Souto | Vertixe Sonora (SP)


Programa

14h30 - Sessão de abertura
14h45 - António Jorge Pacheco 
15h - Anna Berit Asp Christensen (SPOR)
15h15 - Johan Tallgren (Time of Music festival)
15h30 - Sandro Gorli (Rondó / Divertimento Ensemble)
15h45 - Breve discussão
16h10 - Pausa
16h30 - Eva Maria Müller (Klangspuren Schwaz)
16h45 - Ute Pinter (Impuls / Open Music)
17h - Enrique Muñoz & Alejandro Moreno (AMCC / COMA festival)
17h15 - Ramón Souto (Vertixe Sonora)
17h30 - Breve discussão
18h - Momento final/ encerramento do painel 


António Jorge Pacheco 

Figura de destaque na vida musical europeia. Foi diretor artístico da Casa da Música, no Porto, de 2009 a março de 2025, transformando-a numa das salas de concerto mais respeitadas e inovadoras da Europa. Sob a sua liderança, a Casa da Música encomendou mais de 260 novas obras a 121 compositores e estabeleceu parcerias com compositores, músicos, salas de concerto e festivais de renome.

Pacheco foi membro ativo da Réseau Varèse, promovendo música nova e compositores emergentes em toda a Europa, e foi membro do Conselho de Administração da European Concert Hall Organisation (ECHO), onde partilhou iniciativas artísticas entre as principais salas de concerto europeias.

Pacheco foi membro do júri do Festival de Música da Bienal de Veneza I 2007. Em 2014, a República Francesa concedeu-lhe o título de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres. Recentemente, foi palestrante convidado em eventos musicais internacionais, como o Festival Grafenegg, onde apresentou o seu ensaio «Contemporary Music: the lost innocence?». 


Anna Berit Asp Christensen | SPOR FESTIVAL

O SPOR Festival é uma vibrante celebração da música contemporânea e das artes experimentais, fundado em 2005 e sediado em Aarhus. Reúne compositores, intérpretes e artistas interdisciplinares de todo o mundo, de modo a apresentar novas obras, estreias e performances específicas para cada local, que desafiam as fronteiras entre o som, o movimento e a prática visual. Com concertos intimistas, palestras, workshops e eventos noturnos, o SPOR Festival promove o intercâmbio artístico e o envolvimento do público. Defendendo a curiosidade e a assunção de riscos, o festival oferece novas perspetivas e momentos memoráveis que permanecem muito depois da última nota.

sporfestival.dk


Johan Tallgren | Time of Music

O festival Time of Music (Musiikin aika) é organizado pela associação Viitasaaren Kesäakatemia Ry, no início de julho de cada ano, em Viitasaari, na Finlândia. Fundado em 1982, o Time of Music concentra-se na música contemporânea de vanguarda e recebe anualmente os compositores e artistas mais importantes da área, ganhando reputação internacional como um evento corajoso, inovador e que rompe barreiras. A sua localização exótica e remota na pequena cidade, junto ao lago, causou um entusiasmo entre os visitantes que não pode ser comparado a nenhum outro festival. «O espírito de Viitasaari» é uma expressão conhecida que se espalhou pelos países mais ativos na música contemporânea.

O Time of Music oferece cursos e workshops de verão e, por isso, é um importante ponto de encontro para profissionais da música e estudantes da Finlândia e do estrangeiro. O festival oferece não só concertos, mas também reuniões, palestras e apresentações.

Em 2009, a Finland Festivals escolheu o Time of Music como o Festival do Ano.

O diretor artístico do festival Time of Music é o compositor Johan Tallgren, o quinto diretor artístico na história do festival, depois dos compositores Jukka Tiensuu, Jarmo Sermilä, Tapio Tuomela e Perttu Haapanen.

musiikinaika.org


Sandro Gorli | Rondó - Divertimento Ensemble

O Divertimento Ensemble foi fundado em 1977, em Milão, contando agora com mais de 1000 concertos internacionais e 19 CDs no seu currículo. O compositor Sandro Gorli é o maestro e diretor artístico do conjunto desde a sua criação. Mais de cem compositores dedicaram novas composições ao Divertimento Ensemble. Estas obras, e muitas outras, ajudaram a consolidar um dos repertórios mais inclusivos e atualizados de música nova, tanto italiana como internacional.

O conjunto organiza anualmente, em Milão, a temporada de concertos Rondó, inteiramente dedicada à música contemporânea.

Através da sua academia – IDEA International Divertimento Ensemble Academy – o grupo promove a criatividade e a educação de jovens músicos, realizando encomendas de novas obras a jovens compositores, ministrando cursos de repertório contemporâneo, concursos nacionais e internacionais de composição, workshops e masterclasses para jovens compositores, masterclasses de interpretação instrumental e vocal de música nova e workshops de música para crianças.

divertimentoensemble.it


Eva Maria Müller | Klangspuren Schwaz  

O Klangspuren Schwaz, festival tirolês de música contemporânea, foi fundado em 1993 por Thomas Larcher, Maria-Luise Mayr e Anton Hütter, e desde então tornou-se o maior e mais bem-sucedido festival de música contemporânea da Áustria Ocidental. O conceito original — oferecer à música contemporânea da Áustria Ocidental, uma plataforma profissional e em constante crescimento, ao mesmo tempo que honra as suas origens e o seu caráter inovador — permanece a base da sua programação. 

Além disso, o Klangspuren emprega, facilita e apoia jovens compositores e intérpretes, tanto ao nível local quanto internacional. Isso é alcançado principalmente por meio da sua integração sistemática à programação de concertos, da encomenda de novas obras e do desenvolvimento de novos projetos. Uma prioridade fundamental sempre foi, e continua a ser, a integração de projectos de educação musical para crianças e jovens à programação do festival.  

O festival, que acontece anualmente em setembro, tem a curadoria do músico e curador holandês Marco Blaauw desde 2026. Entre os diretores artísticos anteriores estão Christoph Dienz (com Clara Iannotta em 2022 e Eva Reiter em 2024), Reinhard Kager, Matthias Osterwold, Peter Paul Kainrath e o fundador do festival, Thomas Larcher.


Ute Pinter | Open Music & Impuls

«open music» - uma série de concertos de música contemporânea.

A open music, fundada no início dos anos 90 e posteriormente desenvolvida e dirigida por Ute Pinter desde 2000, dedica-se à comunicação da “música atual”: seja ela composta ou improvisada, música clássica contemporânea ou jazz avançado, música acústica ou eletrónica, ... ou quaisquer outras produções que ultrapassem as rígidas fronteiras estéticas, estilísticas e de género.

A open music promove e inicia projetos que enriquecem a música com outras formas artísticas (como cinema/vídeo, artes plásticas, elementos performativos/teatrais...), incentiva experiências e apoia também jovens artistas em ascensão.

A «open music» garante a máxima qualidade e continuidade no meio da quantidade e diversidade.

A «open music» decorre em diferentes locais em Graz, Áustria, tais como Stockwerk, tube´s, MUMUTH, MUWA, Akademie Graz, ARTist´s, igrejas e outros locais, também para além dos palcos tradicionais.

A música atual caracteriza o perfil da série de concertos «open music», sediada em Graz – «atual» em parte no sentido de projetos lançados, especificamente concebidos ou encomendados pela «open music», muitas vezes «atual» tanto em relação às peças, projectos e formações reais a serem experimentados pela primeira vez em Graz, “atual” também, e não menos importante, no seu “conteúdo” geral, que frequentemente é desenvolvido no sentido de ser produções intergéneros (seja através da inclusão do performativo ou do visual, por exemplo), ou que muitas vezes procura sobreposições e interfaces entre diferentes géneros musicais, composição e improvisação, acústica e eletrónica, entre outros.

openmusic.at


Enrique Muñoz & Alejandro Moreno | AMCC / COMA

Fundada em 1998, a Asociación Madrileña de Compositores y Compositoras (AMCC) é um pilar fundamental da música contemporânea em Espanha. Nascida da necessidade de unir os criadores da Comunidade de Madrid, a associação protege os direitos autorais e promove um ambiente colaborativo para uma profissão que muitas vezes é solitária.

Hoje, a AMCC é o coletivo mais influente do seu género em Espanha, representando mais de 130 membros, incluindo vencedores do Prémio Nacional de Música. O seu projeto emblemático é o Festival COMA, uma vitrine internacional para a criação contemporânea que já contou com mais de 25 edições. Além do festival, a AMCC organiza conferências profissionais (Jornadas Profesionales) e os Premios AMCC, que homenageiam a excelência na investigação, performance e divulgação de música nova. Ao colmatar a lacuna entre mestres veteranos e talentos emergentes, a AMCC garante que a tradição musical «cultivada» continue a evoluir e a ressoar no vibrante panorama cultural de Madrid.

amcc.es


Ramón Souto | Vertixe Sonora

Desde o seu surgimento, em 2011, a Vertixe Sonora consolidou-se como uma voz de destaque no panorama musical contemporâneo europeu. Uma oportunidade única para vivenciar em primeira mão a música do nosso tempo, conta com uma extensa rede de colaboradores dedicados a promover a evolução do pensamento, da investigação e da criatividade sonora.

Aberta à discussão e ao intercâmbio, a Vertixe Sonora tem experimentado todos os tipos de formatos, desenvolvendo iniciativas musicais desafiadoras e em constante evolução. Arte sonora, teatro musical, ópera, dança, produções de música de câmara e grandes conjuntos estão na vanguarda da inovação artística, impulsionados por energia e determinação. Quinze anos de projetos ousados em festivais de renome e locais de prestígio em todo o mundo, e um historial apoiado por mais de 300 estreias mundiais de 220 compositores em 46 países. Vertixe Sonora é membro da Sociedade Internacional de Música Contemporânea (ISCM).

vertixesonora.gal


  • 21h00 - Concerto Ensemble DME       

Programa

Pedro Carneiro - maestro
Alex Waite - piano
Ângela Carneiro - violoncelo
Beatriz Costa - violino
Carlos Silva - clarinete
Mafalda Carvalho - flauta
Trevor McTait - viola
Suse Ribeiro - desenho de som
Carolina Néu - assistência técnica


Notas de Programa

Mariana VieiraRetracement - 9'

Retracement (2021) para ensemble e electrónica foi construída a partir de curtos fragmentos de uma improvisação feita com um sintetizador modular, que constitui a base da parte electroacústica da peça. Estes sons estiveram na génese da escrita instrumental, que se interliga gestualmente com os sons electrónicos.


Carlos CairesPropagation - 9’

O processo de composição de Propagation foi intermitente, com vários começos e interrupções, tendo sido finalizado em 2022. Os sucessivos adiamentos da estreia, desmarcada e reagendada por causa da situação pandémica, foram, em boa medida, uma das causas desta "relutância" em concluir a peça. 

Propagation é, no seu processo de elaboração, mas também no seu conteúdo musical, fortemente influenciada pela ideia da pandemia, do contágio, da propagação. A forma da peça inspira-se nos gráficos da evolução pandémica que nos habituámos a ver, dia após dia, nos noticiários desde o início de 2020. A eletrónica é impositiva, "interfere" constantemente com os instrumentos (flauta, clarinete, violino, violoncelo e piano), interrompendo-os, mudando o seu discurso e impondo o seu ritmo, a sua cadência. Mesmo no final da obra, quando tudo parece serenar e os instrumentos parecem vencer, a eletrónica mostra que ainda está à espreita...


Jaime Reis: Sangue Inverso  Inverso Sangue (II & III) - 4' + 5'

Esta peça foi escrita para um conjunto de sete músicos. Sangue Inverso está estruturada em sete andamentos e, de forma simétrica, o mesmo acontece com Inverso Sangue. Sangue Inverso – Inverso Sangue integra os sete andamentos de Sangue Inverso e os sete andamentos de Inverso Sangue.
Cada andamento de Sangue Inverso ou Inverso Sangue pode ser executado individualmente. Sangue Inverso – Inverso Sangue implica que o andamento I de Sangue Inverso deve ser executado com o andamento I de Inverso Sangue, e assim por diante. Quando as peças são sobrepostas, embora sejam adoptados tempi diferentes em cada peça, há momentos específicos em que elas se coordenam e sincronizam.

Esta estrutura, que configura uma construção simultaneamente simples - num sentido - e também complexa. Trata das ligações entre o singular e o colectivo ou, mais precisamente, da permanência e do papel do indivíduo, por mais integrado que esteja no colectivo. Em qualquer construção humana harmoniosa, as sobreposições e a interdependência aumentam o significado de cada entidade singular, de cada identidade distinta, de cada idios – de forma alguma diminuem a sua importância.
Subjacentes a essas características estruturais e semânticas, Sangue Inverso – Inverso Sangue remete ainda para o conceito central do tempo. Embora, em última análise, conote a eternidade, o tempo nesta peça é experienciado a partir de noções como: durações absolutas e aquelas que dependem do intérprete, modulações de tempo e dentro de tempi, contrações e expansões rítmicas, todas elas influenciando as percepções de fluxos entrelaçados causados por – ou reflectidos em – altura, tempo, timbre ou texturas.
Os títulos de cada andamento são tão reveladores quanto a estrutura da peça em si mesma. Cada um deles leva o nome de um elemento simbólico que, de forma sinestésica, evoca uma riqueza de referências – cores e sensações, valores e vibrações, ideias e ideais.

Este programa compreende os segundo e terceiro andamentos de Sangue Inverso – Inverso Sangue que, nesta performance dos andamentos II e III, aludem à ametista, granito, obsidiana e cinábrio.
Em suma, a complexidade das «células» musicais e as relações entre as «células» entrelaçadas para elaborar a peça são a base sobre a qual surge uma construção simbólica, semântica e, de facto, significativa: a partir de padrões novos, surgem novos caminhos, a partir de novas matrizes, surgem novas revelações...

Texto adaptado de: Reis, J. (2020). CD: Solo and Chamber Works; ensemble Fractales, Ana Telles, Aleph Guitar Quartet. Munich: NEOS.


Hèctor Parra: Stress Tensor (19')

No catálogo de obras do compositor catalão, Stress Tensor (2009) surge como o sucessor lógico e imediato da sua «ópera projetiva» Hypermusic Prologue (2009), que foi criada em colaboração com a física de Harvard Lisa Randall. Em ambas as obras, teorias modernas sobre física funcionam como o seu motor temático. O título Stress Tensor refere-se diretamente ao objeto matemático da teoria geral da relatividade de Einstein, de 1915, que descreve o fluxo de energia e impulso que é a fonte do campo gravitacional.

O significado plástico e emergente desta curvatura incentivou Parra a formalizar uma estrutura musical conceptual e sensível, sem qualquer relação com cálculos tensoriais. Esta estrutura reúne elementos acústicos (matéria/energia) — que são, de facto, expressivos por si mesmos — numa superestrutura acústica complexa que gera novas características musicais de acordo com o paradigma do campo gravitacional como um continuum espaço-temporal distorcido. 

Nas palavras do próprio compositor, ouve-se «inicialmente apenas ilhas fragmentárias contrastantes de som que são, na verdade, amplamente dispersas, mas, no entanto, quando consideradas isoladamente, completamente desenvolvidas. Nesta altura, as ligações mais profundas entre elas não se revelam. O que se segue é o desdobramento de uma complexa rede de relações significativas entre as várias texturas, entrelaçadas num continuum musical de acordo com uma polifonia rigorosa; a peça ganha energia, muda de forma e desenvolve-se até à coalescência final dos materiais inicialmente heterogéneos. 

Reconhecer este «espaço sonoro global», caracterizado sobretudo pela estrutura das suas vibrações (oscilações rápidas no timbre e na dinâmica), altera a forma como percebemos o material sonoro que ouvimos inicialmente e transporta-nos para um mundo primitivo e misterioso que se revela a partir das primeiras impressões. Este mundo, este continuum espaço-temporal acústico, ganha assim uma amplitude e profundidade que apela aos nossos sentidos durante a receção estética da estrutura e torna possível a apreciação da beleza arquitetónica, uma característica comum à Arte e à Ciência.

José Luis Besada, 2012


Biografias

© Sofia Nunes

Mariana Vieira

Mariana Vieira (Sintra, 1997) completou a licenciatura em composição e o mestrado em ensino de música na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), sob orientação de Jaime Reis.

O seu catálogo inclui música acusmática, mista e instrumental, para formações de música de câmara, ensemble, orquestra e a solo, bem como obras didácticas.

A sua música foi apresentada em festivais como Young Euro Classic e BachFest (Alemanha), L’Espace du Son (Bélgica), Crossroads e Echoes Around Me (Áustria), Monaco Electroacoustique (Mónaco), Aveiro_Síntese e Música Viva (Portugal).

Foi premiada com o “European Composer Award” (Alemanha), em 2017, com a sua peça Raiz, escrita para a Jovem Orquestra Portuguesa (JOP), o “Electronic Music Composition Contest” da revista Musicworks (Canadá), em 2021, e o concurso “Young Lion*ess of Acousmatic Music”, promovido pelo “The Acousmatic Project” (Áustria), em 2022.

Além da sua produção composicional, tem trabalhado em estruturas artísticas como o Projecto DME, o espaço Lisboa Incomum e a associação EMSCAN.

Enquanto bolseira da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, frequenta actualmente o Doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento (especialização em Composição), na FBAUL (Universidade de Lisboa), em colaboração com o IPL/ESML, sob a orientação de Carlos Caires e de António Sousa Dias. É Professora Assistente Convidada na Escola de Artes da Universidade de Évora desde 2025.

mariana-vieira.net


© Sofia Nunes

Jaime Reis

Jaime Reis (n. 1983) é um compositor português.

Estudou Composição e Música Electroacústica com João Pedro Oliveira, Emmanuel Nunes e K. Stockhausen. Continuou os seus estudos de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa em Etnomusicologia.

O pensamento musical de Jaime Reis é informado pelo seu grande interesse pela investigação em ciências naturais e pela sua permanente atenção às tradições musicais - e, de facto, espirituais - asiáticas.

Um dos seus focos é a dinâmica das formas, forças e fluxos em música. Explora percursos polifónicos espaciais através de sistemas de som imersivos em forma de cúpula.

Outra característica marcante da sua música é a presença de conceitos complexos que sustentam a construção das suas peças, muito embora não distraindo o ouvinte da sua beleza sensível. As ideias funcionam como funções ocultas que, apesar do seu rigor intelectual, geram formas musicais voluptuosas.

Jaime Reis é professor de Composição e Música Electroacústica na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) e investigador no Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa. É director artístico do Festival DME e do Lisboa Incomum, que desenvolvem uma intensa actividade de investigação e criação de música erudita contemporânea.

A sua música foi tocada em todo o mundo por ensembles e músicos como Christophe Desjardins, Pierre-Yves Artaud, Aida-Carmen Soanea, Ana Telles, ensemble Fractales, Ensemble Horizonte, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Machina Lírica, Orchestre de Flûtes Français e Aleph Gitarrenquartett.

Bio. redigida por Monika Streitová; retirada de jaimereis.pt; última actualização: Maio 2020. Monika Streitová, flautista e Professora na Universidade de Évora


Jorge Carmona ©2024
Carlos Caires

Carlos Caires (n. 1968) é um compositor português de música para instrumentos solo, grupos de câmara, orquestra média e grande. 

A maioria das suas obras inclui eletrónica. Formou-se em composição pela Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), tendo estudado com Constança Capdeville e Christopher Bochmann (composição), e com António de Sousa Dias (música eletroacústica). Mais tarde, obteve uma Maîtrise (1999), um Diplôme d’Études Approfondies (mestrado, 2000) e um doutoramento (2006, como bolseiro 
financiado pela FCT) pela Universidade de Paris 8, sob a orientação de Horacio Vaggione.

Caires iniciou a sua carreira docente no Conservatório Regional de Setúbal e no Conservatório Nacional de Música (1988-1991), antes de integrar o corpo docente da ESML, em 1992. Paralelamente à composição, prosseguiu estudos em direção coral e orquestral, frequentando vários cursos de verão em Portugal e no estrangeiro. Codirigiu o Coro da Juventude Musical Portuguesa com o maestro Paulo Lourenço e, mais tarde, foi cofundador e comaestro do Coro Ricercare, até 1998. A sua música foi apresentada em festivais em Portugal, bem como em vários países europeus, nos Estados Unidos da América e na China.

São várias as instituições e agrupamentos que têm dirigido encomendas a Carlos Caires, entre elas a Fundação Calouste Gulbenkian – ACARTE, Borealis Ensemble, Câmara Municipal de Almada, Fundação Casa da Música, Centro Cultural de Belém, Orchestra Sinfonica Nazionale della RAI/Centro Tempo Reale, Festival Aveiro-Síntese, Expo’98, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Lisbon Ensemble XX/XXI, Miso Music Portugal, Companhia Nacional de Bailado e RTP/Antena 2.

Entre os galardões de composição que recebeu, destacam-se o Prémio Joly Braga Santos (1995) pela peça Al Niente, o Prémio Cláudio Carneyro (1996) por Wordpainting e o Prémio ACARTE (1998, partilhado com João Madureira) por Retábulo-Melodrama. A sua produção inclui ainda bandas sonoras e design sonoro para vários filmes de animação independentes. Nas últimas duas décadas, tem estado envolvido no desenvolvimento de software especializado para música eletroacústica e composição assistida por computador. Um dos seus projetos mais significativos é o IRIN, um software de micromontagem sonora que começou a desenvolver durante a sua investigação de doutoramento no CICM (Centro de Investigação em Informática e Criação Musical da Universidade de Paris 8) e que continua a evoluir até aos dias de hoje. Mais recentemente, o seu trabalho expandiu-se para instalações audiovisuais interativas, onde explora a integração de sensores de movimento e o processamento de som em tempo real. Como educador, desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento de cursos e projetos de tecnologia musical, informática musical e composição assistida por computador em Portugal.

Em abril de 2025, lançou O CD duplo “Os sons em volta” (Artway Next) , com obras para formações variadas abrangendo um período de quase 20 anos. 

Carlos Caires vive em Lisboa e leciona na Escola Superior de Música de Lisboa.


Hèctor Parra

© Amandine Lauriol
Hèctor Parra é um compositor catalão que vive em Paris desde 2002. 

Membro da Academia Francesa em Roma – Villa Médicis em 2021-22, estreou uma centena de obras em todo o mundo, encomendadas por instituições como a Philharmonie de Paris, o Museu do Louvre, a Bienal de Munique, o Gran Teatre del Liceu, o Grand Théâtre de Genève, a Elbphilharmonie, a Philharmonie de Colónia ou o Museu Guggenheim de Nova Iorque. 

De 2013 a 2026, foi compositor residente no Festival de Música Contemporânea de Huddersfield, no Auditório de Barcelona, no Palau de la Música de Barcelona, na Orquestra Nacional de Lille, no Staatstheater Stuttgart e na Casa da Música do Porto. 


Estreou oito óperas com grande sucesso de público e crítica, com libretos dos escritores Marie NDiaye, Händl Klaus, Fiston Mwanza Mujilla ou Pier Paolo Pasolini/Calixto Bieito. A encenação foi realizada pelo próprio Bieito, por Milo Rau ou Mariame Clément, entre outros. 

Foi galardoado com o Prémio de Música SACD 2025, o Grand Prix de l'Academie Charles Cros 2024, o Prémio Ópera XXI 2023, o Prémio Nacional de Cultura da Catalunha 2017, o Prémio de Composição Ernst von Siemens 2011, o Prémio Donald Aird Memorial 2007 de São Francisco e o Prémio Tremplin 2005 do Ensemble Intercontemporain e IRCAM, entre outros. As suas obras são publicadas pela Durand/Universal Music Publishing Classical e pela Editorial Tritó.

Site oficial: hectorparra.net


Pedro Carneiro

Pedro Carneiro é reconhecido internacionalmente como percussionista solista de música erudita, maestro e compositor. 

A sua virtuosidade, energia explosiva, curiosidade intelectual e espontaneidade emocional têm inspirado vários dos mais importantes compositores da atualidade a escrever obras especialmente para si. 

Atua e grava regularmente com algumas das mais prestigiadas orquestras do mundo, entre as quais a Los Angeles Philharmonic, a English Chamber Orchestra e a Budapest Festival Orchestra.

Em 2007 fundou a Orquestra de Câmara  Portuguesa (OCP) e, em 2010, a Orquestra Jovem Portuguesa (JOP), membro da Federação Europeia de Orquestras Nacionais Jovens. Ambas as formações têm realizado digressões nacionais e internacionais, recebendo forte aclamação da crítica. Paralelamente, Pedro Carneiro é fundador de vários projetos sociais, incluindo iniciativas com músicos com deficiência e com crianças e jovens em contextos socialmente desfavorecidos, sobretudo na região da Grande Lisboa.

É também um pedagogo muito procurado e um inventor apaixonado, tendo criado novas baquetas, varetas, um pedal de abafamento para marimba e diversos acessórios, alguns dos quais já fazem parte do repertório e são utilizados por percussionistas em todo o mundo. 

Para além da música de concerto, tem-se dedicado nos últimos anos à colaboração com outras artes, como o teatro, a dança e o cinema, áreas para as quais desenvolveu um vasto corpo de trabalho. A sua extensa discografia inclui gravações a solo, concertos, música de câmara e projetos de improvisação.          


Ensemble DME

O Ensemble DME foi criado em 2013 no âmbito do Projecto DME, uma iniciativa fundada pelo compositor Jaime Reis para promover a prática da música contemporânea e electroacústica. Tem trabalhado com maestros como Jean-Philippe Wurtz, Jean-Sébastien Béreau, Pedro Figueiredo, Rita Castro Blanco, Valerio Sannicandro, entre outros.

Mais recentemente, o ensemble tem realizado projectos multidisciplinares, onde se destaca a estreia do espetáculo “Geometrias do Inelidível”, de Jaime Reis, produzido pela EMSCAN em 2022, o concerto co-organizado com o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, “Esplorazioni”, dedicado à relação entre espaço e som, com o compositor e maestro italiano Valerio Sannicandro, assim como colaborações com o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em torno de Iannis Xenakis e Mieko Shiomi, uma das fundadoras do movimento Fluxus.

O ensemble tem tocado em vários palcos e festivais, incluíndo a Logos Foundation (Ghent, Bélgica), Palladium (Malmö, Sweden), digressões no Brasil (2015, 2023), Auditorio Santa María (Plasencia, Espanha), Casa da Música (Porto), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), Palácio Foz (Lisboa), o Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa), e o Loop Festival (Bruxelas, Bélgica).
Desenvolve ainda vários projectos didáticos e pedagógicos com o intuito de se aproximar das camadas mais jovens de artistas, proporcionando experiências formativas em contexto performativo, oportunidades de criação colaborativa e contacto directo com a linguagem e estética da música contemporânea.


Dia 1 de fevereiro (domingo) - Museu de Serralves

  • 18h - Concerto ars ad hoc
Programa

José Manuel López López (Madrid, 1956): Três peças breves para dois violinos [1997] ca 6’
para dois violinos

György Kurtag (Lugoj, 1926): Jatekok III [1979]
31. Hommage a Christian Wolf 
24. Hommage a Petrovics
26. Hommage à Farkas Ferenc (Evocation of Petrushka)
para piano solo

György Kurtag (Lugoj, 1926): Officium breve, in memoriam Andreae Szervánszky, Op. 28 [1989] ca 16’
para quarteto de cordas

Chaya Czernowin (Haifa, 1957): fast darkness III: Moonwords [2022] ca 15′
para flauta amplificada, clarinete, violion, viola, violoncelo e piano

Pedro Berardinelli (Viseu, 1985): a [2024] ca 10’
para flauta baixo, clarinete baixo, violino, violoncelo e piano


Ficha Técnica
Ricardo Carvalho - flauta
Horácio Ferreira - clarinete
Diogo Coelho e Matilde Loureiro - violino
Francisco Lourenço - viola
Gonçalo Lélis - violoncelo
João Casimiro Almeida - piano
Diana Ferreira - programação
Arte no Tempo - produção



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Pensar a Música Hoje

30 January – 2 February
GOETHE INSTITUT LISBOA & FUNDAÇÃO DE SERRALVES


From 30 January to 2 February, Arte no Tempo and Projecto DME are collaborating to welcome programmers from different countries and institutions to reflect on contemporary music programming.

The event will open on 30 January with an informal meeting at Lisboa Incomum. The following day, 31 January, we will meet at the Goethe Institut at 2:30 pm to discuss various approaches to programming. That evening, also at the Goethe Institut, we will attend a concert by the Ensemble DME at 9 pm.

The next day, the meeting will take place in Porto, followed by a concert by ars ad hoc at the Serralves Auditorium (2 February, 6 p.m.).

The meeting, 'Thinking about music today', will conclude with a final reflection on the morning of 2 February at the Serralves Foundation.

This meeting has been made possible thanks to project support for the internationalisation from the Direcção-Geral das Artes, of the Portuguese Ministry of Culture.


Programme:

30 January | 6 p.m | Lisboa Incomum – Welcome cocktail

31 January | 2:30-6:30 p.m | Goethe-Institut LisbonDialogues on contemporary music programming

31 January | 9 p.m | Goethe-Institut Lisbon – Ensemble DME concert

1 February | 6 p.m | Serralves MuseumArs ad hoc concert

2 February | 10 a.m | Serralves Museum – Final reflection


Admission to events at the Goethe Institut is free, but advance reservation is required by emailing lisboaincomum@gmail.com.

Only the activities on 31 January and 1 February are open to the public.


Saturday 31 January – Goethe Institut Lisbon

  • 2:30p.m - Programming New Music: Programmers Meeting 
Guests

- Anna Berit Asp Christensen | SPOR (DK)

- Johan Tallgren | Time of Music (FI)

- Sandro Gorli | Rondó Ensemble Divertimento (IT)

- Eva Maria Müller | Klangspuren Schwaz (AT) 

- Ute Pinter | Open Music & Impuls (AT)

- Enrique Muñoz & Alejandro Moreno | AMCC / COMA (SP)

- Ramón Souto | Vertixe Sonora (SP)


Programme

2:30 pm - Welcoming / Briefing
2:45 pm - António Jorge Pacheco 
3:00 pm - Anna Berit Asp Christensen (SPOR)
3:15 pm - Johan Tallgren (Time of Music festival)
3:30 pm - Sandro Gorli (Rondó / Divertimento Ensemble)
3:45 pm - Brief discussion
4:10 pm - Pause
4:30 pm - Eva Maria Müller (Klangspuren Schwaz)
4:45 pm - Ute Pinter (Impuls / Open Music)
5:00 pm - Enrique Muñoz & Alejandro Moreno (AMCC / COMA festival)
5:15 pm - Ramón Souto (Vertixe Sonora)
5:30 pm - Brief discussion
6:00 pm - Ending moment

António Jorge Pacheco 

António Jorge Pacheco is a leading figure in European musical life. He served as Artistic Director at Casa da Música in Porto from 2009 to March 2025, shaping it into one of the most respected and forward-thinking concert halls in Europe.

Under his leadership, Casa da Música commissioned more than 260 new works by 121 composers, and established partnerships with leading composers, musicians, concert halls and festivals. Pacheco was an active member of Réseau Varèse, promoting new music and emerging composers across Europe, and was Board member of the European Concert Hall Organisation (ECHO), where he shared artistic initiatives among major European venues.

Pacheco was a Jury member of the Venice Biennale Music Festival I 2007. In 2014, the French Republic awarded him the title of Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres. Lately he was guest lecturer at international music events, such as the Grafenegg Festival presenting his essay “Contemporary Music: the lost innocence?”.


Anna Berit Asp Christensen | SPOR FESTIVAL

SPOR Festival is a vibrant celebration of contemporary music and experimental arts, founded in 2005 and based in Aarhus. It brings together bold composers, performers, and interdisciplinary artists from around the world to present new works, premieres, and site-specific performances that challenge boundaries between sound, movement, and visual practice.

With intimate concerts, talks, workshops, and late-night events, SPOR fosters artistic exchange and audience engagement. Championing risk-taking and curiosity, the festival offers fresh perspectives and memorable moments that linger long after the last note.us, SPOR offers fresh perspectives and memorable moments that linger long after the last note.


sporfestival.dk



Johan Tallgren | Time of Music

Time of Music (Musiikin aika) festival is organised by an association called Viitasaaren kesäakatemia ry in the beginning of July every year in Viitasaari, Central Finland. Founded in 1982, Time of Music focuses on cutting-edge contemporary music, and hosts the most important composers and artists of the field yearly, gaining an international reputation as a courageous, border-breaking and innovative event. Its exotic and remote location in the small town, by the lake, has caused a buzz within the visitors which cannot be compared to any other festival. “The spirit of Viitasaari” is a known statement spread throughout the most active countries of contemporary music.

Time of Music offers summer academy courses and workshops and because of that it is an important meeting point for music professionals and students from both Finland and abroad. The festival offers not only concerts but meetings and lectures plus presentations. In 2009 Finland Festivals chose Time of Music The Festival of The Year.

The artistic director of Time of Music festival is composer Johan Tallgren, who is the fifth artistic director in the festival’s history, after composers Jukka Tiensuu, Jarmo Sermilä, Tapio Tuomela and Perttu Haapanen.


musiikinaika.org



Sandro Gorli | Rondó - Divertimento Ensemble


The Divertimento Ensemble was founded in 1977 in Milan and it has now over 1000 international concerts and 19 CDs to its credit. The composer Sandro Gorli is the ensemble’s conductor and artistic director since its creation. Over one hundred composers have dedicated new compositions to the Divertimento Ensemble. These works, and many others, have helped consolidate one of the most inclusive and up-to-date repertoires of new music, both Italian and international.
The ensemble organizes the Rondò concert season every year in Milano, which is entirely dedicated to contemporary music.

divertimentoensemble.it


Eva Maria Müller | Klangspuren Schwaz  


Klangspuren Schwaz, the Tyrolean festival for new music, was founded in 1993 by Thomas Larcher, Maria-Luise Mayr, and Anton Hütter and has since become the largest and most successful festival for contemporary music in Western Austria. The original concept—to offer contemporary music in Western Austria a professional, steadily growing platform while simultaneously honoring its origins and innovative character—remains the foundation of its programming. Furthermore, Klangspuren sees itself as an employer, facilitator, and supporter of young composers and performers at both the local and international levels. This is achieved primarily through their systematic integration into the concert program, the commissioning of new works, and the development of new projects. A key priority has always been, and remains, the integration of music education projects for children and young people into the festival program.  

The festival, which takes place annually in September, has been curated by Dutch musician and curator Marco Blaauw since 2026. Previous artistic directors include Christoph Dienz (with Clara Iannotta in 2022 and Eva Reiter in 2024), Reinhard Kager, Matthias Osterwold, Peter Paul Kainrath, and the festival's founder, Thomas Larcher.



Ute Pinter | Open Music & Impuls

Open music - a concert series of contemporary music 

“open music”, founded back in the early 90ies and further on developed and run by Ute Pinter since 2000, is dedicated to the communication of “today´s current music”: be it composed or improvised,  contemporary classical music or advanced jazz, acoustic or electronic music, …, or any other productions beyond any strict aesthetical, stylistic and genre borderlines. “open music” promotes and initiates projects that enhance music with other artistic forms (such as film/video, fine arts, performative/theatrical elements ...),  encourages experiments and supports also young rising artists. “open music” vouches for top quality and continuity in the midst of quantity and diversity. “open music” takes place at different venues in Graz, Austria, such as Stockwerk, tube´s, MUMUTH, MUWA, Akademie Graz, ARTist´s, churches and further other places also beyond traditional stages. 

“Current” music characterizes the profile of the concert series "open music" based in Graz – “current” partly in the sense of projects being launched at, specifically conceived for respectively commissioned by “open music”, very often “current” both in relation to the actual pieces, projects and formations to be experienced in Graz for the first time, “current” also not least in its general “content”, which frequently is developed in the sense of being cross-genre productions (be it through the inclusion of the performative or visual for instance), or that quite often searches out for overlaps and interfaces between different musical genres, composition and improvisation, acoustics and electronics, amongst others. 

openmusic.at


Enrique Muñoz & Alejandro Moreno | AMCC / COMA

Founded in 1998, the Asociación Madrileña de Compositores y Compositoras (AMCC) stands as a vital pillar for contemporary music in Spain. Born from a need to unite creators within the Community of Madrid, the association protects authors' rights while fostering a collaborative environment for a profession that is often solitary.

Today, AMCC is the most influential collective of its kind in Spain, representing over 130 members, including National Music Award winners. Its flagship project is the COMA Festival, an international showcase for contemporary creation that has hosted over 25 editions. Beyond the festival, AMCC organizes professional conferences (Jornadas Profesionales) and the Premios AMCC, which honor excellence in research, performance, and the dissemination of new music. By bridging the gap between veteran masters and emerging talents, AMCC ensures that the "cultivated" musical tradition continues to evolve and resonate within Madrid’s vibrant cultural landscape.


amcc.es



Ramón Souto | Vertixe Sonora

Since its appearance in 2011, Vertixe Sonora has established itself as a leading voice in the European contemporary music scene. An irreplaceable opportunity to experience the music of our time firsthand, it boasts an extensive network of collaborators dedicated to fostering the evolution of thought, research, and sonic creativity.

Open to discussion and exchange, Vertixe Sonora has experimented with all kinds of formats, developing challenging and constantly evolving musical initiatives. Sound art, musical theater, opera, dance, chamber music productions, and large ensembles are at the forefront of artistic innovation, driven by energy and determination.

Fifteen years of bold projects at renowned festivals and prestigious venues worldwide, and a track record backed by over 300 world premieres from 220 composers in 46 countries. Vertixe Sonora is a member of the International Society for Contemporary Music (ISCM).


vertixesonora.gal



  • 9 p.m – DME Ensemble Concert   
Programme


Conductor - Pedro Carneiro
Piano - Alex Waite
Cello - Ângela Carneiro
Violin - Beatriz Costa
Clarinet - Carlos Silva
Flute - Mafalda Carvalho
Viola - Trevor McTait
Sound design - Suse Ribeiro
Technical assistance - Carolina Néu


Programme Notes

Mariana VieiraRetracement

Retracement (2021) for ensemble and electronics is based on short fragments of an improvisation created using a modular synthesiser. This improvisation forms the foundation of the electroacoustic element of the piece. The instrumental writing is gesturally intertwined with these sounds, which were at the origin of the piece.


Carlos Caires: Propagation (9')

The composition process for Propagation was intermittent, involving several starts and interruptions, and was finally completed in 2022.

The successive postponements of the premiere, which were cancelled and rescheduled because of the pandemic, were one of the main causes of the 'reluctance' to finish the piece. Propagation is strongly influenced by the idea of the pandemic, contagion and propagation, both in its process of elaboration and in its musical content.

The piece's form is inspired by the graphs of the pandemic's evolution that we have become accustomed to seeing on the news every day since the beginning of 2020. The electronics are imposing and constantly 'interfere' with the instruments (flute, clarinet, violin, cello and piano), interrupting them and changing their discourse to impose their own rhythm and cadence. Even at the end of the piece, when everything seems to calm down and the instruments appear to take precedence, the electronics reveal that they are still present.


Jaime ReisSangue Inverso & Inverso Sangue (II & III) - 4' + 5'

This piece is written for an ensemble of seven musicians. Sangue Inverso (Blood Converse) is structured in seven movements, and, quite symmetrically, so is Inverso Sangue (Converse Blood). Sangue Inverso – Inverso Sangue integrates the seven movements of Sangue Inverso and the seven movements of Inverso Sangue.

Each movement of either Sangue Inverso or Inverso Sangue can be performed individually, as they are in this recording. Sangue Inverso – Inverso Sangue implies that movement I of Sangue Inverso is to be performed with movement I of Inverso Sangue, and so forth. When the pieces are superimposed, although different tempi are adopted in each piece, there are specific moments in which they coordinate and synchronize.

This structure, which configures a simultaneously simple and fairly complex construction, is all about the links between the singular and the collective or, more precisely, about the permanence and the role of the single, however integrated it may be in the collective. In any harmonious human construction, overlaps and interdependence enhance the significance of each singular entity, of each distinct identity, of each idios – in no way do they lessen their import.

Underneath those structural and semantic features, Sangue Inverso – Inverso Sangue further refers to the central concept of time. Though ultimately connoting eternity, time in this piece is seized in a number of ways, i. a. absolute durations and those dependent on the performer, modulations of tempo and within tempi, rhythmic contractions and expansions, all of which inflect the perceptions of interwoven flows as caused by – or reflected in – pitch, tempo, timbre, or textures.

The titles of each movement are as revealing as the structure of the piece itself. Each one bears the name of a symbolic element that, in a synesthetic mode, conjures a wealth of references – colours and sensations, values and vibrations, ideas and ideals. This phonogram comprises movements II and III of the Sangue Inverso – Inverso Sangue, which allude to amethyst, granite, obsidian and cinnabar.

In sum, the complexity of the musical ‘cells’ and the relations between the ‘cells’ interthreaded to elaborate the piece are the foundation upon which a symbolic, semantic, and indeed significant construction emerges: from novel patterns new paths arise, from new arrays novel adventures...


SANGUE INVERSO – INVERSO SANGUE 
by Miguel Mesquita da Cunha

IN THE REALM OF THE POSSIBLE THE DAWN OF NOVEL STARS
AND THUS LOFTIER THE REALM WIDER THE POSSIBLE SOFTER THE DAWN LIVELIER THE STARS... 

Magnetite     there
there     there is     there are     beyond your grasp beyond your sight
the sounds of what is

Amethyst     fear not!
not merely sounds     but light upon crystal pearls     but stars upon the nightly sky
ask not     but hear

Obsidian     ludus
intelligence erects     & wit enlightens     seek not to master but to marry     not to lead
But to live

Amber     free
fair the air     for sublimated by lips & fingers     for freed from the rule of gold
springs the spirit

Granite     complex
afore the One     two     & the many     before victory the fight     accept the path
embrace the night

Cinnabar     united
flesh & mind     heart & reason     hardly different & surely not foes
for they commingle in a dance of joy

Magnetite-Amber     & again
as the night     & the desire     advance     as in the night mounts the desire
united we venture afar

Amethyst-Granite     & beyond
no     not a repeat but a destiny     whatever your reach     wherever your realm
plus ultra

Obsidian-Cinnabar     & ever
yes     your destiny     promised (not pre-ordained)     a principality to pursue in probity
your passion     ever

IN THE SEVERE CONFINES OF THE EXPECTED SOUNDS NEVER AFORE HEARD BY A HUMAN HEART
AND LIGHTER FORTHWITH THE CONFINES & FREER THE MIND & SURGE SURGE NOT MUSIC SOLELY BUT THE HEART...


Hèctor Parra: Stress Tensor (19')

In the Catalan composer’s catalogue of works Stress Tensor (2009) appears as the logical immediate successor to his “projective opera” Hypermusic Prologue (2009), which came into being in cooperation with the Harvard physicist Lisa Randall. In both works modern theories of physics function as the motor to the plot. The title Stress Tensor refers directly to the mathematical object in Einstein’s general theory of relativity from 1915 describing the flux of energy and momentum that is the source of the gravitational field.

The plastic and emergent significance of such curvature has encouraged Parra's formalization of a conceptual and sensitive musical framework quite unrelated to any tensor calculation. This framework brings together acoustic elements (matter/energy) – which are de facto expressive in themselves – in a complex acoustic superstructure that generates new musical characteristics according to the paradigm of the gravitational field as a distorted space-time continuum. In the composer’s own words, one hears “at first only contrasting fragmentary islands of sound which are, it is true, widely dispersed, but nevertheless, when taken on their own, thoroughly developed. At this point the deeper connections between them do not reveal themselves. What follows is the unfolding of a complex network of meaningful relationships between the various textures, woven together into a musical continuum according to a strict polyphony; the piece gains energy, changes its form and develops towards a final coalescene of the initially heterogeneous materials. Recognizing this ‘global soundspace’, which is characterised above all by the structure of its vibrations (rapid oscillations in timbre and dynamics), changes the way we perceive the sound material we heard initially and transports us to a primeval, mysterious world that unfolds from the first impressions. This world, this acoustic space-time continuum, gains thus a breadth and depth that appeals to our senses during the aesthetic reception of the structure and makes possible the appreciation of architectural beauty, a shared characteristic of Art and Science.”

José Luis Besada, 2012


Biographies

© Sofia Nunes

Mariana Vieira

Born in Sintra in 1997, Mariana Vieira completed her Bachelor's and Master's degrees in Composition and Music Education, respectively, at the Lisbon School of Music (ESML), under the guidance of Jaime Reis.

Her catalogue includes acousmatic, mixed, and instrumental music for chamber ensembles, orchestras, and soloists, as well as didactic works.

Her music has been performed at festivals such as Young Euro Classic and BachFest (Germany), L'Espace du Son (Belgium), Crossroads and Echoes Around Me (Austria), Monaco Electroacoustique (Monaco), Aveiro_Síntese and Música Viva (Portugal).

She won the European Composer Award in Germany in 2017 for her piece Raiz, written for the Portuguese Youth Orchestra (JOP); the Electronic Music Composition Contest, organised by Musicworks magazine in Canada, in 2021; and the Young Lion*ess of Acousmatic Music competition, organised by The Acousmatic Project in Austria, in 2022.

Alongside her compositional work, she has been involved in artistic initiatives including Projecto DME, the Lisboa Incomum venue and the EMSCAN association.

As a FCT (Foundation for Science and Technology) scholarship holder, she is currently studying for a PhD in Performing Arts and Moving Image (specialising in Composition) at FBAUL (University of Lisbon), in collaboration with IPL/ESML and under the supervision of Carlos Caires and António Sousa Dias. She has been a guest assistant professor at the University of Évora's School of Arts since 2025.

mariana-vieira.net


Jaime Reis

© Sofia Nunes
Jaime Reis (b. 1983) is a Portuguese composer.

He studied composition and electroacoustic music under João Pedro Oliveira, Emmanuel Nunes and Karlheinz Stockhausen. He went on to complete his doctoral studies in Ethnomusicology at Universidade Nova de Lisboa.

Reis's musical thinking is informed by his keen interest in natural science research and his constant engagement with Asian musical — and spiritual — traditions.

He focuses on the dynamics of forms, forces and flows in music. He explores spatial polyphonic paths through immersive, dome-shaped sound systems.

Another striking feature of his music is the presence of complex concepts that underpin the construction of his pieces without distracting the listener                                         from their sensitive beauty. These ideas act as hidden foundations, generating voluptuous musical forms despite their intellectual rigour.

Jaime Reis is a professor of composition and electroacoustic music at the Lisbon School of Music (ESML) and a researcher at the Institute of Ethnomusicology at the New University of Lisbon. He is the artistic director of the DME Festival and Lisboa Incomum, which conduct intensive research into and create contemporary classical music.

His music has been performed worldwide by renowned musicians and ensembles, including Christophe Desjardins, Pierre-Yves Artaud, Aida-Carmen Soanea, Ana Telles, Ensemble Fractales, Ensemble Horizonte, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Machina Lírica, Orchestre de Flûtes Français, and Aleph Guitar Quartet.

Bio. by Monika Streitová; retrieved from jaimereis.pt; last update: May 2020
Monika Streitová is a flautist and professor at the University of Évora.


Jorge Carmona ©2024
Carlos Caires

Carlos Caires (b. 1968) is a Portuguese composer of music for solo instruments, chamber groups and orchestras of various sizes. 

Most of his works incorporate electronics. He graduated from the Lisbon School of Music (ESML) with a degree in composition, having studied with Constança Capdeville and Christopher Bochmann (composition) and António de Sousa Dias (electroacoustic music). He later obtained a Maîtrise (1999), a Diplôme d’Études Approfondies (2000) and a doctorate (2006) from the University of Paris 8, studying under Horacio Vaggione.

Caires began his teaching career at the Setúbal Regional Conservatory and the National Conservatory of Music (1988–1991) before joining the ESML faculty in 1992. Alongside his compositional work, he pursued further studies in choral and orchestral conducting, attending various summer courses in Portugal and abroad. He co-directed the Portuguese Youth Music Choir with conductor Paulo Lourenço, and later co-founded and co-conducted the Ricercare Choir until 1998. His music has been performed at festivals in Portugal, as well as in several other European countries, the United States, and China.

Carlos Caires has been commissioned to create works by several institutions and groups, including the Calouste Gulbenkian Foundation, ACARTE, the Borealis Ensemble, Almada City Council, the Casa da Música Foundation, the Belém Cultural Centre, the Orchestra Sinfonica Nazionale della RAI/Centro Tempo Reale, the Aveiro-Síntese Festival, Expo’98, the Lisbon Contemporary Music Group, the Lisbon Ensemble XX/XXI, Miso Music Portugal, the National Ballet Company, and RTP/Antena 2.

The composition awards he has received include the Joly Braga Santos Prize (1995) for Al Niente, the Cláudio Carneyro Prize (1996) for Wordpainting, and the ACARTE Prize (1998, shared with João Madureira) for Retábulo-Melodrama. He has also created soundtracks and provided sound design for several independent animated films. Over the last two decades, he has been involved in developing specialised software for electroacoustic music and computer-assisted composition. One of his most significant projects is IRIN, sound micro-assembly software that he began developing during his doctoral research at the Centre for Research in Computer Science and Musical Creation (CICM) at the University of Paris 8, and which continues to evolve to this day. 

Recently, he has expanded his work into interactive audiovisual installations, exploring the integration of motion sensors and real-time sound processing. As an educator, he has played a pivotal role in developing courses and projects in music technology, computer music and computer-assisted composition in Portugal.

In April 2025, he released the double CD Os sons em volta (Artway Next), featuring works for various ensembles spanning almost 20 years.

He lives in Lisbon and teaches at the Lisbon School of Music.


Hèctor Parra

© Amandine Lauriol
Hèctor Parra is a Catalan composer living in Paris since 2002. Member of the French Academy in Rome – Villa Médicis in 2021-22, he has premiered a hundred works around the world, commissioned by institutions such as the Philharmonie de Paris, the Louvre Museum, the Munich Biennale, the Gran Teatre del Liceu, The Grand Théâtre de Genève, the Elbphilharmonie, the Cologne Philharmonie or the Guggenheim Museum in New York. 

From 2013 to 2026 he was composer-in-residence at the Huddersfield Contemporary Music Festival, the Barcelona Auditorium, the Palau de la Música in Barcelona, the Orchestre National de Lille, the Staatstheater Stuttgart and Casa da Música Porto. 

He has premiered eight operas with great public and critical success and which have had librettos by the writers Marie NDiaye, Händl Klaus, Fiston Mwanza Mujilla or Pier Paolo Pasolini/Calixto Bieito. The staging has been carried out by Bieito himself, by Milo Rau or Mariame Clément among others. He has been awarded the SACD Music Prize 2025, thw Grand Prix de l’Academie Charles Cros 2024, the Opera XXI Award 2023, the National Culture Award of Catalonia 2017, the Ernst von Siemens Composition Prize 2011, the 2007 Donald Aird Memorial Award of San Francisco and the 2005 Tremplin Prize of the Ensemble Intercontemporain and IRCAM, among others. His works are published by Durand/Universal Music Publishing Classical and by Editorial Tritó.
Official website: hectorparra.net


Pedro Carneiro

Pedro Carneiro is an internationally renowned classical percussion soloist, conductor and composer. His virtuosity, explosive energy, intellectual curiosity and emotional spontaneity have inspired some of today's most important composers to write pieces specially for him. He regularly performs and records with some of the world's most prestigious orchestras, including the Los Angeles Philharmonic, the English Chamber Orchestra, and the Budapest Festival Orchestra.

In 2007, he founded the Portuguese Chamber Orchestra (OCP), and in 2010 he founded the Portuguese Youth Orchestra (JOP), which is a member of the European Federation of National Youth Orchestras. Both ensembles have toured nationally and internationally, receiving strong critical acclaim. Pedro Carneiro is also the founder of several social projects, including initiatives involving disabled musicians and children and young people from disadvantaged backgrounds, particularly in the Greater Lisbon area.
A highly sought-after teacher, he is also a passionate inventor who has created new drumsticks, rods, a marimba mute pedal and various accessories. Some of these are now part of the percussionists' repertoire and are used around the world. As well as concert music, he has recently devoted himself to collaborating with other art forms, such as theatre, dance and cinema, for which he has developed a substantial body of work. His extensive discography includes solo recordings, concerts, chamber music and improvisation projects.          


Ensemble DME

The DME Ensemble was formed in 2013 as part of the DME Project, an initiative founded by composer Jaime Reis to promote contemporary and electroacoustic music. The ensemble has collaborated with renowned conductors including Jean-Philippe Wurtz, Jean-Sébastien Béreau, Pedro Figueiredo and Rita Castro Blanco, as well as Valerio Sannicandro. 

Recently, the ensemble has become involved in multidisciplinary projects, including the premiere of Jaime Reis's show Geometrias do Inelidivel (Geometries of the Unspeakable), produced by EMSCAN in 2022; a concert co-organised with the Italian Cultural Institute in Lisbon, Esplorazioni, dedicated to the relationship between space and sound and featuring Italian composer and conductor Valerio Sannicandro; and collaborations with the Calouste Gulbenkian Foundation's Modern Art Centre focusing on Iannis Xenakis and Mieko Shiomi, one of the founders of the Fluxus movement. 

The ensemble has performed at various venues and festivals, including the Logos Foundation in Ghent, Belgium; the Palladium in Malmö, Sweden; and on tours of Brazil in 2015 and 2023. Other venues include the Auditorio Santa María in Plasencia, Spain; the Casa da Música in Porto; the Calouste Gulbenkian Foundation and the Palácio Foz in Lisbon; the National Museum of Ancient Art in Lisbon; and the Loop Festival in Brussels, Belgium.
The ensemble also develops various educational and pedagogical projects with the aim of reaching out to younger artists, providing formative experiences in a performative context and opportunities for collaborative creation, as well as direct contact with the language and aesthetics of contemporary music.



Sunday 1 February – Serralves Auditory

  • 6p.m - Ars ad hoc Concert

Programme

José Manuel López López (Madrid, 1956): Três peças breves para dois violinos [1997] ca 6’
for two violins

György Kurtag (Lugoj, 1926): Jatekok III [1979]
31. Hommage a Christian Wolf 
24. Hommage a Petrovics
26. Hommage à Farkas Ferenc (Evocation of Petrushka)
for solo piano

György Kurtag (Lugoj, 1926): Officium breve, in memoriam Andreae Szervánszky, Op. 28 [1989] ca 16’
for string quartet

Chaya Czernowin (Haifa, 1957): fast darkness III: Moonwords [2022] ca 15′
for amplified flute, clarinet, violin, viola, cello and piano

Pedro Berardinelli (Viseu, 1985): a [2024] ca 10’
for bass flute, bass clarinet, violin, cello and piano


Ficha Técnica
Ricardo Carvalho - flute
Horácio Ferreira - clarinet
Diogo Coelho and Matilde Loureiro - violin
Francisco Lourenço - viola
Gonçalo Lélis - cello
João Casimiro Almeida - piano
Diana Ferreira - programming
Arte no Tempo - production

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